Entrevista – Robert Max Mangels
Robert Max Mangels
Economia Vive do Bom Desempenho de 2004
Os atuais níveis de exportação e de juros são insustentáveis e existe o risco de interrupção dos contratos de vendas externas. Os juros internos escorchantes alimentam a entrada especulativa de dólares que valoriza o real e dificulta as exportações, além de inviabilizarem o investimento para a maior parte das empresas, alerta Robert Max Mangels, diretor-presidente da Mangels e Conselheiro do IEDI, que confessa uma grande preocupação com a gestão da economia brasileira, ainda beneficiada pelo bom desempenho de 2004. Entretanto, o empresário não acredita em uma crise externa de grandes proporções.

Eu diria que o risco maior é representado pelo déficit do Tesouro americano. A perda de força do dólar põe em dúvida a sua hegemonia sobre as outras moedas. Esta situação dos Estados Unidos pode provocar eventuais solavancos no mundo. Talvez haja uma recessão no médio prazo, um recrudescimento do protecionismo por razões políticas. A concorrência aumentará, a China já tem produtos muito competitivos e baratos, penetra cada vez mais nas economias e provoca desequilíbrios de commodities como o aço dada a sua grande presença no mercado. Mas não creio que ocorram grandes recessões, nem uma crise mais séria. Acredito, isto sim, que o futuro ficará mais incerto e nós teremos que estar muito mais atentos ao que está acontecendo no mundo quando investirmos, inclusive no próprio Brasil. O país hoje está muito mais suscetível ao que acontece no resto do mundo e é indispensável levar isso em conta na hora de investir.
O que o leva a acreditar que é pouco provável ocorrer uma crise de grandes proporções na economia mundial?
As grandes economias mundiais estão relativamente estáveis. A Europa e os Estados Unidos crescem pouco, mas crescem. O próprio Japão está se recuperando lentamente. O progresso tecnológico é muito expressivo e vários países novos competem em pé de igualdade tanto em tecnologia como em qualidade dos produtos. A Coréia do Sul, por exemplo, que não tinha tradição de participar significativamente no comércio internacional, já conta com empresas de expressão mundial. É o caso da indústria automobilística Hyundai, que produz com qualidade muito superior a de vários fabricantes de renome no mundo. O exemplo da Coréia do Sul ilustra uma nova configuração internacional. Hoje há um número maior de países com participação global na economia mundial. Há 15 ou 20 anos a globalização era dominada pelos países europeus, pelos Estados Unidos e pelo Japão. Hoje abrange a Ásia, um número maior de países da Europa e nações mais pobres como o Brasil, o México e o Chile que têm aumentado a sua presença na economia mundial.
Como deverá evoluir o problema do petróleo?
A minha impressão é que o preço do petróleo não vai cair mais. A demanda continua forte e teremos que nos acostumar com preços entre US$ 40 e US$ 50 o barril. Por outro lado, há cada vez mais tecnologias de obtenção de energias alternativas, por exemplo nas áreas do hidrogênio, da geração eólica de energia elétrica, de combustíveis renováveis como o álcool, entre outras. O uso do gás natural veicular está crescendo não só na América do Sul mas também na Europa, onde se pretende utilizar esse combustível em 10% da frota de automóveis. Essas alternativas são possíveis atenuantes para uma eventual falta de petróleo lá na frente. Mas eu não acredito que ocorrerão choques do petróleo como os que aconteceram nos anos 70 e 80.
Avalia-se que o reconhecimento, pelo Brasil, da China como uma economia do mercado poderá prejudicar setores da indústria brasileira. Qual é a sua opinião a respeito disso?
