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                          IEDI na Imprensa - Câmbio e Novo Acordo Ajudam Brasil a Reduzir Déficit com México

                          Publicado em: 23/09/2013

                          Câmbio e Novo Acordo Ajudam Brasil a Reduzir Déficit com México
                          Valor Econômico - 23/09/2013

                          Rodrigo Pedroso

                          Preocupação do governo brasileiro, o comércio de automóveis com o México reverteu neste ano a tendência de aumento das importações, queda das exportações e consequente ampliação do déficit comercial que vigorou nos três anos anteriores. A renegociação do acordo entre os países para o setor automotivo - carro chefe do comércio bilateral - e mudanças na conjuntura das economias brasileira e mexicana explicam o resultado.

                          De janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações brasileiras de automóveis ao México aumentaram 9% e atingiram 24 mil unidades. Os desembarques mexicanos, por outro lado, encolheram 41% e não passaram de 84 mil unidades. Em 2012, na mesma comparação em relação ao ano anterior, a tendência era inversa: as vendas para o México haviam caído 9% e as compras de automóveis mexicanos pelo Brasil aumentado 25%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

                          Em março do ano passado, a pedido do governo brasileiro, foi revisto o acordo bilateral para automóveis entre os países. As cotas mínimas sofreram pequeno aumento. Ano passado, em julho, o México já havia batido a cota de US$ 1,45 bilhão em vendas de automóveis ao Brasil. Neste ano, até agosto, o total chegou a US$ 1,1 bilhão, com certa folga para o limite de US$ 1,53 bilhão para 2013 que o acordo prevê. Ultrapassada a cota, os automóveis importados passam a ser taxados em 35%. Também comercializadas entre os países, partes e peças automotivas não entram no acordo, que prevê o fim das cotas em 2016.

                          A renegociação do acordo forçou as multinacionais do setor, que produzem com cadeias interligadas na Argentina, Brasil e México a fazer um novo planejamento para exportações e importações, de acordo com Julio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "Este ano mostra que a renegociação foi efetiva. Muitas montadoras faziam um planejamento da produção latino-americana com o México como centro, porque é um país mais barato. Havia uma condição bastante especial, que hoje mudou", afirma.

                          A desvalorização do real, mais forte do que a depreciação do peso mexicano frente ao dólar e a taxação sobre a importação uma vez esgotada a cota ajudaram a reverter o quadro. "O que foi necessário lá atrás, que é bloquear realmente o passeio [importação] do automóvel internacional, diminuiu bastante. Daqui a pouco não vai ter mais nem a necessidade de cotas, a menos que nossa moeda se valorize muito e o mercado interno volte a crescer bastante", diz.

                          O saldo total no comércio de automóveis, que representa cerca de 40% do comércio bilateral entre os dois países, no entanto, segue deficitário para o Brasil. Neste ano, as importações do setor superaram as exportações em US$ 943 milhões. Ano passado, o déficit foi de US$ 1,6 bilhão também de janeiro a agosto. O comércio total bilateral está deficitário em US$ 1,2 bilhão neste ano. O montante, no entanto, é um quarto menor do que o verificado ano passado até agosto.

                          O câmbio foi a variável que mais influenciou o resultado, segundo o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral. Fatores conjunturais foram mais eficientes para barrar o aumento dos desembarques do que a renegociação. "Outro fator é o tipo de veículo comercializado entre os países", afirma.

                          O Brasil exporta carros populares, enquanto as compras são de veículos de maior valor agregado, definidos por Barral como de "alta gama". "Na medida em que caiu neste ano a venda de veículos mais caros, a importação também recuou", diz.

                          O aumento da produção nacional de veículos neste ano e a manutenção de estímulos ao consumo de automóveis por parte do governo brasileiro, como a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), também tiraram fôlego dos mexicanos, segundo Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As medidas, explica, deram maior competitividade ao carro nacional diante do mexicano.

                          De acordo com a Anfavea, a associação dos fabricantes nacionais de automóveis, a produção de janeiro a agosto aumentou 13,7% ante o mesmo período do ano passado e atingiu 2,5 milhões de veículos. "O México tinha certo espaço para negociar. Se fosse com a Argentina, por exemplo, ia ser muito mais difícil para estabelecer as cotas. Mesmo que tenha caído, eles ainda têm superávit com o Brasil", acrescenta Branco.

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