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                          Desafio do Brasil é Fazer o 'Ajuste Asiático'

                          Publicado em: 08/01/2003

                          Desafio do Brasil é Fazer o 'Ajuste Asiático'

                          O Estado de São Paulo - 05/01/2003

                          Para economistas, meta é superávit com aumento de exportações e importações, como nos países da Ásia

                          Patrícia Campos Mello

                          Depois de comemorar o surpreendente superávit comercial do ano que passou, o Brasil começa 2003 em busca de um objetivo mais ambicioso: fazer com que o saldo da balança se apóie em uma arrancada das exportações, e não apenas na redução drástica das importações. Para especialistas, a meta é realizar uma virada nas contas externas semelhante àquela que ocorreu nos países do Sudeste Asiático, o chamado "ajuste asiático".

                          Logo depois da crise cambial que se abateu sobre esses países em 1997, foram realizados ajustes da balança comercial parecidos com o brasileiro. As desvalorizações do won na Coréia, e também a do rublo, na Rússia em 1998, e do peso no México, em 1995, foram seguidas de superávits na balança à custa de redução nas importações, tal qual no Brasil. Mas a grande reviravolta ocorreu no segundo e terceiro anos após a crise. Passada a turbulência, todos esses países conseguiram aumentar substancialmente suas exportações.

                          "A diferença é que essas nações puderam contar com alguns trunfos: a Rússia se apoiou na valorização do petróleo, o México teve ajuda do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e a Coréia tinha uma grande capacidade industrial instalada", explica Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

                          Um salto nas exportações brasileiras, que em 2002 registraram um crescimento modesto de 3,3%, será essencial para consolidar o ajuste nas contas externas e ampliar o superávit de US$ 13,11 bilhões. "Precisamos encontrar o nosso 'Robinho' das exportações", brinca Almeida.

                          "Na bolsa de apostas, a agroindústria continua em alta. Os preços agrícolas devem manter-se no nível atual, com ligeira recuperação, e nós precisamos tirar partido da nossa competitividade no setor." Na opinião do economista, a conquista de novos mercados para os produtos brasileiros, depois do debacle argentino, deve render frutos no ano que vem. "Como o País tem uma participação muito pequena no comércio mundial, será possível expandir as vendas mesmo que a economia global tenha apenas crescimento vegetativo, de 2,5%."

                          A longo prazo, as prioridades seriam investimento em capacidade e em produtos de maior valor agregado, menos sujeitos às flutuações de preços internacionais.

                          Para Almeida, é importante notar que o País já ensaiou uma recuperação nas exportações no segundo semestre. O resultado da balança comercial foi mudando de feição ao longo do ano. Até julho, o saldo devia-se exclusivamente a uma redução brutal nas importações, que chegou a 18% em julho. Mas, em outubro, as exportações viraram o jogo e começaram a registrar crescimento, com aumento de 3,3% em relação a 2001. O resultado é mais animador se considerarmos que, isoladas as vendas para a Argentina, que recuaram 52,9%, as exportações para os demais países cresceram 8,6%.

                          Mas a reviravolta efetiva das exportações pode ser mais efusiva. O México contava com uma conjuntura mais favorável do comércio exterior e tirou proveito do boom dos EUA, por causa do Nafta. As exportações, em três anos e meio, cresceram 90%, e as importações aumentaram 51,7%.

                          Na Rússia, o ajuste se deu em grande parte por causa do aumento do preço do petróleo. E nos países asiáticos, em especial na Coréia, a indústria local diversificada e o crescimento do comércio mundial de produtos de alta tecnologia garantiram a recuperação das exportações.

                          Historicamente, esses países tinham alta taxa de poupança, que era canalizada para a importação de equipamentos e outros bens de capitais, os quais aumentavam a capacidade exportadora. "Precisamos mudar o superávit comercial: hoje, ele decorre essencialmente de queda de importações, mas precisamos transformar isso em um efetivo aumento nas exportações", diz Almeida. "Senão, ficaremos prisioneiros; será um ajuste com fechamento da economia - o que não fechamos com tarifas, vamos fechar com o câmbio."

                          Vários economistas apontam para o impasse que o País deve viver. "Ou o Brasil continua ampliando o saldo da balança, ou busca o crescimento doméstico", diz Luís Afonso Lima, economista do BBV Banco. "Não dá para fazer as duas coisas no curto prazo."

                          Há dois fatores que podem tornar o binômio salto do superávit/reaquecimento do mercado interno um paradoxo. Passados alguns anos sem investimentos significativos em expansão da capacidade da indústria, muitos setores, entre eles papel e papelão, siderurgia e borracha, estão operando próximos ao limite de utilização. "Se formos aumentar a exportação, será em detrimento do consumo doméstico", explica Lima.

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