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                          Carta IEDI

                          Edição 1349
                          Publicado em: 06/03/2026

                          Perdendo fôlego: o quadro indústria do Brasil em 2025 por intensidade tecnológica

                          Sumário

                          Em 2025, o nível de atividade da indústria de transformação foi bastante restringido pela conjuntura de elevadas taxas de juros no país. Tanto o PIB do setor como sua produção física encolheram -0,2%, interrompendo a retomada que havia marcado 2024, quando essas variáveis acumularam expansão de quase 4%. O último trimestre do ano passado aponta para um quadro industrial ainda mais difícil, indicando perda da ordem de -2%.

                          Esta Carta IEDI analisa o desempenho da produção industrial a partir da intensidade tecnológica de sua diferentes ramos, segundo metodologia da OCDE. A indústria de transformação é, assim, divida em quatro grupos: alta, média-alta, média e média-baixa tecnologia. O ramo extrativo pertence à faixa de média-baixa.

                          No acumulado do ano, concorreram para o declínio de -0,2% da indústria de transformação como um todo as extremidades do espectro de intensidade tecnológica. A alta tecnologia registrou -0,7%, puxada para baixo pela fabricação de aeronaves (-4,0%) e do complexo eletrônico (-3,1%), com destaque para informática (-10,3%). E a média-baixa caiu -1,4%, em grande medida devido a derivados de petróleo (-5,3%) e produtos de metal (-2,2%).

                          A parcela da média-baixa referente à indústria extrativa, por sua vez, se saiu muito melhor, crescendo +4,9%. Esta contribuição não apenas ajudou o grupo total da média-baixa evitar o sinal negativo (+0,1%) como também amorteceu a desaceleração da indústria geral (+0,6%), que é a soma de extrativa e transformação.

                          Os grupos intermediários, que representam 1/3 da indústria do país, seguiram ampliando produção em 2025. Apesar disso, não estão na mesma situação. A indústria de média-alta apresentou acentuada desaceleração em contraste com 2024, saindo de +6,8% para apenas +1,5%, em grande medida devido à indústria automobilística, que ficou virtualmente estagnada no ano passado (+0,2%).

                          Já a indústria de média intensidade tecnológica, ao menos no acumulado do ano, manteve seu ritmo de crescimento em relação a 2024: +2,3% e +2,8%, respectivamente. A maior parte de seus componentes perderam tração, mas a atividade de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (+9,6%) compensou muito disso.

                          Ao longo de 2025, contudo, à exceção da alta tecnologia, todas as demais faixas da indústria de transformação apontaram redução do nível de atividade, com duas delas terminando o ano no vermelho.

                          A indústria de média-alta foi quem pisou mais fortemente no freio. Começou 2025 em alta de +7,9% em jan-mar e terminou o ano em declínio de -3,4% em out-dez. Como mencionado anteriormente, a indústria automobilística é o principal fator desta involução (de +8,8% para -7,9%), mas químicos (de +5,2% para -3,3%) e máquinas e aparelhos elétricos (de +7,7% para -5,5%) também concorreram para isso.

                          No caso da indústria de transformação de média-baixa, que saiu de +0,3% no 1º trim/25 para -2,3% no 4º trim/25, quem sofreu maior viravolta foram produtos de metal (de +4,3% para -6,0%) e têxteis, vestuário e calçados (de +4,2% para -2,0%), ainda que tenha ficado a cargo de derivados de petróleo o pior resultado (-8,5% no 4º trim/25). A produção de alimentos amorteceu um pouco esta tendência ao sair de -0,5% para +3,5% no período.

                          A indústria de média tecnologia, por sua vez, foi quem mais cresceu no 4º trim/25 (+1,3%), ainda que seu ritmo tenha caído para 1/3 do que era na entrada do ano (+3,8% em jan-mar/25). Além de manutenção e reparação de máquinas, como visto anteriormente, podendo estar refletindo decisões de adiamento de investimentos em novas máquinas devido ao elevado custo de capital, quem ajudou a esse grupo não perder tanto dinamismo foi o ramo de borracha e plástico, que chegou ao 4º trim/25 com expansão de +1,5%.

