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                          IEDI na Imprensa - Ritmo Avançado

                          Publicado em: 19/12/2011

                          Ritmo Avançado
                          Valor Econômico - 19/12/2011

                          Jacílio Saraiva

                          No município cearense de Granja, fronteira com o Piauí e há mais de 300 km de Fortaleza (CE), o empresário Pedro Araújo não tem mais tempo para passear na vizinha Jericoacoara, famosa pelas praias e dunas de areia. Sua empresa de pré-moldados, mármore e granito, aberta em 2001, não para de receber encomendas. No ano passado, a Premolgran vendeu 1,1 mil m2 de pedras e até novembro de 2011, as entregas ultrapassavam 1,4 mil m2 . As vendas se espalharam de um para quatro municípios da região e o quadro de funcionários duplicou em três anos.

                          Pelo menos 20% dos negócios são puxados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. "Investi em maquinário e abri um showroom na cidade de Camocim", diz Araújo, que também entrega revestimentos para duas escolas públicas e postos de saúde do programa Saúde da Família. "Jericoacoara, agora, só a trabalho."

                          A história do empreendedor cearense acompanha o ritmo de desenvolvimento do Nordeste que, desde 2003, cresce a uma média de 7,3% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a expectativa de um salto anual de 5%, nos próximos dois anos, bem acima da expectativa para o país. A participação da região no Produto Interno Bruto (PIB) nacional está mais representativa. Passou de 12,8% em 2003, para 13,2%, batendo em R$ 400 bilhões.

                          Com nove Estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe - o bloco chega até a ser chamado de "China do Brasil", em função das janelas de investimentos e oportunidades de negócios abertas em todos os setores. Para especialistas, o desempenho é resultado de uma combinação de investimentos públicos e privados em obras de infraestrutura, aliados a incentivos estaduais para a atração de empresas, e recursos de programas federais de transferência de renda e moradia.

                          O potencial da região chama a atenção de grandes redes de varejo e indústrias, de olho em uma população de 50 milhões de pessoas ou 28,2% da população brasileira que, desde 2008, forma o segundo maior mercado consumidor do país. Mas, ainda há muito por fazer, principalmente em políticas públicas nas áreas de saneamento, saúde e educação. O PIB per capita do Nordeste corresponde a quase metade da média nacional e os Estados que possuem os melhores índices são Sergipe (R$ 9.779) e Bahia (R$ 8.378), enquanto as piores taxas são encontradas no Piauí (R$ 5.373) e Maranhão (R$ 6.104).

                          "Ações como o aumento do salário mínimo, o Bolsa Família e o Programa de financiamento da agricultura familiar (Pronaf) representam cerca de 40% do poder de consumo do Nordeste", avalia José Sydrião de Alencar Jr., diretor de gestão do desenvolvimento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). "Essas iniciativas dão dinamismo ao mercado interno que, por sua vez, gera consumo e atrai novas indústrias." O banco vai investir R$ 120 bilhões no Nordeste nos próximos três anos, com foco em micro, pequenas e médias empresas, além de grandes empreendimentos estruturadores e na expansão do microcrédito. "Temos 1,6 milhão de clientes no setor de microfinanças e a meta é dobrar o número até 2014."

                          Segundo Alencar, 25% do consumo brasileiro de produtos da linha branca está situado no Nordeste, que também concentra um terço das vendas de motos, 25% da entrega nacional de cimento e 20% dos negócios de automóveis do Brasil. "Em função desse crescimento sustentável e de políticas públicas permanentes, serão viabilizados novos investimentos, como a fábrica da Fiat, em Pernambuco."

                          Além da unidade de automóveis, que deve produzir 200 mil carros ao ano, Pernambuco receberá, somente da Petrobras, aportes de US$ 20 bilhões para a refinaria Abreu e Lima e o complexo petroquímico de Suape. No Ceará, até o fim de 2014, a previsão é de o volume de investimentos, entre federais e privados, ultrapassar R$ 30 bilhões. A conta inclui a instalação da Refinaria Premium II e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

                          Em Sergipe, apenas em 2011, 14 novas empresas iniciaram atividades, com investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões e geração de 1,3 mil empregos. No Piauí, a novidade é a Transcerrados, primeira rodovia privada do Estado, com 330 quilômetros de extensão, que vai beneficiar o polo de Uruçuí-Gurguéia, conhecido pela produção de soja. No sertão sul da Bahia, o mapa da economia local começa a mudar com a chegada de empresas de energia eólica e da Bahia Mineração, de extração de minério de ferro.

                          O Maranhão deve receber cerca de R$ 100 bilhões, entre verbas estatais e privadas, nos próximos quatro anos. A duplicação da Estrada de Ferro Carajás, que pertence à Vale, e a Refinaria Premium I prometem acelerar as cadeias de refino, exploração de gás e aciarias do Estado.

                          No Rio Grande do Norte, espera-se a chegada de mais de 60 parques eólicos até 2013, que podem transformar o Estado em um fornecedor de energia renovável para outros. Em Alagoas, o grupo português Prebuild vai instalar uma planta de pré-fabricados, avaliada em US$ 400 milhões e capaz de criar 4 mil empregos. A Paraíba concentra duas grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). A adutora Translitorânea garantirá água a 1,5 milhão de pessoas na Região Metropolitana de João Pessoa, e o sistema adutor São José, em Campina Grande, a segunda maior cidade do Estado.

                          "As perspectivas do Nordeste estão diretamente ligadas à implantação de um setor produtivo mais intensivo em conhecimento e na capacitação de mão de obra, além de reforços extras de infraestrutura e logística", analisa Martinho de Almeida, coordenador de atração de investimentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Para ele, a sustentabilidade do crescimento regional depende, também, do deslocamento de parte da população, hoje atendida pelo Bolsa Família e por outros programas, para atividades de maior inserção social. "Essa inclusão é operada pelo governo por meio de projetos de apoio às pequenas e médias empresas, pela expansão do microcrédito e com o reforço da agricultura familiar."

                          A região também precisa diversificar a produção. A forte retração da indústria nordestina, que nos doze meses encerrados em outubro acumulou queda de 4,7%, reflete a falta de alternativas, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O Nordeste concentra 20% das indústrias têxtil, de calçados e artigos de couro do país, nichos atingidos pela concorrência dos importados. Segundo Vernon Walmsley, coordenador de ciência e tecnologia da inovação da Sudene, as áreas que devem merecer maior atenção são a educação e a tecnologia, além de ações no campo da irrigação. "O fortalecimento desses segmentos se dará por meio de um processo integrado de planejamento com os diversos setores da economia."

                          O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene, vai oferecer cerca de R$ 6 bilhões, nos próximos três anos, em projetos de infraestrutura, como a ferrovia Transnordestina, a criação de fontes renováveis de energia e o financiamento da atividade produtiva. Para Carlos Mota, sócio-líder da Ernst & Young Terco em Fortaleza, resta muito a fazer para resgatar o passivo social acumulado. "Mesmo com o acesso das classes C e D aos bens de consumo e moradia, setores básicos como educação e saúde precisam de fortes investimentos", afirma.

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