Carta IEDI
De volta ao azul: reação da indústria de média-alta tecnologia no 2º trim/26
No 2º trim/26, a produção da indústria de transformação voltou ao positivo depois de quatro resultados adversos na comparação interanual. A alta, entretanto, não chegou a ser expressiva: +0,7%, equivalente à metade do resultado da indústria geral que, devido ao ramo extrativo, conseguiu crescer +1,5%.
A Carta IEDI de hoje analisa este retorno ao positivo da indústria de transformação segundo a intensidade tecnológica de seus ramos. O acompanhamento do IEDI segue metodologia divulgada pela OCDE, que agrupa esta parcela da indústria em quatro faixas: alta, média-alta, média e média-baixa tecnologia.
Quem mais progrediu no trimestre em tela foi a indústria de média-alta intensidade tecnológica. Não só foi quem mais cresceu no período ao registrar +1,1% ante o 2º trim/25, como interrompeu uma sequência de três trimestres seguidos sem expansão.
Muito disso deveu-se ao ramo de veículos automobilísticos, que apontou aceleração ao passar de +2,2% em jan-mar/26 para +8,2% em abr-jun/26. Ramos importantes neste grupo, como máquinas e equipamentos (-6,3%) e produtos químicos (-2,6%), que representam pouco mais da metade da indústria de média-alta, seguiram no vermelho.
Em segundo lugar, cabe mencionar a indústria de média-baixa, cujo ritmo de crescimento acelerou de +0,3% para +0,9% do 1º para o 2º trimestre do ano. Ainda é pouco, mas contribui bastante para o resultado geral, já que 54% da indústria de transformação está alocada neste grupo.
Esta melhora, porém, foi bastante concentrada, compreendendo somente o ramo de derivados de petróleo e biocombustíveis (+6,2% ante o 2º trim/25), influenciado pelos conflitos no Irã. Todos os demais componentes de média-baixa registraram queda, inclusive alimentos, bebidas e fumo (-0,3%).
A indústria de média tecnologia, a seu turno, seguiu muito próxima da estabilidade: +0,3% no 1º trim/26 e +0,2% no 2º trim/26, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve queda em manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-2,1%), chegando a ser profunda em bens diversos (-12,8%). Ramos importantes como metalurgia e minerais não metálicos aumentaram produção, mas após alguns trimestres de declínio.
Por fim, a indústria de alta tecnologia, que vinha se saindo bem, apresentou uma inflexão, com queda de -1,9% em sua produção no 2º trim/26. Na origem disso, esteve o complexo eletrônico, cujo recuo chegou a -7,9%, devido a informática, equipamentos de rádio, TV e comunicação. Esta é uma parcela da indústria sensível ao patamar elevado de juros e ao quadro de endividamento das famílias brasileiras.
No acumulado do primeiro semestre do ano, o resultado geral da indústria de transformação, de apenas +0,4%, ainda é puxado pela expansão dos grupos de alta (+1,4%) e média-baixa (+0,6%) tecnologia. As indústrias de média-alta e de média intensidade ficaram virtualmente estagnada, com variações de -0,2% e +0,2%, respectivamente.
Um panorama da indústria geral e da indústria de transformação
No primeiro semestre de 2026, a produção física da indústria geral, formada pela extração mineral e pela indústria de transformação, cresceu 1,5% em relação ao mesmo acumulado de 2025. Contrapondo junho e maio último (dados dessazonalizados), houve queda de 1,8%, mas na comparação entre meses de junho de 2026 e do ano anterior, logrou expansão de 1,7%. Esse último resultado contribuiu para que a indústria geral crescesse 1,5% na comparação entre segundos trimestres. Em doze meses, a indústria geral cresceu, embora com menos força, 0,7%.
A indústria de transformação, seção de maior peso da indústria geral, segurou a performance da indústria geral, com incremento de 0,4% no primeiro semestre. Na passagem de maio para junho último, pela série dessazonalizada, a indústria de transformação sofreu retração de 1,8%. Confrontando meses de junho cresceu 1,0%, contribuindo para a taxa positiva de 0,7% na comparação entre segundos trimestres. Apesar dessas variações, em doze meses, a indústria de transformação recuou 0,5% em doze meses.
