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                          Carta IEDI

                          Edição 1369
                          Publicado em: 23/07/2026

                          Reação da indústria mundial e a posição do Brasil no ranking do 1º trim/26

                          Sumário

                          Os dados mais atualizados da UNIDO (United Nations Industrial Development Organization) para a produção industrial mundial mostram que o setor voltou a ganhar velocidade na entrada de 2026. Depois de ter ficado virtualmente estável no 4º trim/25 (+0,3%), a indústria de transformação cresceu +1,2% no 1º trim/26 frente ao período imediatamente anterior e já descontados os efeitos sazonais. Como tem sido a regra nos últimos anos, as indústrias de média-alta e alta tecnologia lideraram o crescimento (+1,9%).

                          A aceleração recente foi bastante difundida entre as regiões, sendo que apenas África e Europa não seguiram esta tendência. Coube à Ásia não apenas o resultado mais robusto no 1º trim/26, mas também a principal alavanca da aceleração recente.

                          O ritmo de crescimento da produção industrial na China dobrou do 4º trim/25 (+0,9%) para o 1º trim/26, chegando +1,8% ainda na comparação mais de curto prazo e com ajuste sazonal, enquanto na Ásia e Pacífico exceto China o reforço foi ainda mais expressivo: de +0,5% para +2,2%, respectivamente.

                          Nas Américas, o quadro também progrediu. A América do Norte reverteu a retração de -1% no último trimestre do ano passado em uma alta de +0,7% agora em jan-mar/26. A América Latina, por sua vez, depois de dois declínios seguidos, registrou +0,3% neste começo de ano.

                          Esta performance assegurou resiliência na comparação com o mesmo período do ano anterior, a despeito dos riscos crescentes, com tensões geopolíticas, instabilidade política, gargalos logísticos, pressões inflacionárias e escalada de medidas protecionistas. 

                          Ainda que não escape de alguma moderação, a produção industrial tem crescido acima de 3% trimestre após trimestre na comparação interanual desde o início do ano passado. Agora no 1º trim/26, a alta foi de +3,1% (ante +3,9% no 1º trim/25).

                          Na virada do ano, tal resiliência se refletiu nas indústrias da China e da África. No caso chinês houve crescimento de +5,2% no 4º trim/25 e de +5,6% no 1º trim/26, sempre em comparação com o mesmo período do ano anterior, e no caso africado, de +3,6% e +3,8%, respectivamente. Em ambos os casos a entrada de 2025 havia sido melhor (+6,6% e +4,7% no 1º trim/25, respectivamente).

                          Outra região a apresentar relativa estabilidade da taxa de crescimento da produção industrial foi a América do Norte, com +1,1% no 4º trim/25 e +0,9% no 1º trim/26. Em contraste, a indústria da Ásia e Pacífico exceto China ganhou ritmo, compensando em boa medida a retração registrada na Europa e América Latina.

                          A produção asiática avançou de +4,6% no 4º trim/25 para +5,4% no 1º trim/26, contrarrestando sobretudo a involução europeia, que saiu de um crescimento interanual de +1,7% no final de 2025 para uma queda de -1,2% neste começo de 2026.

                          Na América Latina, a indústria de transformação encolheu -0,4% no 1º trim/26. Foi a segunda região que pior se saiu, ficando atrás apenas da Europa, mas ao menos não registrou piora adicional, já que o resultado do 4º trim/25 também foi de -0,4%. De todo modo, a região não cresce desde meados do ano passado.

                          Esta retração da indústria latino-americana foi condicionada por Argentina, cuja queda chegou a -2,3% frente ao 1º trim/25, e pelo México, com -1,8%. O Brasil não se saiu bem, como o IEDI já apontou, mas sua virtual estabilidade ao menos evitou um resultado regional ainda pior: -0,1% no 1º trim/26 ante o 1º trim/25, com ajuste sazonal.

                          O mesmo ocorreu se consideramos as comparações mais de curto prazo, isto é, frente ao trimestre imediatamente anterior, também com ajuste sazonal. Neste caso, a produção da indústria de transformação no México (-0,7%) e no Chile (-1,9%) ficou no vermelho e a da Argentina (0%), estagnada. O resultado de +1,5% no Brasil, dada base de comparação deprimida no 4º trim/25, ajudou a região a registrar +0,3%.