                          Por fim, a alta tecnologia, cuja situação melhorou ao longo de 2025, saindo de -1,0% em jan-mar para +0,8% em out-dez, contou com o reforço do resultado do setor farmacêutico, que na segunda metade do ano acumulou dois aumentos expressivos, de +11,4% no 3º trim/25 e +6,4% no 4º trim/25.

                          Um panorama da indústria geral e da indústria de transformação

                          Em 2025, a produção física da indústria geral, composta pela extração mineral e pela indústria de transformação, cresceu 0,6% frente a 2024. Comparando dezembro e novembro último pela série dessazonalizada, a produção sofreu queda de 1,2%, embora tenha logrado taxa positiva, de 0,4%, na comparação entre meses de dezembro de 2025 e do ano anterior. No contraponto entre quartos trimestres de 2025 e de 2024, a produção recuou 0,5%, arrefecendo a expansão no ano.

                          A indústria de transformação, componente principal da indústria geral, segurou o desempenho da indústria geral. Em dezembro, a produção da indústria de transformação retrocedeu nas comparações seja com novembro (dados dessazonalizados), taxa de -1,9%, seja com dezembro de 2024, variação de -1,0%. No contraponto entre quartos trimestres de 2025 e do ano anterior, a retração foi ainda maior, de 1,9%. Tal queda concorreu para o sinal negativo na performance do ano, taxa de -0,2% em relação a 2024.

                          A indústria extrativa respondeu pelos avanços da indústria geral. Em dezembro, na comparação quer com mês imediatamente anterior (série dessazonalizada), quer com o mesmo mês de 2024, cresceu bem: 0,9% e 7,0%, respectivamente. Contrastando quartos trimestres, cresceu até mais, 7,3%. Assim, outubro-dezembro contribuiu bem para o avanço de 4,9% no ano da extração mineral. Esse resultado do setor extrativo, por sua vez, levou a indústria geral a lograr crescimento em 2025.

                           

                          A indústria geral por intensidade tecnológica

                          O IEDI tem utilizado a versão da classificação das atividades econômicas por intensidade tecnológica publicada pela OCDE em 2016, descrita na próxima tabulação. Nela são definidas cinco faixas de intensidade: alta, média-alta, média, média-baixa e baixa. Conforme a mesma, nenhum dos ramos cobertos pela PIM-PF faz parte da faixa de baixa intensidade tecnológica. Assim todos os ramos da indústria de transformação estão distribuídos nas faixas de alta, média-alta, média e média-baixa intensidade tecnológica, enquanto toda a extração mineral está na de média-baixa.

                           

                          Adicionalmente, o IBGE revisou a PIM-PF a partir dos dados de janeiro de 2023 divulgados dois meses depois. Desse modo, as séries constantes da PIM-PF foram revistas para trás, sendo que, de janeiro de 2022 (ano-base, igual a 100) em diante, passou a seguir a atualização da estrutura de ponderação refeita pelos pesos do valor da transformação industrial (VTI) na industrial geral e em cada divisão (indústria extrativa e indústria de transformação) segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2019, ano de referência. O período anterior passou por procedimento de encadeamento entre a série mais recente e a anterior.

                          A próxima tabela expõe as variações da produção física da indústria geral por intensidade tecnológica obtidas para junho, com foco nas comparações entre mês, quarto trimestre e acumulado do ano e seus equivalentes de 2024.

                          O gráfico logo a seguir, por sua vez, explicita os patamares de produção em números-índices. Dos quatro segmentos da indústria geral por intensidade tecnológica, a faixa de alta intensidade sofreu retração em 2025. No caso do segmento de média-baixa, logrou expansão devido à indústria extrativa, com sua indústria de transformação recuando bem, concorrendo para a taxa negativa da indústria de transformação como um todo. As faixas de média-alta e de média intensidade tecnológica cresceram nessa base de comparação.