Quanto à indústria extrativa, liderou o crescimento da indústria geral, com avanço de 7,4% no primeiro semestre. O mês de junho registrou retração de 0,6 em relação a maio (dados livre de sazonalidade), porém com expansão de 5,2% frente ao sexto mês de 2025. Na comparação entre segundos trimestres, sua produção aumentou 6,2%. Em doze meses, a extração mineral cresceu 6,9%, contando com o citado bom desempenho do primeiro semestre. Ou seja, a indústria extrativa puxou o desempenho da indústria geral em doze meses, no segundo trimestre e em junho.
A indústria geral por intensidade tecnológica
O IEDI tem utilizado a versão da classificação das atividades econômicas por intensidade tecnológica publicada pela OCDE em 2016, descrita na próxima tabulação. Nela são definidas cinco faixas de intensidade: alta, média-alta, média, média-baixa e baixa. Conforme a mesma, nenhum dos ramos cobertos pela PIM-PF faz parte da faixa de baixa intensidade tecnológica. Assim todos os ramos da indústria de transformação estão distribuídos nas faixas de alta, média-alta, média e média-baixa intensidade tecnológica, enquanto toda a extração mineral está na de média-baixa.
Adicionalmente, o IBGE revisou a PIM-PF a partir dos dados de janeiro de 2023 divulgados dois meses depois. Desse modo, as séries constantes da PIM-PF foram revistas para trás, sendo que, de janeiro de 2022 (ano-base, igual a 100) em diante, passou a seguir a atualização da estrutura de ponderação refeita pelos pesos do valor da transformação industrial (VTI) na industrial geral e em cada divisão (indústria extrativa e indústria de transformação) segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2019, ano de referência. O período anterior passou por procedimento de encadeamento entre a série mais recente e a anterior.
O gráfico a seguir explicita os patamares de produção em números-índices. Dos quatro segmentos da indústria geral por intensidade tecnológica, apenas a faixa de média-alta intensidade sofreu retração no primeiro semestre, a despeito da reação em abr-jun/26.
Entretanto mesmo segmentos da indústria de transformação que cresceram nessa base de comparação produziram menos do que em períodos equivalentes de anos entre 2012 e 2015. Ademais, as faixas de alta e de média-alta intensidade produziram abaixo do patamar de produção pré-pandemia, do primeiro semestre de 2019.
A próxima tabela, a seu turno, expõe as variações da produção física da indústria geral por intensidade tecnológica obtidas para junho, com foco nas comparações entre mês, segundo trimestre e primeiro semestre (acumulado do ano até junho) e seus equivalentes de 2025, bem como entre os doze meses terminados em junho e os doze meses anteriores.
A indústria de transformação de alta intensidade tecnológica, embora tenha crescido 1,4% no primeiro semestre, foi a única faixa a sofrer retração nas comparações entre meses de junho (-6,3%) e segundos trimestres (-1,9%). Apesar de tanto, foi o segmento por intensidade tecnológica que mais cresceu em doze meses: 1,7%.
As retrações da alta tecnologia em junho e no segundo trimestre foram puxadas pelo complexo eletrônico, cuja produção também recuou nas demais bases comparativas. A indústria farmacêutica, ao contrário, logrou avanço em todas, liderando o crescimento da faixa no acumulado do ano e em doze meses. Nas comparações entre meses de junho entre primeiros semestres, a produção de aviões cresceu, enquanto a de partes e peças para aviões declinou.
A produção da indústria de transformação de média-alta logrou a maior taxa de crescimento em junho, 4,2%, puxando o resultado de 1,1% no segundo trimestre. Mas não impediu as taxas negativas no primeiro semestre e em doze meses, quedas de -0,2% e de -1,1%, respectivamente.
