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                          Carta IEDI

                          Edição 1377
                          Publicado em: 21/09/2026

                          De volta ao azul: reação da indústria de média-alta tecnologia no 2º trim/26

                          Sumário

                          No 2º trim/26, a produção da indústria de transformação voltou ao positivo depois de quatro resultados adversos na comparação interanual. A alta, entretanto, não chegou a ser expressiva: +0,7%, equivalente à metade do resultado da indústria geral que, devido ao ramo extrativo, conseguiu crescer +1,5%.

                          A Carta IEDI de hoje analisa este retorno ao positivo da indústria de transformação segundo a intensidade tecnológica de seus ramos. O acompanhamento do IEDI segue metodologia divulgada pela OCDE, que agrupa esta parcela da indústria em quatro faixas: alta, média-alta, média e média-baixa tecnologia.

                          Quem mais progrediu no trimestre em tela foi a indústria de média-alta intensidade tecnológica. Não só foi quem mais cresceu no período ao registrar +1,1% ante o 2º trim/25, como interrompeu uma sequência de três trimestres seguidos sem expansão.

                          Muito disso deveu-se ao ramo de veículos automobilísticos, que apontou aceleração ao passar de +2,2% em jan-mar/26 para +8,2% em abr-jun/26. Ramos importantes neste grupo, como máquinas e equipamentos (-6,3%) e produtos químicos (-2,6%), que representam pouco mais da metade da indústria de média-alta, seguiram no vermelho.

                          Em segundo lugar, cabe mencionar a indústria de média-baixa, cujo ritmo de crescimento acelerou de +0,3% para +0,9% do 1º para o 2º trimestre do ano. Ainda é pouco, mas contribui bastante para o resultado geral, já que 54% da indústria de transformação está alocada neste grupo.

                          Esta melhora, porém, foi bastante concentrada, compreendendo somente o ramo de derivados de petróleo e biocombustíveis (+6,2% ante o 2º trim/25), influenciado pelos conflitos no Irã. Todos os demais componentes de média-baixa registraram queda, inclusive alimentos, bebidas e fumo (-0,3%).

                          A indústria de média tecnologia, a seu turno, seguiu muito próxima da estabilidade: +0,3% no 1º trim/26 e +0,2% no 2º trim/26, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve queda em manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-2,1%), chegando a ser profunda em bens diversos (-12,8%). Ramos importantes como metalurgia e minerais não metálicos aumentaram produção, mas após alguns trimestres de declínio.

                          Por fim, a indústria de alta tecnologia, que vinha se saindo bem, apresentou uma inflexão, com queda de -1,9% em sua produção no 2º trim/26. Na origem disso, esteve o complexo eletrônico, cujo recuo chegou a -7,9%, devido a informática, equipamentos de rádio, TV e comunicação. Esta é uma parcela da indústria sensível ao patamar elevado de juros e ao quadro de endividamento das famílias brasileiras.

                          No acumulado do primeiro semestre do ano, o resultado geral da indústria de transformação, de apenas +0,4%, ainda é puxado pela expansão dos grupos de alta (+1,4%) e média-baixa (+0,6%) tecnologia. As indústrias de média-alta e de média intensidade ficaram virtualmente estagnada, com variações de -0,2% e +0,2%, respectivamente.

                          Um panorama da indústria geral e da indústria de transformação

                          No primeiro semestre de 2026, a produção física da indústria geral, formada pela extração mineral e pela indústria de transformação, cresceu 1,5% em relação ao mesmo acumulado de 2025. Contrapondo junho e maio último (dados dessazonalizados), houve queda de 1,8%, mas na comparação entre meses de junho de 2026 e do ano anterior, logrou expansão de 1,7%. Esse último resultado contribuiu para que a indústria geral crescesse 1,5% na comparação entre segundos trimestres. Em doze meses, a indústria geral cresceu, embora com menos força, 0,7%.

                          A indústria de transformação, seção de maior peso da indústria geral, segurou a performance da indústria geral, com incremento de 0,4% no primeiro semestre. Na passagem de maio para junho último, pela série dessazonalizada, a indústria de transformação sofreu retração de 1,8%. Confrontando meses de junho cresceu 1,0%, contribuindo para a taxa positiva de 0,7% na comparação entre segundos trimestres. Apesar dessas variações, em doze meses, a indústria de transformação recuou 0,5% em doze meses.