                          A partir dos dados da Unido, o IEDI constrói um ranking do resultado da produção da indústria de transformação mundial, destacando a posição brasileira. Considerando a taxa de crescimento interanual (com ajuste sazonal) de um conjunto de 90 países com dados disponíveis, o Brasil ocupou a 69ª posição, ou seja, no ficou no 1/3 pior classificado.

                          Em contraste com nossa colocação no último trimestre do ano passado, houve melhora substancial, já que estávamos na 80ª colocação; mas para um primeiro trimestre, a interrupção do crescimento industrial que o Brasil teve com o aumento das taxas de juros no país nos fez retroceder muito.

                          Descemos da 33ª posição em jan-mar/24, quando nossa indústria cresceu +1,7%, para 47ª posição em jan-mar/25, mesmo reforçando nosso dinamismo positivo (+2,5%), para então chegarmos à 69ª colocação com uma virtual estabilidade (-0,1%).

                          A indústria de transformação mundial no 1º trim/2026

                          O relatório mais recente divulgado pela UNIDO (United Nations Industrial Development Organization) contendo os dados do 1º trim/2026 indicam um ganho de fôlego da indústria de transformação global no início de 2026. No primeiro trimestre de 2026, a indústria mundial cresceu +1,2% em relação ao trimestre anterior na série com ajuste sazonal, após aumento modesto de +0,3% no último trimestre de 2025. 

                           

                          Na comparação interanual (trimestre frente ao mesmo trimestre do ano anterior) o avanço da produção industrial permaneceu relativamente estável, com variação positiva de +3,1% no 1º trim/26, após alta de +3,2% no trimestre anterior. 

                          De acordo com a análise da UNIDO, os fatores que moldaram 2025 persistiram no início de 2026, com o agravamento das tensões geopolíticas — particularmente no Oriente Médio — intensificando a incerteza global e as interrupções nas cadeias de suprimentos. A escalada de tarifas e as pressões inflacionárias também continuaram a pesar sobre a atividade econômica. 

                          Em uma perspectiva de longo prazo, a escassez de mão de obra, os impactos das mudanças climáticas e a incerteza em torno da inteligência artificial e de outros avanços tecnológicos continuam a apresentar desafios para diversos setores. Enfrentar essas questões interconectadas exigirá uma ação internacional coordenada, segundo a UNIDO.

                           

                          Desempenho regional

                          A atividade manufatureira global registrou desempenho diverso na comparação trimestral (trimestre/trimestre anterior) entre as regiões no 1º trim/26, com resultados positivos em quase todas.

                           

                          A região da Ásia e Pacífico (excluindo a China) apresentou a maior variação trimestre/trimestre anterior dentre as regiões (+2,2%), refletindo o desempenho dos principais produtores: +2,5% na Índia, +1,2% na Indonésia, +2,5% no Japão, +3,0% na Coreia do Sul e +6,5% na Província Chinesa de Taiwan. Singapura e Catar estiveram entre as poucas economias da região a registrar quedas (-7,4% e -4,9%, respectivamente). 

                          Se tomarmos a Ásia e Pacífico incluindo a China, o resultado foi menos robusto (+2,0%), mas quase 3 vezes maior que o resultado do trimestre anterior (+0,7%), devido ao crescimento da indústria chinesa, que manteve sua sequência de crescimento trimestral acima de 1% no 1º trim/26 (+1,8%), uma tendência iniciada em meados de 2023. 

                          Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, a indústria da região da Ásia e Pacífico (incl. China) manteve-se na liderança, ao expandir +5,4%. Quando excluímos a China desse grupo de países, a variação foi de +5,2%, e sozinho, o país cresceu +5,6%. O crescimento nessa comparação também refletiu o desempenho a Província de Taiwan (+24,6%), Vietnã (+13,7%), Singapura (+7,7%), Malásia (+5,6%) e Indonésia (+5,3%), enquanto a Coreia do Sul (+1,9%) e Japão (+1,1%) tiveram resultados inferiores à média regional. 

