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                          Análise IEDI

                          Indústria
                          Publicado em: 06/03/2026

                          Destaques sobre o resultado industrial de jan/26

                          O ano começou com reação da indústria brasileira. Ainda que não tenha compensado os meses e adversidade do final de 2025, a alta de +1,8% na passagem de dez/25 para jan/26 foi acompanhada de importante difusão do sinal positivo entre os diferentes ramos industriais, com especial contribuição das indústrias químicas e automobilística.

                          Cabe um primeiro comentário sobre a intensidade do resultado de jan/26. O último dado desta ordem de grandeza havia sido obtido em mar/25, quando a indústria também cresceu +1,8%, já descontados os efeitos sazonais. Inclusive, desta vez, a indústria de transformação se saiu bem melhor: +1,2% em mar/25 e +2,1% em jan/26, ainda na comparação com ajuste.

                          É, portanto, um resultado robusto, mas há um senão. A base de comparação de jan/26 é baixa, dado que dez/25 registrou recuo acentuado de -1,9%, após um período de virtual estagnação. Deste modo, o nível de produção de jan/26 seguiu 0,3% aquém daquele de set/25, desconsiderados os eventuais efeitos sazonais.

                          O segundo comentário diz respeito à distribuição do crescimento. Dos 25 ramos acompanhados pelo IBGE, 19 apontaram ampliação de produção. Ou seja, uma parcela majoritária de 76% deles. É um perfil favorável porque mostra que a alta não foi produzida por casos isolados. 

                          Apesar disso, vale observar que o impulso do início do ano não foi suficiente para anular quedas anteriores para a maioria dos ramos. Assim como no caso da indústria geral, o nível de produção de jan/26 ainda se encontrava inferior ao de set/25 para 64% dos ramos identificados pelo IBGE.

                          Isso também marca a performance de dois dos quatro macrossetores: bens de capital, cuja produção avançou +2,0% em jan/26, mas seguiu 5,7% abaixo de set/25, e bens intermediários, onde a alta de +1,7% em jan/26 levou este macrossetor a um patamar ainda 1,7% inferior ao de set/25.

                          •  Indústria geral: -0,2% em nov/25; -1,9% em dez/25 e +1,8% em jan/26, com ajuste sazonal;

                          •  Bens de capital: -0,2%; -7,7% e +2,0%, respectivamente;

                          •  Bens intermediários: -0,7%; -2,0% e +1,7%;

                          •  Bens de consumo duráveis: -2,8%; -5,1% e +6,3%;

                          •  Bens de consumo semi e não duráveis: +0,4%; -0,8% e +1,2%, respectivamente.

                          Outra observação que se pode fazer para este início de ano é a contribuição destacada pelo IBGE de dois ramos para o dinamismo industrial. 

                          De um lado, estão produtos químicos, com expansão de +6,2% em relação a dez/25, com ajuste sazonal, estimulado pela produção de fertilizantes e defensivos agrícolas, como resultado da dinâmica agrícola do país. 

                          De outro lado, há veículos e autopeças, cuja alta foi de +6,3%, com destaque para a produção de caminhões. Neste caso, há contribuição positiva do programa Move Brasil, que em jan/26 liberou cerca de R$ 1,9 bilhão de crédito para a renovação de frota de caminhões, segundo o Mdic.

                          Para ambos os casos, porém, este dinamismo de jan/26, mesmo que venha a ter continuidade, é apenas um início de reação. Se compararmos jan/26 com jan/25, a indústria química apresenta retração de -2,9% e a produção de veículos e autopeças, de -7,7%. Isto é, resultados bem aquém da média da indústria, que foi de +0,2% nesta comparação.

                          Há ainda a contribuição de derivados de petróleo e biocombustíveis, com alta mais modesta, de +2,0% na série com ajuste sazonal em jan/26 ante +5,0% em dez/25. Também neste caso, ficou no vermelho na comparação com o mesmo mês do ano passado (-1,2%), pela décima vez consecutiva.

                          Frente à situação de um ano atrás, a parcela da indústria em pior condição segue sendo aquela com maior vulnerabilidade à conjuntura de elevadas taxas de juros no país: -11,8% em bens de capital e -4,0% em bens de consumo duráveis.

                          No primeiro caso, todos os seus componentes estão no vermelho em comparação com jan/25, notadamente bens de capital para agricultura, transportes, construção e de uso misto. No segundo caso, a reação da automobilística não fez frente à retração acentuada em eletrodomésticos e móveis.   

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                          Publicado em: 03/03/2026

                          A economia brasileira ficou parada nos dois últimos trimestres do ano passado, registrando o semestre mais fraco desde a pandemia, enquanto o PIB da indústria voltou a se contrair.

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                          O ano de 2025 terminou com a indústria de volta ao vermelho, freada pelos ramos produtores de bens de capital e de consumo duráveis, mais sensíveis às elevadas taxas de juros.

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                          Em nov/25, o desempenho industrial do país não trouxe novidades: manteve o quadro de estagnação e a maioria de seus ramos reduziu produção.

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                          No 3º trim/25, teve continuidade a desaceleração do PIB brasileiro, com o consumo das famílias ficando praticamente estagnado, assim como o setor de serviços.

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                          A indústria brasileira caminha para encerrar 2025 quase sem crescimento, especialmente a indústria de transformação.

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                          Na conjuntura atual de elevadas taxas de juros, os avanços industriais tendem a ser pontuais, como indica o resultado de set/25, que anulou maior parte da expansão de ago/25.

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                          Em ago/25, a produção industrial voltou a crescer, mas este resultado pode vir a ser pontual, como foi o de mar/25; por isso deve ser visto com cautela.

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                          Em mai/25, o recuo da indústria atingiu a maioria dos seus parques regionais, inclusive São Paulo e o Nordeste, cuja produção também encolheu no acumulado de jan-mai/25.

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