Economia e Indústria
Mesmo sucedendo dois meses consecutivos de declínio, a indústria pouco reagiu na entrada da segunda metade do ano.
No 2º trim/26, componentes da demanda interna condicionaram a desaceleração do PIB brasileiro, muito embora a demanda externa tenha contribuído negativamente mais uma vez.
Indicadores de emprego e rendimento indicam um mercado de trabalho tensionado, com implicações desafiadoras para a competitividade da produção nacional.
Ainda que em ritmo insuficiente para reduzir o déficit, as nossas exportações de bens industriais aceleraram em jan-jun/26, com base em bens de média-baixa tecnologia e reação da alta, cujos embarques retomaram patamares pré-pandemia.
A indústria brasileira encerrou o primeiro semestre registrando seu pior resultado em 2026 até o momento na comparação com ajuste sazonal.
Reação da indústria de transformação mundial no 1º trim/26, com perfil disseminado entre as regiões, sendo Europa e América Latinas as exceções.
Este Estudo do IEDI analisa a evolução mundial e a posição do Brasil no comércio internacional por valor adicionado, a partir de indicadores tradicionais de integração nas cadeias globais de valor.
Em seu agregado, a indústria até sugere alguma resiliência em 2026, mas a composição de seu desempenho mudou bastante, evidenciando o peso da conjuntura de juros elevados.
Embora não tenha crescido no 1º trim/26, ao menos a indústria de transformação se estabilizou e muito disso deveu-se ao desempenho do grupo de média-baixa tecnologia.
A trajetória da política industrial e de inovação nos EUA, de Obama a Trump II, conta com muitas continuidades, embora existam mudanças importantes de foco e de instrumentos.
Em abr/26, a indústria cresceu, mas o impulso foi bastante concentrado em uma pequena fração do setor, indicando mais uma vez um quadro de frágil dinamismo.
Estudo realizado por Manoel Pires e Bráulio Borges indica ações de ajustamento fiscal, de modo a constituirmos um sistema fiscal mais eficiente, capaz de financiar políticas públicas de forma sustentável e de construir maior resiliência econômica para o país.
O PIB brasileiro teve forte aceleração na entrada de 2026, alavancado por políticas econômicas anticíclicas, que deram robustez sobretudo ao consumo das famílias.
Estudo do IEDI sobre a desconcentração geográfica da indústria brasileira que procurou identificar para onde as fábricas se deslocaram nas últimas décadas.
No 1º trim/2026, o aumento do déficit da indústria de transformação foi amortecido pelo desempenho favorável das exportações de bens de alta intensidade tecnológica.
O 15º Plano Quinquenal da China coloca a modernização industrial, inovação e autossuficiência tecnológica como espinha dorsal da economia, da segurança nacional e da competitividade externa.
Evento realizado em parceria do IEDI com o Cindes, que tratou das relações entre comércio e clima no Brasil com a realização de dois painéis de debates: "Resultados da COP-30: o comércio nas negociações climáticas" e "Os desdobramentos para o Brasil na visão dos stakeholders".
Com a desaceleração da indústria brasileira provocada pela alta dos juros e relativa resiliência do setor no mundo, recuamos consideravelmente no ranking global das indústrias mais dinâmicas em 2025.
A indústria voltou a ampliar produção no segundo mês do ano, mas perdeu ímpeto em comparação com jan/26, e caiu na comparação com o ano passado.
A Lei de Aceleração Industrial da União Europeia, divulgada em março, dá musculatura à política industrial europeia, reforçando o vínculo entre a indústria e as ações de descarbonização e o apoio à inovação.