                          Dados limitados da África indicam uma expansão de +0,8% na produção industrial no 1º trim/26 e a segunda maior dentre as regiões. Embora o desempenho em nível nacional tenha variado consideravelmente, a tendência geral no continente permaneceu positiva. A produção aumentou em comparação ao trimestre anterior na Angola (+25,9%), Nigéria (+1,0%), Ruanda (+1,5%), Senegal (+0,6%) e Tanzânia (+0,9%), enquanto diminuiu no Egito (-0,7%), Marrocos (-0,5%) e na África do Sul (-0,9%). 

                          Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, as economias do continente africano cresceram +3,8%, variação similar aos dados do trimestre anterior (+3,6%), com variação positiva no Egito (+4,7%), Marrocos (+0,7%), Nigéria (+2,6%), Ruanda (+5,5%) e Senegal (+4,5%), enquanto África do Sul (-0,3%) assinalou recuo nesta comparação.

                           

                          O setor manufatureiro da América do Norte assinalou importante avanço na comparação com trimestre anterior (+0,7%) no 1º trim/26, especialmente após queda de -1,0% no trimestre anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelos Estados Unidos, onde a produção aumentou +0,8%, enquanto o Canadá registrou uma leve contração de -0,3%.  

                          No trimestre jan-mar/26 frente ao mesmo trimestre do ano anterior, a produção industrial na América do Norte avançou +0,9%, variação similar ao 4º trim/25 nessa comparação (+1,1%). Dentre os países, os Estados Unidos tiveram crescimento de +1,3%, enquanto a indústria canadense variou negativamente -3,9% na mesma comparação.

                           

                          O setor manufatureiro da América Latina e do Caribe apresentou alta de +0,3% no 1º trim/26, após recuo de -0,5% no 4º trim/25. O desempenho dos dois maiores fabricantes da região foi divergente: o México registrou uma queda de -0,7%, enquanto o Brasil apresentou uma expansão de +1,5% em relação ao trimestre anterior, invertendo o padrão observado no 4º trim/2025. 

                          ,Nas demais partes da região, a produção industrial estagnou na Argentina (0,0%), cresceu pouco na Colômbia (+0,7%) e no Peru (+0,3%) e registrou queda significativa no Chile (-1,9%) e Costa Rica (-1,2%).

                          Frente ao mesmo trimestre de 2025, entretanto, a indústria latino-americana recuou -0,4%, mesma variação do trimestre anterior. Os resultados dos maiores produtores industriais da região puxaram o resultado para baixo: Brasil obteve recuo de -0,1%, Argentina decresceu -2,3%, e o México recuou -1,8%.

                          A produção da indústria da Europa, por sua vez, decresceu -0,7% no 1º trim/26 frente ao trimestre anterior, após estagnação (-0,1%). Enquanto Alemanha (-1,0%), Irlanda (-6,9%) e Rússia (-0,4%) registraram quedas, França (+0,1%), Polônia (+0,9%) e Reino Unido (+0,7%) apresentaram variações positivas. 

                          Na comparação entre o 1º trim/26 e o 1º trim/25, a indústria europeia recuou -1,2%, com queda significativa na Alemanha (-2,6%), enquanto França, Rússia e Itália avançaram +1,6%, +0,9% e +0,6%, respectivamente. 

                           

                          O desempenho das economias industrializadas

                          As economias industrializadas representam cerca de 87,7% do valor agregado na indústria mundial de acordo com a UNIDO e inclui países de todas as regiões . 

                          O setor manufatureiro das economias industrializadas manteve crescimento trimestral sólido no 1º trim/26, com aumento de +1,1% na comparação com trimestre anterior, após resultado de apenas +0,2% trimestre anterior. 

                          Uma análise mais detalhada revela padrões de crescimento diversos entre essas economias: Dinamarca (+5,7%), Taiwan (+6,5%) e Vietnã registraram aumentos trimestrais superiores a +3% em relação ao 4º trim/2025, enquanto Cingapura (-7,4%), África do Sul (-0,9%) e Suécia (-2,9%) apresentaram quedas significativas na produção industrial.