                           

                          A indústria de transformação de alta intensidade tecnológica produziu em 2025 0,7% menos do que em 2024, mesmo com dezembro e o quarto trimestre crescendo 7,8% e 0,8%, respectivamente, frente a seus correspondentes de 2024. Em dezembro e no quarto trimestre, a indústria farmacêutica liderou a expansão, tendo crescido também em 2025, arrefecendo a retração da faixa de alta intensidade. 

                          Na indústria aeronáutica, a montagem de aviões também cresceu em dezembro e em 2025, mas a fabricação de suas partes e acessórios declinaram em ambas as bases comparativas. O complexo eletrônico retrocedeu no último quarto do ano, puxado pelo desempenho de dezembro e concorrendo para sua retração em 2025.

                          A produção da indústria de transformação de média-alta cresceu 1,5% em 2025, contribuindo para arrefecer a retração da indústria de transformação no ano e, por conseguinte, para que a indústria geral crescesse. Tal aumento ocorreu apesar da retração na comparação entre meses de dezembro (-4,8%), bem como entre quartos trimestres (-3,4%). 

                          Entre os destaques positivos no ano passado estão a fabricação de máquinas e equipamentos mecânicos e não especificados noutras atividades (ME) e da produção de instrumentos e materiais médicos, de ótica e precisão: o primeiro ramo, pelo avanço no ano como um todo, com crescimento em dezembro e no quarto trimestre; o segundo também crescendo no ano, contando com avanço de dois dígitos no contraponto entre meses de dezembro. A indústria química até cresceu em 2025, apesar da retração em dezembro e no quarto trimestre. O ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias, com quedas no final do ano, ficou com produção ainda positiva, mas praticamente estável, frente a 2024.

                          O segmento de média intensidade cresceu em todas as bases comparativas em foco. Contrastando meses de dezembro e quartos trimestres, sua produção aumentou 1,2% e 1,3%, respectivamente. No ano, cresceu ainda mais: 2,3%, sendo o melhor desempenho entre as faixas de intensidade da indústria de transformação. 

                          A metalurgia, ramo mais expressivo dessa faixa, sofreu retração tanto em dezembro (-4,5%) quanto no quarto trimestre (-1,4%), arrefecendo a performance desse segmento como um todo. Mas não impediu a expansão da metalurgia no ano, contribuindo para o avanço da indústria de média intensidade em 2025. Já a fabricação de produtos de minerais não metálicos sofreu retração nessas três bases de comparação. 

                          Em contraste, a atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos; e a fabricação de produtos de borracha e de materiais plásticos lograram taxas positivas nessas bases comparativas com a primeira obtendo taxas expressivas. A produção de bens diversos só logrou expansão em dezembro.

                          A faixa de média-baixa intensidade cresceu 1,4% em dezembro, puxando o resultado do quarto trimestre, 0,1%. Apesar de modesto o desempenho em julho-setembro, contribuiu para que o segmento não se retraísse em 2025, variação de 0,1%. Tais taxas positivas decorreram da expansão da extração mineral. Comparando meses de dezembro e quartos trimestres, sua produção avançou bem, puxando os desempenhos no ano. 

                          Já o conjunto de ramos da indústria de transformação dessa faixa de intensidade tecnológica, sofreu retração tanto na comparação entre meses de dezembro (-0,7%), quanto entre quartos trimestres (-2,3%), concorrendo para o recuo de 1,4% em 2025. A indústria de alimentos, bebidas e fumo, principal ramo dessa faixa, arrefeceu tais retrações, crescendo nessas bases comparativas, com destaque para a expansão de 4,2% em dezembro. 

                          Por outro lado, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; a fabricação de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e afins; e a de produtos de metal produziram menos nessas mesmas bases comparativas, concorrendo para os sinais negativos da indústria de transformação de média-baixa intensidade. O conjunto das indústrias têxtil, de artigos de vestuário, de couros e calçados, apesar da produção menor no final do ano, ainda cresceu em 2025.

