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                          IEDI na Imprensa - Sem recuperação este ano

                          Publicado em: 02/11/2016

                          O Globo – 02/11/2016

                          Indústria fecha 3º trimestre com queda de 0,5% frente ao patamar da 1ª metade de 2016

                          Daine Costa

                          O desempenho ruim da indústria no terceiro trimestre do ano não só anulou o ganho conquistado nos seis primeiros meses do ano como levou a produção a um patamar 1,6% inferior ao do fim de 2015, jogando um balde de água fria nas esperanças de uma recuperação ainda em 2016. Frente ao primeiro semestre, o patamar de produção em setembro estava 0,5% menor. Os dados são da Pesquisa Mensal da Indústria, divulgada ontem pelo IBGE. Para economistas e representantes do setor, os números do terceiro trimestre refletem o fim do colchão proporcionado pela valorização do dólar — no primeiro semestre, a cotação média de R$ 3,69 impulsionou as exportações e a substituição de importados por produção nacional. No terceiro trimestre, com a cotação média da divisa recuando a R$ 3,24, a indústria voltou a patinar. 

                          De janeiro a junho, o setor obteve cinco resultados positivos. Já nos três meses seguintes, o único crescimento na produção ocorreu em setembro: 0,5%, depois de um tombo de 3,5% em agosto. A alta em setembro foi ancorada em apenas três atividades cujo desempenho melhorou: produtos alimentícios (6,4%), indústria extrativa (2,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,8%). Entre os demais, predominaram as taxas negativas.

                          — É um crescimento medíocre — avalia Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). — Nunca houve recuperação, e a produção voltou a cair. Aquilo que se projetava como eventual retomada claramente não se confirmou. Lembra aquele trecho da música “Conceição”: “Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu.”

                          ‘CANSAÇO DA BRASILEIRA’ 

                          Para André Macedo, gerente de Indústria do IBGE, é preciso relativizar o resultado de setembro, que, à primeira vista, parece positivo:

                          — É um resultado precedido de duas quedas seguidas (em julho e agosto), e só duas das quatro categorias (bens intermediários e bens de consumo duráveis) e nove das 24 atividades tiveram crescimento. Somadas, as três atividades responsáveis por essa alta na margem representam 35% do setor. Então, temos pouco mais de um terço da indústria explicando esse crescimento na passagem de mês.

                          De acordo com o IBGE, em setembro, a indústria do país operava 20,7% abaixo do nível recorde, alcançado em junho de 2013.

                          — A queda da demanda doméstica é tão forte que precisaríamos de uma alavanca do setor externo. As exportações crescem, mas menos do que é preciso para dar mais ritmo ao crescimento da economia. Sem o dólar apreciado do primeiro semestre teríamos um ano ainda mais difícil. O resultado de setembro frustrou nossas expectativas. E esse último trimestre não será de recuperação, porque o consumidor continua endividado, sem emprego e com acesso dificultado ao crédito. Essa recuperação mais clara só virá em 2017, se o Banco Central der seguimento à queda de juros iniciada este mês — afirma Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

                          Segundo Castelo Branco, essa frustração explica a queda na confiança do empresário captada por sondagens realizadas em outubro. No caso do indicador apurado pela CNI, a trajetória de melhora da confiança foi interrompida depois de cinco altas seguidas. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas também recuou em outubro, após alta no mês anterior. 

                          — O aumento da confiança nos meses anteriores se deu em razão do cansaço da desesperança. As pessoas cansam de não ter esperança. Passaram a depositar na mudança de comando do país uma expectativa de melhora. Mas, passados alguns meses, nada mudou — analisa Francini.

                          Para Rafael Fagundes Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), houve uma reacomodação das expectativas depois que os resultados negativos de julho e agosto deixaram claro que “a situação da indústria é mais complicada do que se esperava”. Cagnin defende que o setor necessita de dinamizadores adicionais para voltar a crescer:

                          — A crise da indústria tem o formato de “U”. Chegou ao fundo do poço e pode ficar presa nesse baixo dinamismo por algum tempo porque o desemprego e a inflação, apesar do arrefecimento, ainda comprometem o poder de compra dos brasileiros. E os investimentos em infraestrutura estão parados por conta da LavaJato e da falta de capacidade de financiamento do BNDES. É preciso estancar essa apreciação do real para que as exportações voltem a dar alívio ao setor.

                          Mais otimista, Castelo Branco, da CNI, diz acreditar que projetos de infraestrutura devem sair do papel em 2017, favorecendo toda a cadeia produtiva e gerando empregos, o que faria a indústria voltar a crescer.

                          Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao comentar o resultado da indústria, em um evento na Fiesp, ressaltou a gravidade da crise econômica, mas mostrou otimismo:

                          — Ninguém sai de uma depressão do dia para a noite. O que estamos dizendo é que já esperamos um crescimento do PIB para 2017, em alguns setores se nota diminuição da velocidade de queda. A indústria já cresceu 0,5% no mês de setembro, e esse número fala por si só.

                          O empresário Humberto Gonçalves, de 45 anos, dono da Forjaria e Estamparia Tec Stam, calcula que sua produção e faturamento caíram entre 35% e 40% desde que a crise econômica começou a se aprofundar. Ele produz peças para indústria de máquinas, implementos agrícolas e fábricas de tratores — e observou que todos os segmentos passaram a comprar menos.

                          — A diferença desta crise para outras é que todos os segmentos foram atingidos. Pelo menos, não perdi clientes — diz Gonçalves, que tinha 64 funcionários há dois anos e hoje conta com 32.

                          Outra consequência da crise, ressalta, é que os bancos fecharam o acesso ao financiamento para as pequenas empresas.

                          Para Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os resultados do terceiro trimestre dificultam qualquer previsão otimista:

                          — Efetivamente acreditávamos que, a essa altura, estivéssemos começando um período de recuperação. Mas isso só vai ocorrer quando um ambiente mais positivo se consolidar, impulsionando a demanda e os investimentos.

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