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                          IEDI na Imprensa - Serviços às empresas sustentam atividade no 4º trimestre

                          Publicado em: 04/03/2026

                          Valor Econômico

                          Alta de 1,8% no ano contribuiu para desaceleração menor do PIB, apontam analistas

                          Ana Castelo

                          Após apresentar virtual estabilidade no terceiro trimestre, a atividade do setor de serviços voltou a acelerar e trouxe leve surpresa aos economistas nos últimos três meses do ano, em um movimento capitaneado pelas atividades voltadas às empresas.

                          Segundo o IBGE, o setor de serviços cresceu 0,8% no quatro trimestre, na margem, desempenho acima da mediana colhida em pesquisa do Valor, de 0,5%. No ano fechado, a alta foi de 1,8%, também acima da mediana colhida, de 1,6%, mas bem abaixo dos 3,8% de 2024.

                          Esse foi o 22º trimestre consecutivo de alta do setor, nota a XP Investimentos, que destaca a composição “encorajadora” no período. Dos sete componentes, cinco tiveram alta na comparação trimestral, com destaque para serviços financeiros (3,3%), informação e comunicação (1,5%) e a aceleração de outros serviços (0,7%).

                          Correspondendo a aproximadamente dois terços da economia brasileira, o setor de serviços é fortemente correlacionado com a demanda das famílias, mas esta decepcionou novamente ao apresentar estabilidade no quarto trimestre, acumulando expansão de apenas 1,3% em 2025, após alta de 5,1% de 2024. O comércio, uma abertura dos serviços fortemente ligado ao consumo dos brasileiros, também teve ano fraco, com alta de 1,1%.

                          “A visão geral do mercado era que serviços iam se mostrar resilientes, mas o que vimos foi intensificação da alta ante o terceiro trimestre. Só que, em geral, não foi o consumo das famílias. Eu interpreto esse contraste como um avanço dos serviços associados às empresas - modernização tecnológica, atividades financeiras, entre outros”, diz Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria.

                          A queda trimestral da construção era esperada, mas veio muito forte. Esse número surpreendeu e deve gerar revisões”

                          Entre os segmentos de melhor desempenho em 2025, os serviços de informação e comunicação novamente ficaram à frente, com alta de 6,5%, seguidos de intermediação financeira e seguros (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%) e outras atividades de serviços e atividades imobiliárias (2% cada um) e comércio, que avançou 1,1%.

                          Para Xavier outro sinal de que é da demanda das empresas que vem o impulso mais recente dos serviços está na formação bruta de capital fixo, que avançou 2,9% em 2025. O segmento de maior crescimento dentro da FBCF foi justamente o “outros”, que avançou 11,4% no período, contra 0,5% da construção civil e 2% de máquinas e equipamentos.

                          “O que me chama atenção é que, pensando que houve um crescimento real de 4,5% da renda em 2025, uma alta não desprezível, serviços e indústria poderiam ter tido desempenho melhor. Me parece que está ocorrendo algum vazamento de demanda”, nota Francisco Faria, da Logos Economia.

                          Apontando para os serviços prestados às famílias da PMC, que terminaram o ano com o pior desempenho anual desde 2020, Faria sugere que parte desta renda possa estar sendo capturada por exportações mais baratas, como as provenientes da China, ou então alocada para o pagamento de dívidas, já que o endividamento também está em patamares altos.

                          Indústria

                          Na outra ponta do espectro, a indústria de transformação amargou um resultado negativo em 2025, com contração de 0,2%. O resultado da indústria como um todo foi de alta de 1,4%, explicado pelo resultado do segmento extrativo. Bastante commoditizado e menos sensível à política monetária doméstica, o setor cresceu 8,6% no ano.

                          “Com a Selic em 15%, o investimento é uma das coisas que mais sentem e a indústria de transformação também, por ser produtora de máquinas e equipamentos”, explica Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI). Ele destaca que a indústria de transformação teve o pior semestre desde a pandemia de covid-19 e aponta a queda nas exportações de manufaturados aos Estados Unidos como outro fator que prejudicou o ano.

                          Economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), João Gabriel Pio também aponta para a elevação dos custos do trabalho em meio a uma dinamica aquecida do emprego. Após os dados do quarto trimestre, a Fiemg deve atualizar suas projeções, mas Pio enxerga um desempenho ainda mais modesto em 2026.