                           

                           

                          Indústria de transformação de alta intensidade tecnológica

                          Em dezembro de 2025, a produção da faixa de alta intensidade tecnológica avançou 7,8% frente a igual mês do ano anterior, contando com desempenho positivo da fabricação de aviões. O resultado da indústria de alta no último mês do ano passado conseguiu levar o terceiro trimestre a crescer em relação ao mesmo período de 2024: 0,8%. Contudo não foi o suficiente para impedir a retração no ano, queda de 0,7%, contando, conforme o IBGE, com declínio na fabricação de aviões e de acessórios e peças de aviões.

                           

                          A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos até sofreu variação negativa, -6,2%, na passagem de novembro para dezembro (série dessazonalizada), mas liderou o crescimento da faixa de alta intensidade nas comparações entre meses de dezembro e entre terceiros trimestres: 28,6% e 6,4%, respectivamente. Tais resultados contribuíram para a expansão de 2,3%.

                          Quanto ao complexo eletrônico, sofreu retração em todas as bases de comparação consideradas. Em dezembro, se, na comparação contra o mês imediatamente anterior (série dessazonalizada), sua produção caiu 9,2%, frente ao mesmo mês de 2024, retrocedeu ainda mais: taxa de -13,0%. A performance de dezembro concorreu para as retrações na comparação quer entre quartos trimestres (-4,9%), quer em relação a 2024 (-3,1%).

                          A produção de equipamentos de áudio, vídeo, de comunicação e componentes eletrônicos, muitos dos quais usados noutras atividades, ramo de maior peso dentro do complexo, também experimentou quedas, embora menos agudas do que a do complexo como um todo. Contrapondo meses de dezembro de 2025 e de 2024, sua produção diminuiu 9,3% puxando a queda de 2,3% no quarto trimestre. Em 2025, a retração foi de 2,5%.

                          Quanto à fabricação de material de escritório e informática, as quedas foram de dois dígitos, liderando a retração do complexo eletrônico e mesmo da faixa de alta intensidade em termos de taxas. Na comparação entre meses de dezembro, a produção caiu 29,0%, levando o quarto trimestre a retroceder 12,6%. Com tais resultados, 2025 encerrou com declínio de 10,3%. 

                          No tocante à fabricação de equipamentos médico-hospitalares, instrumentos de precisão e material ótico, também produziu menos nas comparações entre meses de dezembro (-8,1%) e entre quartos trimestres (-7,6%). Apesar dessas retrações expressivas, foi o único ramo dentro do complexo eletrônico a crescer em 2025: 2,9%.

                           

                          Indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica

                          O segmento de média-alta intensidade tecnológica sofreu retração de 4,8% na comparação entre meses de dezembro, puxando a queda de 3,4% na comparação entre quartos trimestres de 2025 e do ano anterior. Contudo a faixa de média-alta logrou expansão de 1,5% em 2025.

                           

                          A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias observou retração contundente em dezembro, seja frente a novembro pelos dados dessazonalizados (-8,7%), seja em relação a igual mês de 2024 (-8,0%). Desse modo, contrapondo os quartos trimestres de 2025 e de 2024, sua produção caiu 7,9%. Esses resultados negativos arrefeceram a performance do ramo no ano, ficando praticamente estável, com variação de 0,2% frente a 2024. Essa combinação de resultados reflete, dentre outros fatores, as taxas de juros elevadas do Brasil.

                          Os dois ramos mais associados à indústria de bens de capital, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e fabricação de máquinas e máquinas e equipamentos (M&E), tiveram desempenhos dissonantes entre si. 

                          Começando pela fabricação de M&E, sua produção declinou 4,6% na passagem de novembro para dezembro na série dessazonalizada, mas crescendo 2,4% na comparação entre meses de dezembro, puxando o resultado do quarto trimestre, 1,1%. No ano, sua expansão foi ainda maior, 5,0%. 

                          Já a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos sofreu retração em dezembro quer frente ao mês imediatamente anterior (-2,6%), quer relativamente ao último mês de 2024 (-4,3%). No confronto entre outubro-dezembro último e igual período do ano anterior, a retração foi ainda maior, queda de 5,5%. Esse desempenho concorreu para que em 2025 esse ramo se retraísse em 1,2%.