Preocupa-me a forma como o Brasil negociou os acordos com a China. O governo tem mostrado muita vontade de criar alianças com vários países emergentes, entre eles a China. Acontece que esse país tem tido práticas comerciais às vezes questionáveis, principalmente na área de subsídios. Os preços dos produtos chineses são extremamente baixos. Sabe-se que a indústria têxtil do Brasil está questionando fortemente as importações chinesas no setor e, corretamente, está pedindo compensações para que possa se adaptar, enquanto procura restringir as importações da China. O Brasil, ainda que crie alianças fortes com outros países emergentes, precisa tomar cuidado com as negociações de modo a não prejudicar a produção brasileira. O problema é que, na medida em que os mercados se tornam globalizados, os produtos tem uma possibilidade cada vez maior de circular pelo mundo, o que não acontece com a mão-de-obra, que não tem mobilidade comparável a do capital e a dos produtos. Por esse motivo a proteção da mão-de-obra nos vários países é fundamental.
É possível dizer que já está assegurado um processo de crescimento sustentado da economia brasileira?
Na melhor das situações econômicas, eu considero o Brasil em equilíbrio instável. É um país com democracia recente, que não tem tradição de controle de inflação nem de ser uma economia estável o suficiente para captar dinheiro no mercado mundial a juros baixos. O país precisa ganhar a confiança dos investidores internacionais e isso leva muito tempo. Na medida em que determinadas situações não são solucionadas, a exemplo do problema do déficit público, agravado em muito pelos altos juros que o governo paga, cria-se uma fonte de grande incerteza em relação ao futuro do Brasil. Esse déficit é bem exemplificado pelo desequilíbrio da previdência social, que cria muitas dúvidas sobre a capacidade de o Brasil manter a estabilidade da moeda e alimenta incertezas e desconfianças quanto ao desempenho da economia a longo prazo. Poucos duvidam da possibilidade de o nosso país se tornar, a longo prazo, atrativo para os investimentos estrangeiros necessários ao crescimento. Mas há preocupação dos investidores estrangeiros com a corrupção, que também alarma os brasileiros. A burocracia para a abertura e o fechamento de empresas, a exportação e a importação e as transações das empresas também afastam os investimentos externos. Além disso, há problemas de infra-estrutura e de logística, nas ferrovias, nas estradas e nos portos. O volume de investimentos necessários para que o Brasil tenha produção, exportação e importação muito maiores do que os atuais é muito expressivo. Bastou o país crescer um pouco mais no ano passado para surgirem problemas de infra-estrutura, de falta de navios e de contêineres, embora não tenha sido um crescimento extraordinário.
Como o senhor avalia a política do governo para a indústria?
O atual governo imprimiu até agora uma condução da economia extremamente conservadora e corretamente preocupada em evitar a volta da inflação, que é morte certa para qualquer partido ou político. Mas eu estou extremamente preocupado com a atual gestão econômica. Tenho sérias dúvidas sobre a eficácia de se manter um juro real de 13% ao ano para segurar a inflação. Devem existir outras causas a serem atacadas. O nível atual dos juros é um absurdo, são os mais altos do mundo e atraem muitos investimentos de curto prazo para o nosso mercado financeiro, o que força o dólar para baixo e prejudica principalmente a capacidade de o Brasil exportar. O governo está muito feliz com o saldo positivo expressivo da balança comercial. Entretanto, considero que os atuais níveis de exportação, de saldo da balança comercial e de juros, que resultam nesse nível de câmbio, são insustentáveis. No nosso setor, que fornece para a indústria automobilística, a exportação deve diminuir. Os jornais noticiaram que as vendas externas da General Motors e da Fiat do Brasil se reduzirão. O problema é que a queda das exportações não têm compensação, já que o mercado interno brasileiro não vai crescer subitamente apenas por falta de vendas externas. A produção industrial automobilística vai simplesmente encolher, por falta de exportação. Isso, para mim, é uma ameaça preocupante. O quadro não é exclusivo da indústria automobilística.
Como o senhor explica os bons resultados de uma parcela significativa das empresas exatamente nessas condições de juros altos e câmbio valorizado?