                          Construção

                          Os juros altos também pesaram sobre o desempenho da construção civil, que surpreendeu com contração de 2,3% na virada do terceiro para o quarto trimestre. No ano, no entanto, o setor acumulou alta de 0,5%.

                          “A queda trimestral era esperada, mas veio muito forte. Esse número surpreendeu e deve gerar revisões paras as projeções deste ano”, analisa a coordenadora dos índices de construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo.

                          O cenário, no entanto, não é de terra arrasada, continua. Dados sinalizam que o consumo de cimento está em alta, o que indica que a atividade continua crescendo no início de 2026. Além disso, diz, os relatos de escassez de mão de obra demonstram que a construção não está em direção a um momento recessivo.

                          A queda no último trimestre do ano passado pode, inclusive, estar relacionada a um movimento cíclico de diminuição do número de trabalhadores no fim do ano, que fica mais intensa em momentos de pressão salarial, diz o presidente do Sinduscon-SP, Yorki Estefan.

                          Para 2026, Castelo aponta que programas como o Reforma Casa Brasil, do governo federal, tendem a manter o crescimento da construção civil. No fim do ano passado, no entanto, o desempenho negativo teve influência considerável da estagnação do consumo das famílias, que impacta obras residenciais. “Minha percepção é que a principal contribuição para esse resultado ruim veio das famílias e, na última parte de 2025, foram as empresas que sustentaram a atividade”, avalia.

                          Agropecuária

                          Outro setor que também sofre menos com os altos juros no país, a agropecuária avançou 0,5% no PIB do quarto trimestre de 2025, ante o terceiro, acumulando alta de 11,7% em 2025. Nos três primeiros anos do governo Lula, o setor expandiu 25%.

                          “É mais que em nenhum outro triênio móvel das últimas três décadas”, afirma em relatório o economista-chefe da Tullett Prebon, Fernando Montero. “O período que chega mais perto, por sinal, ocorreu no Lula 1”, acrescenta.

                          No ano passado, a safra chegou a um novo patamar histórico de 352,3 milhões de toneladas, crescimento de 17% frente 2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Recordes foram registrados nas produções de soja (171,5 milhões de toneladas, alta de 13% no ano) e de milho (141,2 milhões de toneladas, alta de 22%), destaca Filipe Kalikoski Coelho, especialista agro do Sicredi.

                          Outro fator que ajuda a explicar o tamanho do crescimento do agro em 2025 foi a base de comparação baixa de 2024, ano em que o setor enfrentou o fenômeno climático El Niño, que causou seca no Centro-Oeste e enchentes no Rio Grande do Sul. O PIB do setor encolheu 3,7% naquele ano.

                          Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Pine, destaca as leituras melhores que o esperado tanto do terceiro quanto do quarto trimestres. Para este último, inclusive, a expectativa dos analistas consultados pelo Valor era de queda de 1,3% na comparação trimestral.

                          “Em 2025, tivemos a maior parte do ano em regime climatológico neutro, o que acabou favorecendo algumas culturas ao longo do segundo semestre e, portanto, também no finalzinho do ano”, afirma Oliveira. “As chuvas também vieram um pouco mais cedo em algumas regiões e ajudaram marginalmente. Neste fim de ano, houve antecipação de regimes de chuva e, às vezes, no mundo agro, poucas semanas de chuvas vindo um pouco mais cedo acabam beneficiando determinadas culturas”, explica.

                          A perspectiva para 2026, por outro lado, é menos positiva, diz Livio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre. Ele espera alta de apenas 0,2%, projeção que tem viés negativo, uma vez que há grande probabilidade de o El Niño ter afetar as culturas no segundo semestre.

                          “Anos com El Niño não são anos bons para o agro, de maneira geral”, diz Ribeiro.

                          Economista sênior da MB Associados, Sérgio Vale cita também o câmbio mais apreciado e preços de commodities também estáveis como fatores que devem limitar a performance do campo no PIB este ano. Ele prevê alta de 3,5% do setor, mas alerta que o desempenho também dependerá de questões não antecipadas até pouco tempo atrás, como o custo dos fertilizantes, que poderão sofrer com a guerra no Irã.

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