Economia e Indústria
A indústria em 2026 segue sujeita a um grande obstáculo interno decorrente do nível de juros e do endividamento de empresas e famílias, mas também a dificuldades externas com o levante de medidas protecionistas e tensões geopolíticas.
O documento Brasil 2040 traz recomendações para que o país migre para um modelo de crescimento baseado no investimento e na produtividade, retomando assim uma trajetória superior de desenvolvimento socioeconômico.
A indústria de transformação voltou a registrar crescimento no 2º trim/26, graças sobretudo à melhora da indústria de média-alta intensidade tecnológica.
O IEDI analisou os balanços de mais de 300 grandes empresas não financeiras de capital aberto, comparando os resultados de 2025 com os anos imediatamente anteriores e o com o quadro pré-pandemia (2019).
Mesmo sucedendo dois meses consecutivos de declínio, a indústria pouco reagiu na entrada da segunda metade do ano.
No 2º trim/26, componentes da demanda interna condicionaram a desaceleração do PIB brasileiro, muito embora a demanda externa tenha contribuído negativamente mais uma vez.
Indicadores de emprego e rendimento indicam um mercado de trabalho tensionado, com implicações desafiadoras para a competitividade da produção nacional.
Ainda que em ritmo insuficiente para reduzir o déficit, as nossas exportações de bens industriais aceleraram em jan-jun/26, com base em bens de média-baixa tecnologia e reação da alta, cujos embarques retomaram patamares pré-pandemia.
A indústria brasileira encerrou o primeiro semestre registrando seu pior resultado em 2026 até o momento na comparação com ajuste sazonal.
Reação da indústria de transformação mundial no 1º trim/26, com perfil disseminado entre as regiões, sendo Europa e América Latinas as exceções.
Este Estudo do IEDI analisa a evolução mundial e a posição do Brasil no comércio internacional por valor adicionado, a partir de indicadores tradicionais de integração nas cadeias globais de valor.
Em seu agregado, a indústria até sugere alguma resiliência em 2026, mas a composição de seu desempenho mudou bastante, evidenciando o peso da conjuntura de juros elevados.
Embora não tenha crescido no 1º trim/26, ao menos a indústria de transformação se estabilizou e muito disso deveu-se ao desempenho do grupo de média-baixa tecnologia.
A trajetória da política industrial e de inovação nos EUA, de Obama a Trump II, conta com muitas continuidades, embora existam mudanças importantes de foco e de instrumentos.
Estudo realizado por Manoel Pires e Bráulio Borges indica ações de ajustamento fiscal, de modo a constituirmos um sistema fiscal mais eficiente, capaz de financiar políticas públicas de forma sustentável e de construir maior resiliência econômica para o país.
Em abr/26, a indústria cresceu, mas o impulso foi bastante concentrado em uma pequena fração do setor, indicando mais uma vez um quadro de frágil dinamismo.
O PIB brasileiro teve forte aceleração na entrada de 2026, alavancado por políticas econômicas anticíclicas, que deram robustez sobretudo ao consumo das famílias.
Evento realizado em parceria do IEDI com o Cindes - Centro de Estudos em Integração e Desenvolvimento que tratou de implicações para o Brasil do Acordo Mercosul – União Europeia.
Estudo do IEDI sobre a desconcentração geográfica da indústria brasileira que procurou identificar para onde as fábricas se deslocaram nas últimas décadas.
No 1º trim/2026, o aumento do déficit da indústria de transformação foi amortecido pelo desempenho favorável das exportações de bens de alta intensidade tecnológica.
