• SOBRE O IEDI
    • ESTUDOS
      • CARTA IEDI
        • ANÁLISE IEDI
          • DESTAQUE IEDI
            • IEDI NA IMPRENSA
              55 11 5505 4922

              instituto@iedi.org.br

              • HOME
              • SOBRE O IEDI
                • ESTUDOS
                  • CARTA IEDI
                    • ANÁLISE IEDI
                      • DESTAQUE IEDI
                        • IEDI NA IMPRENSA

                          IEDI na Imprensa - Simplifique Já, E Seremos Melhores

                          Publicado em: 22/11/2013

                          Simplifique Já, E Seremos Melhores
                          Folha de São Paulo - 22/11/2013

                          É da cultura que divide mais que integra que saem as distorções tributárias e os gastos com a burocracia

                          Pedro Luiz Passos

                          O recente anúncio do parcelamento de débitos tributários trouxe à luz a gravidade do ambiente de incerteza altamente improdutivo que inibe as decisões empresariais, afugenta investimentos e dificulta a plena realização do desenvolvimento nacional.

                          Um contencioso com a dimensão dos três Refis anunciados choca pelo alto valor envolvido e também por nivelar problemas levados à Justi- ça, como o da tributação dos lucros no exterior das empresas nacio- nais, com o da inadimplência de impostos.

                          A estimativa é de R$ 680 bilhões, mais de 15% do PIB, e esse é um valor parcial do contencioso total em que se opõem os contribuintes e a estrutura burocrática nos níveis federal, estadual e municipal, quando se consolidam os conflitos tributários e regulatórios.

                          Entre o que está ajuizado e o que tramita em nível administrativo --considerando as querelas tributárias, ambientais, regulatórias e trabalhistas--, estima-se um contencioso da ordem de R$ 1 trilhão, tal como a dívida ativa da União. Um litígio assim não é natural.

                          É a noção da razoabilidade da carga tributária e de regras de todo tipo que parece mal avaliada ante o que deveria ter ordenamento inequívoco, sem o senso de suspeição que vem crescendo nas relações entre os governos e a sociedade. É dessa cultura que mais divide do que integra que saem as distorções dos excessos burocráticos e do regime tributário lesivo à eficiência econômica.

                          Não se nega apenas a eficácia econômica, mas também se pode pôr em risco a segurança jurídica. As obrigações e as normas, se exageradas, complexas e onerosas, mais prejudicam que incentivam o progresso harmonioso, ao criar um cenário de conflito permanente.

                          É inquietante que esse ambiente de contestação esteja se tornando regra. Segundo balanço consolidado do Conselho Nacional de Justiça, havia no país, ao fim de 2012, 92,2 milhões de processos em aberto, algo como uma ação para cada dois brasileiros.

                          Esse é um sintoma de algo muito anormal. Apenas na área da Justiça do Trabalho, 3,8 milhões de novas de ações deram entrada em 2012, mais que o total de sentenças baixadas no ano, elevando o estoque de processos em tramitação para 7,1 milhões. Isso equivale a 15% do total de trabalhadores com emprego formal (47,4 milhões), com base na Rais, a Relação Anual de Informações Sociais, de 2012. Não há lugar no mundo que se aproxime nem remotamente de tanta litigância.

                          Dez anos atrás, segundo estudo do Banco Mundial e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o número de ações trabalhistas, então de 2 milhões por ano, comparava-se a 15 mil nos EUA, país com reputação de excessivamente litigioso, e a apenas 1.500 no Japão.

                          De lá para cá, o número absoluto de processos trabalhistas aumentou 90% no Brasil, mas, como proporção do emprego formal, cresceu mais que proporcionalmente, saltando de 6% em 2002 para 15% no ano passado. E com o agravante de ter banalizado o conflito. Os motivos são diversos, mas, quase sempre, decorrem de problemas institucionais, do burocratismo e de leis pouco claras e dúbias, causas, segundo os especialistas, do viés normativo dos tribunais superiores em detrimento do Legislativo.

                          Tudo isso é custo para a atividade produtiva, quase como uma carga tributária extra, adicional à regulamentar, da ordem de 36% do PIB. Só o custo do contencioso tributário referente a advogados, no caso da indústria de transformação, segundo estudo da Fiesp, chegou a R$ 1,8 bilhão no ano passado. E a operação total da burocracia tributária custou R$ 24,6 bilhões, ou 4,96% do PIB da indústria. É muito gasto para nenhum retorno, sendo mais um fator a deprimir a competitividade industrial.

                          Tais desperdícios não se justificam por quaisquer critérios. A complexidade e a ambiguidade da estrutura dos impostos, a cultura do litígio e a legislação desatualizada, como a trabalhista (arcaica diante da realidade da produção descentralizada) e a tributária (que ignora o novo formato das cadeias produtivas), francamente, tornaram-se insustentáveis. Não é mais o caso de providências tópicas, mas de um amplo processo de negociação entre todas as partes interessadas, que leve às reformas simplificadoras tão esperadas e necessárias ao desenvolvimento do país.

                          PEDRO LUIZ PASSOS, 62, empresário, é presidente do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) e conselheiro da Natura. Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.

                          IMPRIMIR
                          BAIXAR

                          Compartilhe

                          Veja mais

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Falta de qualificação agrava queda de produtividade
                          Publicado em: 10/03/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - PIB Desacelera
                          Publicado em: 04/03/2026

                          O Globo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Serviços às empresas sustentam atividade no 4º trimestre
                          Publicado em: 04/03/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Juros altos e custo maior com mão de obra afetaram desempenho da indústria no PIB, dizem economistas do setor
                          Publicado em: 03/03/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Importação acelera e amplia déficit da balança na indústria brasileira
                          Publicado em: 13/02/2026

                          Valor Econômico

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - O conhecimento e o seu poder transformador
                          Publicado em: 10/02/2026

                          O Estado de São Paulo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Por que tantas indústrias estão trocando as capitais pelo interior do Brasil
                          Publicado em: 03/02/2026

                          BBC

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Primeiro passo
                          Publicado em: 29/01/2026

                          Carta Capital

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Conhecimento para quê?
                          Publicado em: 27/01/2026

                          O Estado de São Paulo

                          IMPRENSA
                          IEDI na Imprensa - Novo resultado fraco derruba Brasil em ranking da indústria global
                          Publicado em: 22/01/2026

                          Valor Econômico

                          INSTITUCIONAL

                          Quem somos

                          Conselho

                          Missão

                          Visão

                          CONTEÚDO

                          Estudos

                          Carta IEDI

                          Análise IEDI

                          CONTATO

                          55 11 5505 4922

                          instituto@iedi.org.br

                          Av. Pedroso de Morais, nº 103
                          conj. 223 - Pinheiros
                          São Paulo, SP - Brasil
                          CEP 05419-000

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Todos os direitos reservados.

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
                          Todos os direitos reservados.