                          Dados desagregados também evidenciam a volatilidade do desempenho industrial entre as economias industriais de alta renda nos últimos trimestres, resultando em uma expansão de +0,7% no primeiro trimestre de 2026. Nesse grupo, a produção no Japão (+2,5%), Nova Zelândia (+1,9%) e Uruguai (+3,4%) cresceu de forma expressiva, ao passo que Chile (-1,9%), Costa Rica (-1,2%) e Suíça (-2,1%) registraram contrações acentuadas na produção industrial.

                           

                          Em contraste, a China, classificada como uma economia industrial de renda média, registrou novamente forte crescimento, com a produção aumentando +1,8% no 1º trim/26. Dada a participação substancial da China na produção total dentro deste grupo, ela é apresentada separadamente para maior clareza analítica.

                          Excluindo a China, a produção das economias industriais de renda média cresceu +0,7% neste trimestre, após relativa estagnação no trimestre anterior (+0,1%). O desempenho neste grupo foi diverso: Brasil (+1,5%), Sérvia (+%) e Tailândia (+1,2%) registraram ganhos sólidos, enquanto Bósnia e Herzegovina (-0,4%), México (-0,7%) e Turquia (-0,1%) apresentaram uma produção industrial estagnada ou em declínio.

                          De acordo com a UNIDO, desde 2015, todos os grupos apresentaram crescimento constante, com exceção da contração relacionada à pandemia em 2020. A China tem consistentemente superado outros grupos industriais, apesar de uma desaceleração temporária no início de 2022. Em contraste, as economias industriais de alta renda registraram apenas um crescimento limitado na última década.

                          Desempenho das economias em industrialização

                          Apesar de incluir quase 70% dos países, esse grupo de economias em industrialização representa uma parcela de 12,3% da produção industrial global em 2025.

                          Apesar da sua diversidade, os países deste grupo, em todos os níveis de renda, poderiam se beneficiar substancialmente do fortalecimento de seus setores manufatureiros e da transição para uma estrutura econômica impulsionada por uma indústria de alta produtividade. Nos últimos anos, o desempenho industrial do grupo tem melhorado gradualmente, alcançando um crescimento da produção trimestral de +1,7% no 1º trim/26.  

                          A produção nas economias em industrialização de alta renda recuou -0,2%, embora tenham mantido um crescimento sólido de +3,3% em relação ao ano anterior. A produção manufatureira nas economias industrializadas de renda média — o maior subgrupo da UNIDO em número de países — expandiu-se +2,0% no mesmo período, dando continuidade a um padrão de crescimento forte, porém volátil, observado em trimestres recentes.

                          Dentro desse grupo, Angola (+25,9%), Índia (+2,5%), Paquistão (+2,3%) e Filipinas (+2,4%) registraram aumentos trimestrais superiores a +2%. Em contrapartida, Armênia (-1,2%), Costa do Marfim (-1,0%), Egito (-0,7%) e Maldivas (-7,3%) sofreram quedas significativas na produção manufatureira.

                          As economias de baixa renda estão cada vez mais limitadas pela escassez de dados sobre manufatura e, por isso, foram excluídas desta análise.

                           

                          Desempenho das Economias Emergentes

                          O grupo especial de economias industriais emergentes, de acordo com a definição da UNIDO, inclui 10 países de baixa e média renda e são caracterizadas por períodos sustentados de crescimento manufatureiro substancial. O grupo também inclui economias em estágios anteriores de desenvolvimento industrial, mas onde o setor apresenta igualmente forte crescimento.  

                          A produção da indústria de transformação desse grupo tem apresentado desempenho sólido, superando de forma significativa a média mundial (+1,2%), bem como as médias das economias industrializadas (+1,1%) e em industrialização (+1,7%).  Desde meados de 2023, as taxas de crescimento trimestrais têm consistentemente ultrapassado 1%, incluindo aumento de +1,9% no período jan-mar/26.

                           

                          Em termos anuais, a produção manufatureira cresceu +5,6% em relação ao 1º trim/2025, superando novamente, de forma expressiva, tanto as economias industriais quanto as em processo de industrialização.

