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                          IEDI na Imprensa - Fim do Ajuste, Início de Muitos Planos

                          Publicado em: 20/12/2004

                          Fim do Ajuste, Início de Muitos Planos
                          Valor Grandes Grupos – Dez/2004

                          Com a casa em ordem, os grandes grupos industriais quebram a supremacia da área financeira em rentabilidade e obtêm o oxigênio necessário para uma fase de modernização

                          Eduardo Belo

                          A postar na continuidade do crescimento econômico e pagar para ver promete ser a fórmula da indústria brasileira para 2005. Pagar, no caso, é voltar a investir de modo a estar pronta para atender ao aumento da demanda, depois de um ano de avanço da produção, das vendas e do emprego. Quem não acreditar na receita pode ficar sem um pedaço do bolo.

                          Um indicativo de que o momento de investir chegou está nos resultados contábeis de 2003 e de produção e vendas de 2004. Depois de um processo de ajuste rigoroso, os grandes grupos industriais conseguiram um feito digno de nota: quebrar a supremacia dos bancos quando o assunto é lucro. Em 2003, os grupos industriais tiveram a maior rentabilidade média entre os ramos de negócios, de 22% sobre o patrimônio, bem acima dos 18,1% obtidos pelo setor financeiro e dos 13,6% registra dos, também na média, pelos 200 maiores grupos do país.

                          Não só isso. Fruto também do ajuste das empresas industriais, a rentabilidade teve um crescimento sem paralelo entre as outras três áreas (comércio, finanças e serviços), como se vê pelos dados levantados por Valor Grandes Grupos. No ano anterior, a rentabilidade havia se resumido a módicos 12,5% sobre o patrimônio líquido.

                          A estratégia de internacionalização e a preocupação com a gestão competitiva adotadas já em 2002 valeram aos principais grupos industriais brasileiros, desta vez, um significativo aumento de receita bruta, patrimônio e resultado líquido. De acordo com a pesquisa, o crescimento foi de 23,8% na receita, de 24,9% no patrimônio líquido e de surpreendentes 118,5% no resultado - neste último caso, com a influência do avanço de 343,6% dos grupos estrangeiros, responsáveis por um significativo prejuízo conjunto no ano anterior. A indústria constitui o principal segmento das 200 maiores corporações em atividade no país e responde por 40% do patrimônio líquido desse universo, tem 47,3% da receita bruta e 65,8% do resultado líquido.

                          Ajustado e finalmente operando em um cenário menos tenso, esse poderoso conjunto aproveitou 2004 para atender um pouco mais à demanda interna sem descuidar do mercado externo - e finalmente crescer a taxas quase chinesas, perto de 7,5% no ano. Foi a primeira vez desde a crise russo-asiática, de 1998, e a cambial, de 1999, que o crescimento industrial puxou o Produto Interno Bruto (PIB). Até então, a indústria vinha a reboque, perdendo de goleada para os outros segmentos. Uma exceção foi o ano 2000, quando cresceu 4,5%.

                          A tarefa de modernizar o parque produtivo já começou, segundo Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O crescimento de cerca de 20% estimado para o setor de bens de capital em 2004 é o melhor sinalizador nesse sentido. Segundo ele, a indústria já identificou a necessidade de, pelo menos, atualizar o maquinário para enfrentar a concorrência, depois de um represamento de três anos nos gastos com máquinas e equipamentos.

                          Uma dúvida do diretor executivo do Iedi é se haverá investimentos maciços no aumento da produção. Mas Gomes de Almeida entende que o alto grau de utilização da capacidade instalada verificado a partir do segundo trimestre de 2004 torna esse caminho quase inevitável para alguns segmentos. O novo patamar de investimento, principalmente em maquinário, deve dar condição à indústria de superar a falta de regularidade do crescimento e fugir dos solavancos dos últimos sete anos. A melhora na oferta de crédito na ponta do consumo, tão decisiva para o atual desempenho, tende a ser a principal aliada nesse sentido.

                          Mas não só quem já está com gargalos na produção sai em busca de espaço para crescer. O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, prevê investimentos de US$ 8,5 bilhões para a companhia daqui até o fim da década. Além de mirar o crescimento das vendas internacionais, a Vale aposta na expansão também do consumo interno. A fim de atendê-la, pôs em prática um plano de aumento da produção de minério de ferro com o objetivo de suprir qualquer aumento de demanda nas siderúrgicas nacionais. Preocupada em assegurar a sustentabilidade de seu próprio crescimento, a Vale investe além da produção. A empresa vai depositar parte significativa desses recursos em logística.
                          Da mesma forma, o grupo Gerdau desponta como um dos mais atentos à necessidade de se preparar para o que há de vir. O grupo realizou em 2004 investimentos superiores a US$ 270 milhões, a maior parte destinada às unidades de produção no Brasil.