Em junho e no segundo trimestre, a expansão da média-alta ocorreu com protagonismo da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, por seu peso e taxas elevadas, e pela produção de instrumentos e materiais de uso médico, odontológico e artigos óticos, com as maiores taxas. Lograram taxas positivas também no primeiro semestre e em doze meses.
A fabricação de máquinas e materiais elétricas cresceu em junho e no segundo trimestre. A fabricação de máquinas e equipamentos não especificados noutras atividades e a indústria química, por sua vez, sofreram retração nas quatro bases comparativas em foco, puxando as quedas da faixa de média-alta intensidade tecnológica no acumulado do ano e em doze meses.
A indústria de média intensidade também cresceu nas quatro bases de comparação em foco. Contrapondo meses de junho, cresceu 1,3%, propiciando taxa positiva no segundo trimestre: 0,2%. No primeiro semestre, a variação também foi de 0,2%. Em doze meses, sua produção aumentou 0,8%.
Seu ramo mais expressivo, a metalurgia, contribuiu para tais números em junho, no segundo trimestre e no primeiro semestre, porém, em doze meses, registrou taxa negativa. Comportamento similar teve a fabricação de produtos de minerais não metálicos. A atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos de borracha e de materiais plásticos lograram expansão nas quatro bases comparativas. Já a produção de bens diversos sofreu retração em todas.
A faixa de média-baixa intensidade cresceu 1,6% em junho e 2,3% tanto no segundo trimestres quanto no primeiro semestre. O resultado semestral contribuiu para o incremento de 1,2% em doze meses. A extração mineral liderou tais avanços. Já o conjunto de ramos da indústria de transformação dessa faixa de intensidade tecnológica logrou taxas positivas em junho, 0,3%, no segundo trimestre, 0,9%, e em doze meses, 0,6%. Porém, em doze meses, retrocedeu 0,6%.
A indústria de alimentos, bebidas e fumo, principal ramo de média-baixa, só sofreu retração na comparação entre segundos trimestres, crescendo nas demais, inclusive puxando o resultado em doze meses da faixa como um todo. A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu até bem no segundo trimestre e no primeiro semestre, mas sem impedir o recuo em doze meses.
A fabricação de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e afins ampliou sua produção em junho, mas sofreu retração nas outras comparações. Já o conjunto das indústrias têxtil, de artigos de vestuário, de couros e calçados, bem como a fabricação de produtos de metal produziram menos nas quatro comparações em pauta.
Indústria de transformação de alta intensidade tecnológica
Em junho de 2026, a produção da faixa de alta intensidade tecnológica retrocedeu 6,3% frente a igual mês do ano passado, puxando a queda de 1,9% no segundo trimestre. Tais recuos arrefeceram o desempenho do segmento no primeiro semestre, quando cresceu 1,4%. Conforme o IBGE, nas comparações entre meses de junho entre primeiros semestres, a produção de aviões cresceu, enquanto a de partes e peças para aviões declinou. Em doze meses, o segmento de alta intensidade cresceu até mais, 1,7%.
A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos tanto mitigou as quedas, quanto liderou os avanços mencionados. Nos confrontos entre meses de junho e entre segundos trimestres, sua produção aumentou 1,4% e 5,6%, respectivamente, mesmo registrando queda de 11,0% na passagem de maio para junho (série dessazonalizada) Já no primeiro semestre, seu crescimento foi de 9,7%, contribuindo para o avanço de 9,3% em doze meses.
Quanto ao complexo eletrônico, em junho, sua produção retrocedeu 8,9% frente a maio (série livre de sazonalidade) e retrocedeu 14,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Desse modo, a comparação entre segundos trimestres de 2026 e de 2025 registrou queda de 7,9%. Tais números foram conducentes aos declínios no acumulado do ano (5,1%) e em doze meses (4,8%).
Dentro do complexo, a produção de equipamentos de áudio, vídeo, de comunicação e componentes eletrônicos, muitos dos quais usados noutras atividades, apresentou o maior recuo na comparação entre meses de junho, queda de 19,3%. Daí sua produção ter diminuído 9,8% no segundo trimestre e 5,4% no primeiro trimestre. Dessa maneira, esse ramo do complexo eletrônico sofreu retração de 4,8% em doze meses.