                          No âmbito nacional, a maioria das economias com dados disponíveis registrou um crescimento manufatureiro de moderado a forte no 1º trim/2026. O Vietnã liderou o grupo com um crescimento trimestral de +3,4%, seguido pela Índia (+2,5%) e pela China (+1,8%). Outras economias, incluindo Bangladesh, Indonésia e a Tanzânia, também registraram crescimento de pelo menos +0,8%.

                          Análise setorial

                          De acordo com a UNIDO, os dados do 1° trim/26 mostram que as indústrias de conteúdo tecnológico mais elevado continuam demonstrando forte dinamismo em meio a muitos desafios.

                           

                          Desde meados de 2024, as indústrias de média-alta e alta tecnologia (MHT) têm sustentado crescimento trimestral superiores às demais categorias, culminando em aumento de +1,9% no 1º trim/26. Em contraste, os setores de menor tecnologia ficaram para trás, apesar do avanço de +0,8% frente ao trimestre anterior e +1,5% frente ao 1º trim/25.

                          A maioria dos setores de tecnologia mais avançada registrou crescimento trimestral na produção de pelo menos +1%. As principais exceções foram o setor farmacêutico, cuja produção permaneceu praticamente estável, e o de máquinas, que cresceu apenas +0,5%. O setor de computadores e eletrônicos apresentou o melhor desempenho, com a produção aumentando +4,1% na comparação trimestral e +13,1% no ano.

                          Esse forte avanço pode refletir o aumento dos investimentos relacionados à IA, a contínua modernização tecnológica e a formação de estoques, segundo a UNIDO. O setor de outros equipamentos de transporte — que inclui a fabricação de navios, aeronaves e veículos militares — cresceu +0,5% frente ao 4º trim/2025 e +8,6% frente ao 1º trim/2026.

                           

                          Em contrapartida, as indústrias de menor intensidade tecnológica apresentaram resultados trimestrais bastante heterogêneos, com cinco setores registrando queda na produção. Ainda assim, diversos segmentos registraram bons resultados tanto em relação ao trimestre anterior quanto em termos anuais. 

                          Destacam-se positivamente, em particular, os setores de alimentos (+1,7% no trimestre e +3,2% no ano), borracha e plásticos (+1,9% no trimestre e +2,0% no ano), coque e produtos derivados de petróleo (+1,2% no trimestre e +3,3% no ano), e metais básicos (+0,4% no trimestre e +3,3% no ano), que apresentaram ganhos sólidos em comparação tanto com o quarto trimestre de 2025 quanto com o mesmo trimestre do ano anterior.

                           

                          Na análise desagregada dos setores por grupo de países, tanto as economias industrializadas quanto as em processo de industrialização apresentaram resultados variados, embora a maioria das indústrias de alta tecnologia tenha registrado um crescimento sólido em ambos os grupos. 

                          As economias em industrialização destacaram-se particularmente no setor farmacêutico (+2,3%), ao passo que as economias industrializadas sofreram uma queda na produção (-0,2%) comparado ao trimestre anterior. Apesar de concentradas em certos setores de baixa tecnologia, as economias em industrialização superaram as industrializadas, apresentando um crescimento mais robusto em diversos setores, especialmente nos de alta tecnologia.

                          Ranking Indústria de Transformação Mundial

                          A partir da base de dados da UNIDO, o IEDI elaborou rankings internacionais de crescimento da produção da indústria de transformação com 90 países para o 1º trim/26. 

                          Cabe observar que as séries empregadas pela UNIDO possuem ajuste sazonal, embora usualmente o IBGE use dados sem ajuste nas comparações frente ao mesmo período do ano anterior. Por esta razão, pode haver pequena alteração em relação aos resultados divulgados pelo IBGE. 

                          No 1º trim/26, o desempenho divulgado pela UNIDO com ajuste sazonal para a indústria de transformação do Brasil aponta para uma alta de +1,5% frente ao 4º trim/25. Nesta comparação, a indústria brasileira ficou um pouco acima do resultado para o agregado do setor no mundo (+1,2%).

                           

                          Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o setor manufatureiro brasileiro apresentou recuo de -0,1% no 1° trim/26, enquanto a indústria global cresceu +3,1%.