Em primeiro lugar vamos lembrar que o câmbio, ao longo de 2004, esteve menos valorizado do que hoje e as exportações ainda eram rentáveis. Mesmo com juros altos e um crescimento relativamente modesto, a exportação puxou a economia. Foi a grande alavanca do crescimento, inclusive para a nossa empresa, que vende muito para o setor automobilístico. Não apenas as exportações da Mangels, mas também as dos nossos clientes contribuíram muito para o nosso desempenho no ano passado. Tenho certeza de que esse foi um fator fundamental para outras empresas industriais no mercado brasileiro. A nossa conclusão, depois do fechamento do primeiro trimestre do ano, é que nós estamos vivendo principalmente de uma espécie de embalo, ou seja, da continuidade de um bom desempenho em 2004, mas que hoje encontra muito menos sustentação.
Quais são os efeitos da alta prolongada de juros sobre os investimentos?
A Mangels decidiu aumentar significativamente os seus investimentos no ano passado porque obteve resultados melhores e poderia sustentá-los com recursos próprios do seu fluxo de caixa e também por ter acesso a fontes de financiamento de longo prazo, como empresa de capital aberto com tradição nesse mercado. Mas a maioria das empresas brasileiras não tem a mesma facilidade para obter o funding dos seus investimentos. As organizações menores que precisam investir têm um custo de capital muito maior do que o nosso, de 25% a 30% ao ano, no mínimo, sem falar daquelas que precisam descontar duplicatas a juros de 3% e até de 6% ao mês e portanto pagam um juro anual muito maior. As empresas que contam apenas com esses financiamentos simplesmente não podem investir, por mais que o mercado pressione por um aumento do volume de produção. Os juros são simplesmente escorchantes. Além de que as pequenas, asfixiadas por problemas de fluxo de caixa, sequer conseguem todos os certificados necessários para obter empréstimos no BNDES, por exemplo. Os juros são, portanto, um grande entrave para o investimento. O maior devedor do Brasil é o governo, que precisa pagar juros altos para continuar se financiando. Ele próprio cria um circuito que se realimenta ininterruptamente na medida em que paga taxas extremamente atrativas pelos seus títulos e oferece os investimentos considerados mais seguros e bem remunerados. Para que investir em uma fábrica, em um novo negócio, com todos os seus riscos, se existe esse investimento financeiro altamente rentável?
Como deverão evoluir o nível de renda e o acesso ao crédito no Brasil nos próximos anos?
O acesso ao crédito tem ido de mal a pior. A única solução para aumentar efetivamente a renda dos brasileiros é que o país possa realmente investir muito mais na sua produção. O que cria riqueza e melhora a distribuição de renda é o crescimento da economia, a partir do aumento dos investimentos em geral no nosso país. Isso é muito mais significativo, por exemplo, do que uma nova política para aumentos do salário mínimo. Há necessidade de investimentos expressivos em exportação e, na medida em que as vendas externas aumentarem, o mercado interno gradativamente crescerá e a economia do país será cada vez maior e mais sólida. A situação sócio-econômica do país é muito ruim. Nos países ricos, há um carro para cada 1,2 habitantes. No Brasil, há um carro para cada oito habitantes. A diferença entre os padrões de consumo e de riqueza é enorme. Os investimentos devem ser feitos na economia e na educação também, para termos trabalhadores e profissionais preparados para acompanhar o crescimento.
Como a iniciativa privada poderia participar desse processo?
Está claro para todo mundo que os governos têm sempre recursos extremamente limitados para, com o seu investimento, mudarem significativamente a situação atual. O governo investe, mas não é o suficiente para provocar uma alteração expressiva. É da iniciativa privada que virá grande parte dos investimentos na economia, mas ela tem que pensar seriamente em participar mais do desenvolvimento do país também através da educação.
O que mudou na posição empresarial em relação a Alca, antes vista como uma ameaça?
