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                          IEDI na Imprensa - Venda de valor agregado mais alto para EUA amplia perdas com tarifaço

                          Publicado em: 23/07/2025

                          Valor Econômico

                          Exportações para Estados Unidos se concentram em produtos industrializados

                          Lucianne Carneiro

                          Um dos custos do tarifaço dos Estados Unidos para a economia brasileira é o fato de as exportações para o mercado americano terem participação mais ampla de produtos de maior valor agregado do que a média das vendas externas do país para o mundo. Esse diagnóstico pode ser observado por diferentes classificações internacionais de atividades econômicas usadas para acompanhar o perfil das relações comerciais entre os países.

                          O perfil de vendas com maior proporção de itens mais complexos no intercâmbio com os Estados Unidos torna ainda mais intensas as perdas do Brasil com a sobretaxa nas vendas ao mercado americano, dizem especialistas. Alertam também que a medida pode até acentuar a tendência de desindustrialização em curso pela indústria brasileira nos últimos anos.

                          Os dados de comércio exterior para o primeiro semestre de 2025 confirmam o perfil mais concentrado na indústria de transformação nas vendas para os EUA. Das vendas para os Estados Unidos no período, 80,2% foram da indústria de transformação, enquanto na média das exportações brasileiras o percentual é de 53,6%, segundo dados do Comex Stat, sistema de estatísticas do comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

                          Os 10 principais entre 277 itens vendidos aos EUA em 2024 responderam por 42% dos negócios

                          A proporção da indústria extrativa é menor nas vendas para os Estados Unidos (13,2%) em relação ao mundo (23,7%). A tendência é observada também no caso da agropecuária (6,7% e 22,6%, respectivamente).

                          No conjunto das indústrias de transformação estão incluídos tanto itens cuja produção exige maior complexidade quanto produtos em estágio inicial de processamento - como sucos de laranja processado e aço semiacabado.

                          O coordenador de estudos em comércio internacional do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernando Ribeiro, afirma que esse deslocamento entre as exportações para os Estados Unidos e para o mundo está ligado principalmente aos produtos agrícolas e ao minério de ferro: “Nas nossas exportações para o mundo, tem dois grupos de produtos que pesam muito, mas não são relevantes para os Estados Unidos, que são as commodities agrícolas, como soja e milho, e o minério de ferro. A exceção é o café, que também vai os EUA”, afirma.

                          Apesar disso, Ribeiro, também professor do curso de Relações Internacionais da PUC-Rio, vê uma pauta “commoditizada” - com parcela elevada de commodities - no comércio do Brasil com os Estados Unidos.

                          O petróleo se destaca nas commodities do Brasil que chegam ao mercado americano. Na indústria de transformação, lembra Ribeiro, há produtos com maior complexidade, como aviões e máquinas, mas também carnes e celulose.

                          “Tem os aviões, que esses sim fazem uma baita diferença, é um produto de alto nível tecnológico. Mas tem muito produto que era classificado como semimanufaturado e entra como indústria de transformação. E essa pauta é muito mais concentrada hoje do que foi no passado”, diz.

                          Indústria detém 80,2% da venda aos Estados Unidos contra 53,6% na média geral do país

                          Estatísticas mais desagregadas ajudam a dar um panorama mais detalhado dessa realidade. O sistema harmonizado (SH) é uma das classificações usadas no comércio exterior e tem diferentes subdivisões. O capítulo é a divisão mais ampla e reúne mercadorias por sua natureza ou função. São 99 capítulos ao todo: quanto maior o número, maior é a complexidade daquele grupo de produtos. As estatísticas de comércio exterior mostram que números maiores aparecem com mais frequência na pauta de exportações para os Estados Unidos que nas vendas para o mundo.

                          O ranking dos capítulos também sinaliza esse perfil com valor mais agregado no comércio com os EUA. O grupo dos dez maiores, que reúne combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação; matérias betuminosas; e ceras minerais, lidera nos dois casos (com parcelas de exportação na faixa dos 16%).

                          O capítulo sementes e frutos oleaginosos; grãos, sementes e frutos diversos; plantas industriais ou medicinais; palhas e forragens - no qual aparecem commodities agrícolas - é o segundo com maior proporção nas vendas para o mundo (15,6%), mas nem aparece entre as dez primeiras posições nas vendas para os Estados Unidos.

                          Nessa balança Brasil-EUA, o segundo grupo mais representativo é o de ferro fundido, ferro e aço (15,2% do total), que se enquadra na indústria de transformação.

                          A divisão de reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes, é a terceira mais bem posicionada nas vendas para os Estados Unidos, com fatia de 8%, mais que o dobro da que ocupa nas exportações mundiais (3,6%). Máquinas, aparelhos e materiais elétricos aparecem na sétima colocação (4%) entre os produtos exportados para os Estados Unidos, mas ficam de fora da lista dos dez mais.

                          O Sistema Harmonizado tem novos desdobramentos e esmiuça ainda mais a pauta de exportações. Na divisão por produtos (ou subposições, pela nomenclatura técnica do SH), aparecem produtos semimanufaturados de ferro ou aços; carnes de bovino e pasta química de madeira.

                          Diante do perfil de exportações com maior valor agregado e menor parcela de produtos primários, o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) Yi Shin Tang avalia que há risco de maiores perdas com o tarifaço.

                          “Tem volume grande de exportações e com mais indústrias de valor agregado. Nesse sentido, sentem mais essas medidas [do que as tarifas fossem impostas por outros países]. O que dá para afirmar também é que este é um fator que pode contribuir para a desindustrialização.”

                          O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) publicou há poucos dias, após o anúncio do tarifaço, um estudo com análise sobre a exportação de bens manufaturados.

                          O texto chama a atenção para a diferença frente à indústria de transformação: “Bens manufaturados excluem muitos dos produtos de início de cadeia, decorrentes do processamento industrial de bens primários, e, por isso, apresentam um valor menor do que a classificação de bens da indústria de transformação.”

                          O Brasil exportou US$ 97 bilhões em produtos manufaturados em 2024, dos quais US$ 21,4 bilhões tiveram os Estados Unidos como destino, ou 22% do total. No saldo comercial com os americanos, o Brasil teve déficit de US$ 15,3 bilhões.

                          O trabalho do IEDI aponta ainda que, dos 277 produtos manufaturados que o Brasil exportou para os EUA em 2024, os dez principais responderam por 42% do total e os 20 principais, por 55%. A concentração era menor em 2023 (39,4% e 52,3%, respectivamente).

                          Os produtos derivados de commodities predominaram, apontou o estudo, com exceção dos produtos dos setores aeroviários e automobilístico. Nesse grupo estão óleos combustíveis, gasolina e suco de laranja não concentrado.

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