                           

                          Dentre os 90 países da amostra de dados disponíveis da UNIDO, considerado apenas a variação do 1º trim/26 frente o 1º trim/25, o Brasil apresentou melhora em relação à posição do trimestre anterior: aparecemos na 69ª colocação, após termos ficado na 80ª posição no 4º trim/25 (-1,8%). Em contraste com a posição que ocupamos no 1º trim/25 (47ª posição), porém, houve piora substancial, como mostra a tabela abaixo, dado que o Brasil caiu 22 colocações no ranking.

                           

                          Mesmo com esse resultado, a indústria de transformação no Brasil superou economias como África do Sul, México Alemanha e Chile dentre os selecionados abaixo no 1º trim/26.

                           

                          Entre as primeiras posições do ranking ficaram Angola, Cazaquistão, Uzbequistão, Taiwan e Vietnã, todos com variações de dois dígitos. 

                           

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                          Carta IEDI n. 1368 - Cadeias Globais de Valor: características da inserção brasileira
                          Publicado em: 20/07/2026

                          Esta Carta IEDI analisa a evolução mundial e a posição do Brasil no comércio internacional por valor adicionado, a partir de indicadores tradicionais de integração nas cadeias globais de valor.

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                          Carta IEDI n. 1367 - A indústria no 1º trim/26: no ritmo dos setores de média-baixa tecnologia
                          Publicado em: 26/06/2026

                          Embora não tenha crescido no 1º trim/26, ao menos a indústria de transformação se estabilizou e muito disso deveu-se ao desempenho do grupo de média-baixa tecnologia.

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                          Carta IEDI n. 1366 - Combustíveis e extrativa: destaques da indústria em abr/26
                          Publicado em: 15/06/2026

                          A indústria acelerou seu crescimento em abr/26, mas o impulso foi bastante concentrado em combustíveis e no ramo extrativo, indicando um quadro de frágil dinamismo.

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                          Carta IEDI n. 1365 - Política Industrial e de Inovação nos Estados Unidos de Obama a Trump II: continuidade ou ruptura?
                          Publicado em: 12/06/2026

                          A trajetória da política industrial e de inovação nos EUA, de Obama a Trump II, conta com muitas continuidades, embora existam mudanças importantes de foco e de instrumentos.

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                          Carta IEDI n. 1364 - Finanças públicas: ações para controlar o déficit
                          Publicado em: 03/06/2026

                          Estudo realizado por Manoel Pires e Bráulio Borges indica ações de ajustamento fiscal, de modo a constituirmos um sistema fiscal mais eficiente, capaz de financiar políticas públicas de forma sustentável e de construir maior resiliência econômica para o país.

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                          Carta IEDI n. 1363 - Vetor de desenvolvimento: trajetórias industriais no Brasil e no mundo
                          Publicado em: 25/05/2026

                          Estudo analisa a evolução da produtividade e dos salários da indústria nos últimos vinte anos, verificando se apresentam contribuição ao desenvolvimento dos países.

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                          Carta IEDI n. 1362 - Bens de capital: freio da produção industrial no 1º trim/26
                          Publicado em: 15/05/2026

                          No 1º trim/26, a indústria como um todo saiu do vermelho, mas a produção de bens de capital, afetada pelos juros elevados, ficou para trás.

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                          Carta IEDI n. 1361 - A redistribuição regional da indústria no Brasil
                          Publicado em: 12/05/2026

                          Nesta Carta IEDI, chamamos atenção para um aspecto que tem motivado menos debate do que a desindustrialização do Brasil que é a redistribuição da atividade industrial no território nacional.

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                          Carta IEDI n. 1360 - Reação das exportações industriais de alta tecnologia
                          Publicado em: 06/05/2026

                          No 1º trim/2026, o aumento do déficit da indústria de transformação foi amortecido pelo desempenho favorável das exportações de bens de alta intensidade tecnológica.

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                          Carta IEDI n. 1359 - Novo teste à resiliência da economia global
                          Publicado em: 30/04/2026

                          A guerra no Irã é mais um teste à resiliência da economia global, ainda que, segundo o FMI, seu impacto adverso tenda a ser parcialmente mitigado pela acomodação do ímpeto protecionista dos EUA, após decisão da Suprema Corte.

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