Acredito que essa percepção aconteceu principalmente por desinformação. Os empresários que não estavam familiarizados com o conceito da Alca reagiram inicialmente com temor diante do que seria uma abertura de comportas e uma redução de todas as alíquotas, seguida de uma enxurrada de importações que iriam matar a indústria nacional. Mas, quando se percebeu que a Alca é um processo de busca de posições negociadas de comércio entre os países, com determinados níveis de proteção iniciais que só vão desaparecer a longo prazo na medida em que eles se tornarem mais competitivos, os empresários começaram a enxergá-la como algo possivelmente bom para o país. Um outro ponto que provocou temor no início foi a avaliação de que o Brasil não seria tão competitivo como os países desenvolvidos. Mas rapidamente os empresários de modo geral perceberam que o Brasil é mundialmente competitivo em vários setores, como os de agroindústria, agricultura em geral, todos os segmentos de commodities e também na extração mineral, na produção de aço, alumínio, papel e celulose. Nessas áreas concorremos de igual para igual com qualquer país. Até o setor de autopeças, que tinha sido condenado no início dos anos 90 e sobre o qual se chegou a dizer que seria extinto por não poder se sustentar, está indo muito bem no Brasil e tem se tornado extremamente competitivo. Recentemente reverteu a sua balança comercial, que há quatro anos era negativa. Um outro exemplo de competitividade é a produção de telefones celulares, hoje um dos principais itens de exportação do Brasil. Com as melhorias de competitividade conseguidas na década de 1990 e também neste século, considero que o Brasil tem muitas oportunidades através da Alca. O grande problema é o aumento do protecionismo nos países desenvolvidos. O Brasil é muito competitivo no aço, por exemplo, a ponto de os Estados Unidos se defenderem sistematicamente das exportações brasileiras nesse setor. Portanto a negociação da Alca é muito menos de proteção de supostos coitadinhos no Brasil, e muito mais de redução de alíquotas e de subsídios nos Estados Unidos.
Houve um aumento expressivo do intercâmbio no Mercosul no ano passado. O senhor acha que se trata de uma posição consolidada ou foi uma situação passageira?
Toda vez que existe um desequilíbrio no desempenho de países vizinhos que querem fazer negócios, é difícil o comércio funcionar tranqüilo. A Argentina está saindo de uma situação de moratória, depressão, crise cambial e falta de investimentos durante muitos anos. A sua indústria não conseguiu crescer como a do Brasil. Existe hoje, portanto, um desequilíbrio de desempenho e de competitividade entre a Argentina e o Brasil. Isso cria entraves porque a Argentina se sente permanentemente ameaçada pelo Brasil por ser menor, não contar com uma indústria do mesmo nível, não ter investido e estar com problemas financeiros. Ela não tem que ser tão grande nem tão forte quanto o Brasil, mas precisa atingir uma dimensão proporcional ao tamanho da sua população, da qualidade da sua educação e do seu nível sócio-econômico. Na medida em que tiver uma economia em crescimento e com produtos competitivos o suficiente para concorrer com os fabricados no Brasil, seja no nosso mercado, seja no mercado internacional, a situação se tornará mais equilibrada. A Mangels é a maior fabricante de botijões de gás da América do Sul. A Argentina tem alguns produtores, mas eles são muito pequenos, extremamente ineficientes e simplesmente não têm condições de competir conosco. Tanto é que por duas ou três vezes fomos vítimas de processos anti-dumping de fabricantes da Argentina, contra as nossas exportações.
Qual foi o resultado desses processos?
Nós obtivemos ganho de causa porque não estávamos fazendo dumping, mas, simplesmente, vendendo por um preço internacional, que é o mesmo praticado no mercado brasileiro. Os argentinos têm um problema sério de competitividade neste momento e é muito difícil dois países manterem um comércio aberto de parte a parte quando um deles não tem uma indústria que consiga competir com a do outro.
Quais tem sido os principais avanços da Mangels?