No tocante à fabricação de material de escritório e informática, também registrou queda de dois dígitos no contraponto entre meses de junho (-13,9%) e recuo de 9,8% no segundo trimestre. Ademais, registrou as maiores retrações no primeiro semestre e em doze meses, recuos de 7,8% e 8,5%, respectivamente.
Quanto à fabricação de equipamentos médico-hospitalares, de ótica e precisão, logrou expansão de 11,7% na comparação entre meses junho, contribuindo para o incremento de 3,9% no segundo trimestre. Contudo, sua produção observou taxa negativa quer no acumulado do ano (-0,4%), quer em doze meses (-0,2%).
Indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica
O faixa de média-alta intensidade tecnológica avançou 4,2% na comparação entre meses de junho, a maior expansão dentre os segmentos de intensidade tecnológica. Contribuiu, assim, para o incremento de 1,1% no segundo trimestre. Todavia, não impediu as variações negativas no acumulado do ano (-0,2%) e em doze meses (-1,1%).
A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, até pelo seu peso, foi o destaque positivo nas comparações entre meses de junho, 16,5%; segundos trimestres, 8,2%; e primeiros semestres, 5,3%. Isso mesmo com o recuo de 0,4% na passagem de maior para junho (dados livre de sazonalidade). Em doze meses, sua produção ficou praticamente estável, 0,2%.
Os dois ramos mais associados à indústria de bens de capital, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e fabricação de máquinas e máquinas e equipamentos (M&E), tiveram em comum as retrações no acumulado do ano e em doze meses. Começando pela fabricação de M&E, em junho, sua produção diminuiu 1,6% em relação ao mesmo mês de 2025, mesmo tendo crescido 0,6% frente a maio último pela série dessazonalizada. Nas comparações entre segundos trimestres e primeiros semestres, sofreu retração de 6,3% e de 7,6%, respectivamente, concorrendo para o recuo de 3,0% em doze meses.
A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceu bem na comparação entre meses de junho, 7,6%, com incremento de 0,2% na passagem de maio para junho (dados livres de sazonalidade). A performance de junho contribuiu para a expansão de 2,4% no segundo trimestre. Porém foi insuficiente para impedir as retrações no primeiro semestre (-0,1%) e em doze meses (-2,3%).
A indústria química sofreu retração em todas as bases comparativas. Em junho sua produção retrocedeu em relação tanto a maio último (-4,3%) pela série sem sazonalidade, quanto ao mesmo mês de 2025 (-3,8%). Dessa maneira, o segundo trimestre registrou recuo de 2,6%, o que concorreu para as retrações quer no primeiro semestre (-2,5%), quer em doze meses (-2,1%).
A fabricação de instrumentos e materiais (I&M) de uso médico e odontológico e artigos óticos logrou as maiores taxas de crescimento da presente faixa de intensidade tecnológica. Comparando meses de junho e segundos trimestres, registrou expansão de 19,9% e de 10,5%, respectivamente. Esse avanço contribuiu para a expansão tanto entre primeiros semestres, 7,9%, quanto em doze meses, 6,8%.
Indústria de transformação de média intensidade tecnológica
A produção física da faixa de média intensidade tecnológica cresceu 1,3% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, contribuindo para que esse segmento lograsse taxas positivas nas comparações entre segundos trimestres, 0,2%, e entre primeiros semestres, também 0,2%. Já, em doze meses, a indústria de média intensidade cresceu 0,8%.
A metalurgia, ramo de maior peso dentro da faixa de média intensidade, logrou expansão de 4,4% na comparação entre meses de junho, bem como de 1,4% frente a maio último pelos dados dessazonalizados. Esse desempenho contribuiu para as taxas positivas no segundo trimestre, 1,6%, e no primeiro semestre, 0,4%. Mas, em doze meses, a metalurgia retrocedeu 0,3%.