                          Quanto à indústria extrativa, liderou o crescimento da indústria geral, com avanço de 7,4% no primeiro semestre. O mês de junho registrou retração de 0,6 em relação a maio (dados livre de sazonalidade), porém com expansão de 5,2% frente ao sexto mês de 2025. Na comparação entre segundos trimestres, sua produção aumentou 6,2%. Em doze meses, a extração mineral cresceu 6,9%, contando com o citado bom desempenho do primeiro semestre. Ou seja, a indústria extrativa puxou o desempenho da indústria geral em doze meses, no segundo trimestre e em junho.

                           

                           

                          A indústria geral por intensidade tecnológica

                          O IEDI tem utilizado a versão da classificação das atividades econômicas por intensidade tecnológica publicada pela OCDE em 2016, descrita na próxima tabulação. Nela são definidas cinco faixas de intensidade: alta, média-alta, média, média-baixa e baixa. Conforme a mesma, nenhum dos ramos cobertos pela PIM-PF faz parte da faixa de baixa intensidade tecnológica. Assim todos os ramos da indústria de transformação estão distribuídos nas faixas de alta, média-alta, média e média-baixa intensidade tecnológica, enquanto toda a extração mineral está na de média-baixa.

                           

                          Adicionalmente, o IBGE revisou a PIM-PF a partir dos dados de janeiro de 2023 divulgados dois meses depois. Desse modo, as séries constantes da PIM-PF foram revistas para trás, sendo que, de janeiro de 2022 (ano-base, igual a 100) em diante, passou a seguir a atualização da estrutura de ponderação refeita pelos pesos do valor da transformação industrial (VTI) na industrial geral e em cada divisão (indústria extrativa e indústria de transformação) segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2019, ano de referência. O período anterior passou por procedimento de encadeamento entre a série mais recente e a anterior.

                          O gráfico a seguir explicita os patamares de produção em números-índices. Dos quatro segmentos da indústria geral por intensidade tecnológica, apenas a faixa de média-alta intensidade sofreu retração no primeiro semestre, a despeito da reação em abr-jun/26. 

                          Entretanto mesmo segmentos da indústria de transformação que cresceram nessa base de comparação produziram menos do que em períodos equivalentes de anos entre 2012 e 2015. Ademais, as faixas de alta e de média-alta intensidade produziram abaixo do patamar de produção pré-pandemia, do primeiro semestre de 2019.

                           

                          A próxima tabela, a seu turno, expõe as variações da produção física da indústria geral por intensidade tecnológica obtidas para junho, com foco nas comparações entre mês, segundo trimestre e primeiro semestre (acumulado do ano até junho) e seus equivalentes de 2025, bem como entre os doze meses terminados em junho e os doze meses anteriores.

                           

                          A indústria de transformação de alta intensidade tecnológica, embora tenha crescido 1,4% no primeiro semestre, foi a única faixa a sofrer retração nas comparações entre meses de junho (-6,3%) e segundos trimestres (-1,9%). Apesar de tanto, foi o segmento por intensidade tecnológica que mais cresceu em doze meses: 1,7%. 

                          As retrações da alta tecnologia em junho e no segundo trimestre foram puxadas pelo complexo eletrônico, cuja produção também recuou nas demais bases comparativas. A indústria farmacêutica, ao contrário, logrou avanço em todas, liderando o crescimento da faixa no acumulado do ano e em doze meses. Nas comparações entre meses de junho entre primeiros semestres, a produção de aviões cresceu, enquanto a de partes e peças para aviões declinou.

                          A produção da indústria de transformação de média-alta logrou a maior taxa de crescimento em junho, 4,2%, puxando o resultado de 1,1% no segundo trimestre. Mas não impediu as taxas negativas no primeiro semestre e em doze meses, quedas de -0,2% e de -1,1%, respectivamente. 

                          Em junho e no segundo trimestre, a expansão da média-alta ocorreu com protagonismo da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, por seu peso e taxas elevadas, e pela produção de instrumentos e materiais de uso médico, odontológico e artigos óticos, com as maiores taxas. Lograram taxas positivas também no primeiro semestre e em doze meses. 

                          A fabricação de máquinas e materiais elétricas cresceu em junho e no segundo trimestre. A fabricação de máquinas e equipamentos não especificados noutras atividades e a indústria química, por sua vez, sofreram retração nas quatro bases comparativas em foco, puxando as quedas da faixa de média-alta intensidade tecnológica no acumulado do ano e em doze meses.

                          A indústria de média intensidade também cresceu nas quatro bases de comparação em foco. Contrapondo meses de junho, cresceu 1,3%, propiciando taxa positiva no segundo trimestre: 0,2%. No primeiro semestre, a variação também foi de 0,2%. Em doze meses, sua produção aumentou 0,8%. 