Nos anos 90 a Mangels era uma empresa acostumada a uma economia protegida e não tinha uma rentabilidade adequada. Quando houve a queda das barreiras, o aumento da competição e a redução dos preços, a empresa percebeu que estava diante de dois problemas. Um deles era antigo, a necessidade de aumentar a sua rentabilidade. O outro era novo: ela tinha que, ao mesmo tempo, reduzir os preços. Passamos por um período de 10 anos extremamente difíceis. Fomos muito rigorosos na escolha de quais negócios iríamos manter ou descartar. Saímos de todos aqueles em que não detínhamos tecnologia nem conhecimento profundo. Havíamos entrado em vários negócios diferentes, desde transporte de cargas e consultoria até automação industrial e fabricação de tanques criogênicos para inseminação artificial. Nos concentramos em laminação de aço, na produção de botijões de gás e de rodas e na galvanização a fogo. Reduzimos de quatro mil para menos de dois mil o número de funcionários, em todos os níveis. Em 1994 retomamos a rentabilidade e começamos a modernizar as nossas fábricas. Até 1998 investimos US$ 50 milhões com esse objetivo. O dólar baixo favoreceu a importação de equipamentos para melhorar a nossa competitividade. Nesse período aumentamos também a capacidade de produção de rodas de alumínio, que passou de 20 mil por mês no início dos anos 90 para 60 mil no final da década. Hoje produzimos mais de 100 mil rodas por mês, principalmente para as montadoras, mercado em que até essa década não estávamos presentes. A partir de 2002, conseguimos uma geração operacional em todos os negócios. Hoje temos um cash flow de 15%, que, para o nosso setor, é significativo.
Qual tem sido o desempenho das exportações?
Devido ao Plano Real fomos obrigados a cortar clientes externos. Não tínhamos alternativa, quanto mais vendíamos no exterior, mais perdíamos. Exportávamos US$ 50 milhões em 1994 e chegamos a US$ 21 milhões em 2002. Hoje estamos na faixa de US$ 35 milhões. O Plano Real, em termos de exportação, foi um desastre para nós. E a recuperação dos clientes muitas vezes é impossível. Com a valorização do real hoje, estamos tomando muito cuidado com os nossos clientes de exportação. Não cortamos nenhum deles mas, como alguns dos nossos produtos são vendidos através de concorrências, que são esporádicas, estamos até deixando de entrar em algumas disputas para não perder dinheiro em produtos que não estão mais competitivos. Isso não significa que teremos uma queda grande na exportação, mas que vamos parar de crescer no mercado externo. Estamos sendo obrigados a segurar as exportações nos níveis do ano passado. Eu acho que o governo deveria se mostrar mais sensível a esse problema. As autoridades podem estar muito felizes com o fato de que, apesar do câmbio valorizado, estamos exportando, mas se trata apenas da execução de contratos assinados há vários meses. É possível que em seis meses ou um ano, por conta do câmbio valorizado, não sejam fechados novos contratos. Os contratos de exportação de botijões, por exemplo, que são produtos de giro rápido, têm prazos seis ou nove meses. É preciso levar em conta que, na hipótese da sua interrupção, uma retomada será necessariamente lenta. As vendas externas não sobem no mês seguinte ao da elevação do câmbio. É preciso tempo para negociar os novos contratos e para produzir. É por isso que eu estou realmente preocupado.
Como tem sido a inovação na Mangels?
A inovação é sempre necessária. Cito o exemplo da venda de gás liquefeito de petróleo, que está no mesmo patamar há cinco anos. O mercado de GLP não cresce e o volume de compra de botijões de gás pelas distribuidoras caiu. Começamos a buscar rapidamente alternativas e no ano passado entramos no ramo de gás veicular. Passamos a fabricar cilindros de alta pressão para gás natural usado em veículos e substituímos parcialmente o espaço dos botijões para GLP na nossa produção. Uma outra alternativa encontrada no ano passado foi o início da exportação de botijões de gás para os Estados Unidos, que tem um mercado tão grande quanto o do Brasil, mas voltado principalmente para o lazer, com uso em churrasqueiras e em camping. O nosso produto é competitivo e de boa qualidade e os americanos o consideram tão bom quanto o fabricado nos Estados Unidos. Toda empresa precisa estar constantemente procurando novos produtos mesmo que não haja ameaça iminente na sua linha atual, porque isso certamente ocorrerá em algum momento.