A fabricação de produtos de minerais não metálicos apresentou comportamento similar, crescendo na comparação entre meses de junho, 3,7% e na passagem de maio para junho, 0,8% (série dessazonalizada), o que contribui para as taxas positivas no segundo trimestre, 0,8%, e no primeiro semestre, 0,1%. Mas, em doze meses, sua produção diminuiu 0,6%.
A produção de bens diversos (exceto I&M médicos, de ótica e precisão) sofreu retrações de dois dígitos quer no contraponto entre meses de junho (10,1%), quer entre segundos trimestres (-12,8%). Tais quedas concorreram para a redução de 7,0% no primeiro semestre. Ainda assim, em doze meses, apresentou variação positiva, 0,7%, devendo tanto ao segundo semestre de 2025.
A fabricação de produtos de borracha e plásticos cresceu apenas 0,5% na comparação entre meses de junho e sofreu recuo de 2,8% na passagem de maio a junho pelos dados livres de efeitos sazonais. Comparando segundos trimestres de 2026 e de 2025, sua produção aumentou 1,8%, contribuindo para a expansão de 1,1% no primeiro semestre. Em doze meses, o ramo cresceu 1,0%.
A manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos sofreu retração em junho, tanto frente a maio último (-2,4%), quanto em relação a junho do ano anterior (-4,2%). Essa variação concorreu para a retração de 2,1% no segundo trimestre. Em que pese tanto, logrou crescimento no primeiro semestre, de 1,0%, além do melhor desempenho em doze meses dentre os ramos da faixa de média intensidade: 4,4%.
Indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica
As atividades da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica ficaram praticamente estáveis na comparação entre meses de junho, 0,3%. Cresceram no segundo trimestre e no primeiro semestre: 0,9% e 0,6%, respectivamente. Essas variações positivas, no entanto, não foram suficientes para o crescimento em doze meses: retração de 0,6%.
O agrupamento mais expressivo dentre os ramos do segmento de média-baixa, o das indústrias de alimentos, bebidas e de fumo, cresceu 0,5% em junho desse ano em relação a igual mês de 2025. Porém o segundo trimestre foi de produção menor, taxa de -0,3%. Já no primeiro semestre, logrou crescimento de 1,1%, associado, portanto, à performance de janeiro-março. Em doze meses, a produção cresceu até mais, 2,0%, arrefecendo o efeito da produção menor nos demais ramos da indústria de transformação dessa faixa.
A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis aumentou em 0,5% na comparação entre meses de junho, com recuo de 5,9% frente a maio último pela série livre de sazonalidade. O desempenho no segundo trimestre foi mais robusto: expansão de 6,2% frente ao mesmo período de 2025. Essa performance levou ao avanço de 4,3% no primeiro semestre. Todavia, em doze meses, sofreu retração de 2,1%.
A produção das indústrias madeireira, de papel e celulose, gráficas e afins registrou o maior crescimento na comparação entre meses de junho, 3,2%. Porém sua produção caiu nas demais bases comparativas. No segundo trimestre e no primeiro semestre, caiu 1,0% e 2,3%, respectivamente. O desempenho no acumulado do ano concorreu para a queda de 1,9% em doze meses.
Os demais ramos do segmento de média-baixa intensidade tecnológica registraram queda nas bases de comparação em foco. O conjunto das indústrias de têxteis, artigos de vestuário, couro e calçados retrocedeu 3,8% em junho. No segundo trimestre e no primeiro semestre, as retrações foram ainda maiores: taxas de -4,5% e de -5,0%, respectivamente. Esse declínio concorreu para o declínio de 2,7% em doze meses.
A fabricação de produtos de metal (exceto armas, munições e equipamentos bélicos) teve retração de 0,8% em junho. E apresentou quedas maiores nas demais bases comparativas: no segundo trimestre, queda de 3,2%; no acumulado do ano, recuo de 3,6%; em doze meses, diminuição de 4,9%.















