Destaque IEDI
Em março deste ano, com o Industrial Accelerator Act (IAA), a União Europeia reforçou a musculatura de sua estratégia industrial.
Em 2025, as condições de financiamento do setor privado no Brasil se deterioraram na esteira da elevação das taxas de juros e o financiamento das empresas foi quem mais desacelerou.
O ano teve início com expansão da indústria brasileira. A alta de jan/26 chegou a +1,8% já descontados os efeitos sazonais, o que não é desprezível para o padrão recente.
O dinamismo industrial brasileiro, que havia ganhado tração em 2024, não resistiu ao quadro de elevadas taxas de juros de 2025 e voltou a se retrair.
Os dados do IBGE desta manhã confirmam o quadro de desaceleração econômica do país: estagnação do consumo das famílias e recuo expressivo dos investimentos travaram o PIB no 4º trim/25 e aprofundaram as perdas da indústria, notadamente na construção e na indústria de transformação.
A assimetria da balança comercial brasileira continuou se agravando em 2025, com a ampliação do superávit em bens e serviços de menor intensidade tecnológica e aprofundamento do déficit de itens mais tecnológicos.
A indústria importa para o progresso dos países e ocupa um papel central na busca atual por sustentabilidade socioambiental, ao explorar economias de escala, criar encadeamentos produtivos, gerar oportunidades de empregos melhores e promover difusão tecnológica.
Em 2025, a produção da indústria brasileira cresceu +0,6%, segundo os dados de hoje do IBGE.
A indústria manufatureira mundial deu mais uma prova de resiliência no 3º trim/25, segundo os últimos dados da UNIDO.
Em estudo recente, a OCDE defende que políticas industriais e de inovação devem se tornar ecossistêmicas.
O desempenho da indústria brasileira mudou de direção em 2025, interrompendo a aceleração verificada ao longo de 2024.
Após passar a maior parte de 2024 com resultados trimestrais acima de +3%, a indústria brasileira perdeu fôlego e registrou variação de apenas +0,5% no 3º trim/25.
No Brasil, assim como na América Latina como um todo, a produtividade cresce muito pouco e é bastante heterogênea.
Os últimos dados do IBGE indicam que o crescimento do PIB brasileiro continuou desacelerando no 3º trim/25. Desta vez, o consumo das famílias ficou praticamente estagnado, ensejando nova perda de ritmo nos serviços.
No 3º trim/25, sob efeito das tarifas de importação impostas pelo governo Trump, as exportações da indústria brasileira para os EUA caíram -14,5%. Foi a perda mais intensa desde a pandemia na comparação interanual.
O resultado dos dez primeiros meses do ano indica um nível de atividade industrial de apenas ¼ do que era em igual acumulado em 2024.
A insuficiência da nossa infraestrutura compromete a competitividade e atrasa o progresso do país. O problema não é novo, mas as deficiências na área podem aumentar frente às mudanças do comércio mundial, à transição climática e às transformações tecnológicas.
As sucessivas revisões de cenário do FMI indicam certa acomodação, mas o crescimento do PIB global seguirá mais fraco do que a média pré-pandemia.
A pesquisa divulgada hoje pelo IBGE mostra que a produção industrial brasileira voltou a se contrair em set/25, depois do avanço registrado no mês anterior.
Em 2025, a perda de fôlego industrial do Brasil tem feito o país rapidamente perder posições no ranking, construído pelo IEDI, com os parques industriais mais dinâmicos do mundo.