                          Seu ramo mais expressivo, a metalurgia, contribuiu para tais números em junho, no segundo trimestre e no primeiro semestre, porém, em doze meses, registrou taxa negativa. Comportamento similar teve a fabricação de produtos de minerais não metálicos. A atividade de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos de borracha e de materiais plásticos lograram expansão nas quatro bases comparativas. Já a produção de bens diversos sofreu retração em todas.

                          A faixa de média-baixa intensidade cresceu 1,6% em junho e 2,3% tanto no segundo trimestres quanto no primeiro semestre. O resultado semestral contribuiu para o incremento de 1,2% em doze meses. A extração mineral liderou tais avanços. Já o conjunto de ramos da indústria de transformação dessa faixa de intensidade tecnológica logrou taxas positivas em junho, 0,3%, no segundo trimestre, 0,9%, e em doze meses, 0,6%. Porém, em doze meses, retrocedeu 0,6%. 

                          A indústria de alimentos, bebidas e fumo, principal ramo de média-baixa, só sofreu retração na comparação entre segundos trimestres, crescendo nas demais, inclusive puxando o resultado em doze meses da faixa como um todo. A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu até bem no segundo trimestre e no primeiro semestre, mas sem impedir o recuo em doze meses. 

                          A fabricação de produtos madeireiros, móveis, papel, celulose e afins ampliou sua produção em junho, mas sofreu retração nas outras comparações. Já o conjunto das indústrias têxtil, de artigos de vestuário, de couros e calçados, bem como a fabricação de produtos de metal produziram menos nas quatro comparações em pauta.

                           

                           

                          Indústria de transformação de alta intensidade tecnológica

                          Em junho de 2026, a produção da faixa de alta intensidade tecnológica retrocedeu 6,3% frente a igual mês do ano passado, puxando a queda de 1,9% no segundo trimestre. Tais recuos arrefeceram o desempenho do segmento no primeiro semestre, quando cresceu 1,4%. Conforme o IBGE, nas comparações entre meses de junho entre primeiros semestres, a produção de aviões cresceu, enquanto a de partes e peças para aviões declinou. Em doze meses, o segmento de alta intensidade cresceu até mais, 1,7%.

                          A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos tanto mitigou as quedas, quanto liderou os avanços mencionados. Nos confrontos entre meses de junho e entre segundos trimestres, sua produção aumentou 1,4% e 5,6%, respectivamente, mesmo registrando queda de 11,0% na passagem de maio para junho (série dessazonalizada) Já no primeiro semestre, seu crescimento foi de 9,7%, contribuindo para o avanço de 9,3% em doze meses.

                           

                          Quanto ao complexo eletrônico, em junho, sua produção retrocedeu 8,9% frente a maio (série livre de sazonalidade) e retrocedeu 14,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Desse modo, a comparação entre segundos trimestres de 2026 e de 2025 registrou queda de 7,9%. Tais números foram conducentes aos declínios no acumulado do ano (5,1%) e em doze meses (4,8%).

                          Dentro do complexo, a produção de equipamentos de áudio, vídeo, de comunicação e componentes eletrônicos, muitos dos quais usados noutras atividades, apresentou o maior recuo na comparação entre meses de junho, queda de 19,3%. Daí sua produção ter diminuído 9,8% no segundo trimestre e 5,4% no primeiro trimestre. Dessa maneira, esse ramo do complexo eletrônico sofreu retração de 4,8% em doze meses.

                          No tocante à fabricação de material de escritório e informática, também registrou queda de dois dígitos no contraponto entre meses de junho (-13,9%) e recuo de 9,8% no segundo trimestre. Ademais, registrou as maiores retrações no primeiro semestre e em doze meses, recuos de 7,8% e 8,5%, respectivamente. 

                          Quanto à fabricação de equipamentos médico-hospitalares, de ótica e precisão, logrou expansão de 11,7% na comparação entre meses junho, contribuindo para o incremento de 3,9% no segundo trimestre. Contudo, sua produção observou taxa negativa quer no acumulado do ano (-0,4%), quer em doze meses (-0,2%).

                            

                          Indústria de transformação de média-alta intensidade tecnológica

                          O faixa de média-alta intensidade tecnológica avançou 4,2% na comparação entre meses de junho, a maior expansão dentre os segmentos de intensidade tecnológica. Contribuiu, assim, para o incremento de 1,1% no segundo trimestre. Todavia, não impediu as variações negativas no acumulado do ano (-0,2%) e em doze meses (-1,1%).

                           

                          A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, até pelo seu peso, foi o destaque positivo nas comparações entre meses de junho, 16,5%; segundos trimestres, 8,2%; e primeiros semestres, 5,3%. Isso mesmo com o recuo de 0,4% na passagem de maior para junho (dados livre de sazonalidade). Em doze meses, sua produção ficou praticamente estável, 0,2%.