                          Os investimentos previstos por um grupo de 346 indústrias do país em 2004 somam R$ 10,6 bilhões, de acordo com sondagem feita pela Fundação Getulio Vargas no final do terceiro trimestre. Foi a primeira vez que os investimentos desse grupo de companhias acompanhadas pela FGV cresceram em cinco anos. O aumento foi de 21 % em relação à pesquisa de 2003. O faturamento conjunto das 346 empresas é de R$163,5 bilhões.

                          Emprego é, a um só tempo, mola propulsora e conseqüência do crescimento da produção industrial voltada para o mercado doméstico. Em 2004, pela primeira vez em quatro anos, a indústria contratou mais que demitiu. Com um saldo de cerca de 5% mais trabalhadores e com um ligeiro aumento da renda no final do ano, espera-se que o consumo receba pelo menos um leve estímulo, calcula o economista Edward Amadeo, sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, ex-ministro do Trabalho e ex-secretário de Política Econômica no governo Fernando Henrique Cardoso.

                          O que pode inibir a continuidade do crescimento, na opinião de Gomes de Almeida, do Iedi, são os "sinais contraditórios" que a economia acaba exibindo, por força da conjuntura ou do modelo econômico do governo. Ao mesmo tempo em que é preciso ficar de olho no uso da capacidade, já próxima do limite, o empresário depara com a mão férrea do Banco Central, com o remédio amargo do juro alto, toda vez que a inflação ameaça sair dos trilhos. Embora saiba que o modelo é esse e que não deve mudar, o investidor teme que o arrocho monetário chegue em mau momento - com os investimentos já em fase adiantada ou recém-concluídos-, e o mercado consumidor não reaja da maneira esperada.

                          Manter o crescimento requer ainda revisões estruturais, adverte o economista Flávio Castello Branco, coordenador de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O custo do capital no país é muito elevado, segundo ele. Seria necessário avançar na revisão do sistema tributário e romper a rigidez burocrática, fatores que ainda tornam os investimentos pouco interessantes. Isso sem mencionar a questão regulatória, que envolve as empresas ligadas às obras de infra-estrutura.

                          Mesmo assim, Castello Branco considera o cenário extremamente favorável, em virtude da reversão das dificuldades observadas nos anos anteriores. Um ponto a destacar, segundo o economista da CNI, é a volta da confiança dos industriais, depois de um processo lento de eliminação de incertezas que tomou todo o ano de 2003 e culminou com o crescimento econômico de 2004. A continuidade do ambiente favorável pode assegurar até um crescimento maior que o 3 inicialmente previsto para 2005.

                          Grandes oportunidades, espera o diretor do Iedi, vão se dar nos setores ligados ao mercado doméstico. Especialmente aqueles que dependem pouco do crédito, como não-duráveis e semiduráveis. Se houver crédito para a venda de bens duráveis, e mesmo que ele se mantenha em níveis mais elevados, o consumidor poderá flexibilizar as compras. Desse modo, acaba sobrando um pouco da renda para destinar a produtos que não acompanharam tão de perto o crescimento da atividade em 2004.
                          De acordo com Gomes de Almeida o desempenho decepcionante da indústria de bens não-duráveis e semiduráveis nos últimos anos decorre, em parte, do represamento do crédito. Quando os financiamentos começaram a fluir, atenderam a uma demanda reprimida. A população deixou de lado as compras de itens de menor valor, condenando a indústria de alimentos, vestuário e calçados a vendas aquém da média dos demais ramos. São, portanto, os segmentos com maior potencial para disparar na frente a partir de agora.

                          Mesmo com a preocupação de atender mais e melhor o mercado doméstico o processo de internacionalização das grandes corporações brasileiras não pára. Empresas de grande porte de capital nacional continuam abrindo frentes no exterior. O grupo Gerdau adquiriu em novembro de 2004 mais uma siderúrgica nos Estados Unidos, a sétima da empresa naquele país. O grupo tem ainda duas siderúrgicas no Canadá, uma no Chile, uma no Paraguai e dez no Brasil.

                          O grupo Votorantim, perto do final de 2004, foi ao Peru comprar uma mina de zinco. Além de fincar lá fora suas bandeiras, grupos líderes ainda procuram novas oportunidades para exportar. É caso de Vale do Rio Doce. A mineradora aposta num crescimento da economia mundial de 3,5% para manter suas vendas em expansão. Clientes especiais, como a China, com quase 9% de crescimento em 2004, são alvos preferenciais.

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