                          A indústria química recuou 6,2% na passagem de novembro para dezembro (dados livres de sazonalidade), bem como retrocedeu 7,1% na comparação entre meses de dezembro. Esse último resultado concorreu para a queda de 5,3% na comparação entre quartos trimestres, que, a seu turno, foi conducente para a queda de 2,0% em 2025.

                          A fabricação de instrumentos e materiais (I&M) obteve as melhores performances dentre os ramos da faixa de média-alta intensidade expostos nos gráficos nas comparações tanto entre meses de dezembro, 12,9%, quanto entre quartos trimestres, 7,2%. Esses números puxaram o desempenho do ramo no ano, expansão de 2,6%.

                           

                          Indústria de transformação de média intensidade tecnológica

                          A produção física do segmento de média intensidade tecnológica aumentou 1,2% em dezembro em relação ao mesmo mês do ano anterior. No trimestre a expansão foi praticamente a mesma, 1,3%. Na comparação entre 2025 e 2024 a faixa de média intensidade foi a que mais cresceu, 2,3%, contando com o avanço da fabricação de embarcações.

                           

                          A metalurgia, ramo de maior peso dessa faixa de intensidade, sofreu retração em dezembro, seja em relação a novembro último pela série dessazonalizada (-5,4%), seja frente ao mesmo mês de 2024 (-4,5%). A performance de dezembro concorreu para que outubro-dezembro fosse de retração, de 1,4%, na comparação com igual período do ano anterior. Embora tenha experimentado essas taxas negativas, em 2025 logrou incremento de 1,6%. 

                          A fabricação de produtos de minerais não metálicos também se retraiu em dezembro: queda de 6,6% vis-à-vis novembro (dados dessazonalizados) e recuo de 4,5% frente ao último mês de 2024. Na comparação entre quartos trimestres, sua produção caiu 0,4%. Nesse caso, as variações na produção de bens de minerais não metálicos concorreram para que 2025 fosse de sinal negativo: taxa de -0,2%.

                          A manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos logrou as maiores taxas de crescimento dentre os ramos desse segmento faixa constantes dos gráficos. Em dezembro e no quarto trimestre, logrou avanços de 9,7% e de 10,1%, respectivamente. Assim, o trimestre derradeiro do ano passado contribuiu para a expansão de 9,6% desse ramo em 2025.

                          A fabricação de produtos de borracha e plásticos, embora tenha produzido 2,2% menos na passagem de novembro para dezembro (dados dessazonalizados), logrou expansão de 4,7% na comparação entre meses de dezembro. Dessa maneira, contribuiu para o crescimento de 1,5% tanto no quarto trimestre, quanto no ano.

                          Já a produção de bens diversos cresceu bem na comparação entre meses de dezembro, 9,6%, mas sem impedir as taxas negativas nas demais bases de comparação. Confrontando os quartos trimestres de 2025 e de 2024, sua produção caiu 2,6%, puxando a queda de 0,8% no ano.

                           

                          Indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica

                          As atividades da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica retrocederam 0,7% na comparação entre meses de dezembro e 2,3% entre quartos trimestres de 2025 e de 2024. Esse declínio em outubro-dezembro concorreu para que a indústria de transformação de média-baixa intensidade recuasse 1,4% em 2025.

                           

                          O ramo de maior expressão dentre aqueles da faixa média-baixa, o das indústrias de alimentos, bebidas e de produtos do fumo, cresceu 4,2% em dezembro frente a igual mês de 2024, arrefecendo a retração da indústria de transformação de média-baixa intensidade. Tal expansão puxou o desempenho no quarto trimestre, 3,5%. Assim, outubro-dezembro contribuiu para o crescimento de 1,0% do ramo em 2025.

                          O conjunto das indústrias madeireira, de papel e celulose, gráficas e afins registrou taxas negativas nas bases comparativas em foco. No contraponto entre meses de dezembro e entre quartos trimestres, sua produção retrocedeu 2,9% e 3,5%, respectivamente. Tais retrações foram conducentes à queda de 1,6% em 2025.