                          Os dois ramos mais associados à indústria de bens de capital, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e fabricação de máquinas e máquinas e equipamentos (M&E), tiveram em comum as retrações no acumulado do ano e em doze meses. Começando pela fabricação de M&E, em junho, sua produção diminuiu 1,6% em relação ao mesmo mês de 2025, mesmo tendo crescido 0,6% frente a maio último pela série dessazonalizada. Nas comparações entre segundos trimestres e primeiros semestres, sofreu retração de 6,3% e de 7,6%, respectivamente, concorrendo para o recuo de 3,0% em doze meses. 

                          A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceu bem na comparação entre meses de junho, 7,6%, com incremento de 0,2% na passagem de maio para junho (dados livres de sazonalidade). A performance de junho contribuiu para a expansão de 2,4% no segundo trimestre. Porém foi insuficiente para impedir as retrações no primeiro semestre (-0,1%) e em doze meses (-2,3%).

                          A indústria química sofreu retração em todas as bases comparativas. Em junho sua produção retrocedeu em relação tanto a maio último (-4,3%) pela série sem sazonalidade, quanto ao mesmo mês de 2025 (-3,8%). Dessa maneira, o segundo trimestre registrou recuo de 2,6%, o que concorreu para as retrações quer no primeiro semestre (-2,5%), quer em doze meses (-2,1%).

                          A fabricação de instrumentos e materiais (I&M) de uso médico e odontológico e artigos óticos logrou as maiores taxas de crescimento da presente faixa de intensidade tecnológica. Comparando meses de junho e segundos trimestres, registrou expansão de 19,9% e de 10,5%, respectivamente. Esse avanço contribuiu para a expansão tanto entre primeiros semestres, 7,9%, quanto em doze meses, 6,8%.

                           

                          Indústria de transformação de média intensidade tecnológica

                          A produção física da faixa de média intensidade tecnológica cresceu 1,3% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, contribuindo para que esse segmento lograsse taxas positivas nas comparações entre segundos trimestres, 0,2%, e entre primeiros semestres, também 0,2%. Já, em doze meses, a indústria de média intensidade cresceu 0,8%.

                           

                          A metalurgia, ramo de maior peso dentro da faixa de média intensidade, logrou expansão de 4,4% na comparação entre meses de junho, bem como de 1,4% frente a maio último pelos dados dessazonalizados. Esse desempenho contribuiu para as taxas positivas no segundo trimestre, 1,6%, e no primeiro semestre, 0,4%. Mas, em doze meses, a metalurgia retrocedeu 0,3%. 

                          A fabricação de produtos de minerais não metálicos apresentou comportamento similar, crescendo na comparação entre meses de junho, 3,7% e na passagem de maio para junho, 0,8% (série dessazonalizada), o que contribui para as taxas positivas no segundo trimestre, 0,8%, e no primeiro semestre, 0,1%. Mas, em doze meses, sua produção diminuiu 0,6%.

                          A produção de bens diversos (exceto I&M médicos, de ótica e precisão) sofreu retrações de dois dígitos quer no contraponto entre meses de junho (10,1%), quer entre segundos trimestres (-12,8%). Tais quedas concorreram para a redução de 7,0% no primeiro semestre. Ainda assim, em doze meses, apresentou variação positiva, 0,7%, devendo tanto ao segundo semestre de 2025.

                          A fabricação de produtos de borracha e plásticos cresceu apenas 0,5% na comparação entre meses de junho e sofreu recuo de 2,8% na passagem de maio a junho pelos dados livres de efeitos sazonais. Comparando segundos trimestres de 2026 e de 2025, sua produção aumentou 1,8%, contribuindo para a expansão de 1,1% no primeiro semestre. Em doze meses, o ramo cresceu 1,0%.

                          A manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos sofreu retração em junho, tanto frente a maio último (-2,4%), quanto em relação a junho do ano anterior (-4,2%). Essa variação concorreu para a retração de 2,1% no segundo trimestre. Em que pese tanto, logrou crescimento no primeiro semestre, de 1,0%, além do melhor desempenho em doze meses dentre os ramos da faixa de média intensidade: 4,4%.

                           

                          Indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica

                          As atividades da indústria de transformação de média-baixa intensidade tecnológica ficaram praticamente estáveis na comparação entre meses de junho, 0,3%. Cresceram no segundo trimestre e no primeiro semestre: 0,9% e 0,6%, respectivamente. Essas variações positivas, no entanto, não foram suficientes para o crescimento em doze meses: retração de 0,6%.

