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                          Quem Puxa O Crescimento?

                          Publicado em: 21/11/2003

                          Quem Puxa o Crescimento?
                          Revista CNI - Indústria Brasileira, Edição nº 33 - Nov/2003

                          A experiência mostra que cabe à velha e boa indústria elevar o desempenho econômico para que o desemprego caia e o mercado interno se expanda.

                          Julio Gomes de Almeida

                          Julio Gomes de Almeida
                          Não é teoria, mas sim resultado da análise de dez anos de evolução do PIB brasileiro: o crescimento econômico só atinge ou supera um patamar como o que o governo está estimando para 2004 (3,5% até 4%) quando a indústria cresce a uma taxa maior do que essa. Uma evolução nesta faixa é emblemática, pois permite criar um número de novos empregos um pouco superior ao número de pessoas que a cada ano entram no mercado de trabalho. Com isso, a taxa de desemprego começa a declinar e a massa de rendimentos do trabalho aumenta. É isso o que alimenta a expansão do mercado interno e, juntamente com a evolução dos investimentos e das exportações, é o que dá sustentação à continuidade do crescimento econômico.

                          Quem pode conduzir a economia para, pelo menos, essa marca de crescimento? O crescimento econômico é fruto da contribuição de todos os setores. Mas a experiência da última década nos diz que quem puxa o crescimento do PIB e é capaz de elevar o desempenho econômico de forma que o desemprego caia e o mercado interno se expanda é a velha e boa indústria.

                          Isto decorre das articulações – maiores na indústria que nos demais setores – tanto no impacto que a atividade tem sobre os fornecedores de bens e serviços
                          de outros segmentos, quanto no efeito sobre as etapas posteriores como comercialização, financiamento e reparação. Essas articulações se formaram ao longo das décadas e somente agora começam a mudar, sem que, no entanto, tenha havido alteração na matriz básica, segundo a qual o dinamismo industrial afeta muito mais o vigor de outros setores (serviços, notadamente) do que o contrário. No entanto, cabe observar que é notável a influência da área agrícola nos últimos anos nos segmentos de fertilizantes e máquinas agrícolas. Foi igualmente notável a repercussão do setor de telecomunicações na produção de equipamentos e aparelhos celulares.

                          Sabemos que o crescimento econômico nacional não tem sido brilhante. Desde 1992, a média de elevação do PIB foi de 2,6% ao ano, ou apenas 1% se descontada a evolução populacional. O PIB da indústria cresceu menos ainda: 2% ao ano, denotando que os demais setores da economia (especialmente a agropecuária), em média, deram maior contribuição para o desenvolvimento econômico. Mas, quando se trata de averiguar quem liderou o crescimento quando a economia atingiu a faixa como a que se almeja para 2004, a coisa é diferente. Em 12 dos 46 trimestres para os quais há dados para a PIB trimestral, cobrindo os anos de 1992 a 2003, o crescimento global da economia situou-se na faixa de 3% a 5%, com média de 4,1%. Nesses trimestres, a média da expansão do PIB industrial foi de 5,5% (1,9% para a agropecuária e 2,7% para serviços).

                          Poderá a indústria evoluir em 2004 a uma taxa próxima a esta, para que a economia como um todo cresça à taxa pretendida? Cremos que sim. Há uma grande demanda reprimida de bens industriais desde a crise de energia e a estreita margem de capacidade não utilizada pela indústria de base pode estimular os investimentos. A continuidade das ações (câmbio, inclusive) destinadas a promover as exportações pode, por outro lado, preservar a demanda externa como fonte adicional de crescimento da indústria.

                          Julio Gomes de Almeida
                          Diretor-Executivo do IEDI, Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial

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