                          A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, embora tenha logrado crescimento de 5,4% na passagem de novembro para dezembro pela série dessazonalizada, sofreu retração nas demais bases comparativas. Contrapondo meses de dezembro e quartos trimestres de 2025 e de 2024, sua produção retrocedeu 4,6% e 8,5%, respectivamente. Assim, outubro-dezembro concorreu para o declínio de 5,6% em 2025.

                          A fabricação de produtos de metal (exceto armas, munições e equipamentos bélicos) sofreu retração nas comparações entre meses de dezembro e entre quartos trimestres, taxa de -5,3% e de -6,0%, respectivamente. Esses números levaram a que o desempenho em 2025 também fosse de queda, de 2,2%.

                          O conjunto das indústrias de têxteis, artigos de vestuário, couro e calçados, por sua vez, teve um dezembro de queda na produção: taxa de 2,6% frente ao mesmo mês de 2024. Essa variação puxou a retração na comparação entre quartos trimestres de 2025 e de 2024, recuo de 2,0%. Apesar dessas retrações, esse ramo logrou crescimento em 2025: 1,1%.

                           

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                          Publicado em: 20/02/2026

                          2025 terminou com a indústria brasileira de volta ao vermelho no último trimestre, freada sobretudo pelos ramos de bens de capital e de consumo duráveis, refletindo claramente o peso da conjuntura de elevadas taxas de juros sobre o setor.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1347 - Avanço exportador, mas piora da balança da indústria em 2025
                          Publicado em: 13/02/2026

                          A despeito do tarifaço americano, nossas exportações de bens industriais voltaram a crescer em 2025, mas sem compensar o avanço das importações, que marcou sobretudo os produtos de maior intensidade tecnológica.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1346 - Megatendências globais e a importância da indústria na superação dos desafios
                          Publicado em: 06/02/2026

                          A UNIDO aborda os desafios e oportunidades que se apresentam aos países em desenvolvimento no contexto de cinco megatendências que estão remodelando a indústria global.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1345 - Expansão industrial no Mundo e desaceleração no Brasil
                          Publicado em: 22/01/2026

                          Os últimos dados divulgados pela UNIDO apontam nova expansão da indústria manufatureira mundial no 3º trim/25, com leve sinal de acomodação, vindo da Ásia e da América Latina.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1344 - Inovação e Atualização da Política Industrial no Mundo
                          Publicado em: 16/01/2026

                          A OCDE examina a convergência de tecnologias emergentes e abordagens ecossistêmicas na política industrial, destaca a importância de visão estratégica e da experimentação de políticas públicas.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1343 - Obstáculos ao crescimento industrial
                          Publicado em: 22/12/2025

                          A indústria brasileira caminha para encerrar 2025 quase sem crescimento, em um quadro de juros elevados e incertezas externas.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1342 - Indústria de alta tecnologia: reação em um quadro de baixo dinamismo
                          Publicado em: 19/12/2025

                          A indústria de transformação registrou mais um resultado negativo no 3º trim/25, mas os ramos de alta tecnologia conseguiram crescer, embora isso possa não se sustentar.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1341 - O quadro da produtividade latino-americana
                          Publicado em: 12/12/2025

                          Estudos avaliam a situação da produtividade na América Latina e Brasil e sua evolução recente, apontando oportunidades de melhora e da atuação de política pública.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1340 - O tarifaço dos EUA e as exportações industriais por intensidade tecnológica
                          Publicado em: 05/12/2025

                          No 3º trim/25, as exportações da indústria de transformação brasileira para os EUA tiveram a perda mais intensa desde a pandemia, mas muito concentrada em bens de média e média-baixa intensidade tecnológica.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1339 - Indústria em baixa voltagem
                          Publicado em: 24/11/2025

                          No 3º trim/25, o desempenho industrial do país não esboçou reação, sob o peso da conjuntura de elevadas taxas de juros e dos desafios provocados pelas mudanças internacionais.

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