                           

                          O agrupamento mais expressivo dentre os ramos do segmento de média-baixa, o das indústrias de alimentos, bebidas e de fumo, cresceu 0,5% em junho desse ano em relação a igual mês de 2025. Porém o segundo trimestre foi de produção menor, taxa de -0,3%. Já no primeiro semestre, logrou crescimento de 1,1%, associado, portanto, à performance de janeiro-março. Em doze meses, a produção cresceu até mais, 2,0%, arrefecendo o efeito da produção menor nos demais ramos da indústria de transformação dessa faixa.

                          A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis aumentou em 0,5% na comparação entre meses de junho, com recuo de 5,9% frente a maio último pela série livre de sazonalidade. O desempenho no segundo trimestre foi mais robusto: expansão de 6,2% frente ao mesmo período de 2025. Essa performance levou ao avanço de 4,3% no primeiro semestre. Todavia, em doze meses, sofreu retração de 2,1%.

                          A produção das indústrias madeireira, de papel e celulose, gráficas e afins registrou o maior crescimento na comparação entre meses de junho, 3,2%. Porém sua produção caiu nas demais bases comparativas. No segundo trimestre e no primeiro semestre, caiu 1,0% e 2,3%, respectivamente. O desempenho no acumulado do ano concorreu para a queda de 1,9% em doze meses.

                          Os demais ramos do segmento de média-baixa intensidade tecnológica registraram queda nas bases de comparação em foco. O conjunto das indústrias de têxteis, artigos de vestuário, couro e calçados retrocedeu 3,8% em junho. No segundo trimestre e no primeiro semestre, as retrações foram ainda maiores: taxas de -4,5% e de -5,0%, respectivamente. Esse declínio concorreu para o declínio de 2,7% em doze meses. 

                          A fabricação de produtos de metal (exceto armas, munições e equipamentos bélicos) teve retração de 0,8% em junho. E apresentou quedas maiores nas demais bases comparativas: no segundo trimestre, queda de 3,2%; no acumulado do ano, recuo de 3,6%; em doze meses, diminuição de 4,9%.

                           

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                          Indicadores de emprego e rendimento indicam um mercado de trabalho tensionado, com implicações desafiadoras para a competitividade da produção nacional.

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                          Carta IEDI n. 1373 - Exportações industriais pós pandemia: recuperação da alta e avanço da média-baixa intensidade tecnológica
                          Publicado em: 21/08/2026

                          Ainda que em ritmo insuficiente para reduzir o déficit, as nossas exportações de bens industriais aceleraram em jan-jun/26, com base em bens de média-baixa tecnologia e reação da alta, cujos embarques retomaram patamares pré-pandemia.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1372 - A composição do dinamismo industrial no 1º semestre de 2026
                          Publicado em: 14/08/2026

                          Ao longo desses últimos seis meses, os resultados desfavoráveis têm sido mais frequentes na indústria de transformação, que incluem atividades vulneráveis às taxas de juros.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1371 - Fatores condicionantes de uma abordagem pragmática da política industrial
                          Publicado em: 07/08/2026

                          Banco Mundial admite políticas industriais na promoção do desenvolvimento, identificando fatores condicionantes para o emprego de diferentes instrumentos e para sua eficácia.

                          Carta IEDI
                          Carta IEDI n. 1370 - Divergência nas indústrias extrativa e de transformação em 2026
                          Publicado em: 27/07/2026

                          A produção industrial do país apresenta certa resiliência em 2026, mas a composição de seu desempenho mudou bastante, com os juros elevados restringindo a indústria de transformação.

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                          Carta IEDI n. 1369 - Reação da indústria mundial e a posição do Brasil no ranking do 1º trim/26
                          Publicado em: 23/07/2026

                          Reação da indústria de transformação mundial no 1º trim/26, com perfil disseminado entre as regiões, sendo Europa e América Latinas as exceções.

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                          Carta IEDI n. 1368 - Cadeias Globais de Valor: características da inserção brasileira
                          Publicado em: 20/07/2026

                          Esta Carta IEDI analisa a evolução mundial e a posição do Brasil no comércio internacional por valor adicionado, a partir de indicadores tradicionais de integração nas cadeias globais de valor.

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                          Carta IEDI n. 1367 - A indústria no 1º trim/26: no ritmo dos setores de média-baixa tecnologia
                          Publicado em: 26/06/2026

                          Embora não tenha crescido no 1º trim/26, ao menos a indústria de transformação se estabilizou e muito disso deveu-se ao desempenho do grupo de média-baixa tecnologia.

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