• SOBRE O IEDI
    • ESTUDOS
      • CARTA IEDI
        • ANÁLISE IEDI
          • DESTAQUE IEDI
            • IEDI NA IMPRENSA
              55 11 5505 4922

              instituto@iedi.org.br

              • HOME
              • SOBRE O IEDI
                • ESTUDOS
                  • CARTA IEDI
                    • ANÁLISE IEDI
                      • DESTAQUE IEDI
                        • IEDI NA IMPRENSA

                          Análise IEDI

                          Produção Regional
                          Publicado em: 09/03/2018

                          Recuperação sim, mas não sem sobressaltos

                          O crescimento mais intenso da indústria em dezembro do ano passado não se sustentou na entrada de 2018, como vimos no início desta semana. A alta de 3,1% se reverteu em queda de 2,4%, já descontados os efeitos sazonais. A sequência de resultados modestos, porém positivos, na segunda metade de 2017 deu lugar, assim, a uma acentuada volatilidade na virada do ano.

                          Os dados divulgados hoje pelo IBGE mostram que o tropeço de janeiro repercutiu na maioria das localidades pesquisadas, afetando o desempenho dos principais centros industriais do país. Foram 8 localidades no vermelho contra 6 no azul. Dentre aquelas com perda de produção estão São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, com os piores índices. Esses resultados mostram que o declínio de janeiro nada tem de ocasional.

                          São Paulo, como frequentemente destacamos, é uma região toda especial devido à complexidade de seu parque industrial, cujos encadeamentos são capazes de melhor disseminar os impulsos positivos deste início de recuperação para um número maior de setores e de regiões, conferindo maior consistência ao processo de retomada. 

                          Em janeiro, entretanto, a indústria paulista não só ficou no negativo (-3,3% ante dez/17) como registrou uma de suas piores marcas na série com ajuste, perdendo apenas para agosto de 2016 (-4,0%). Deste modo, devolveu quase tudo o que havia ganho em dezembro último (+3,7%). Na raiz deste resultado estão, principalmente, as quedas de setores tais como veículos automotores, derivados do petróleo, metalurgia e borracha.

                          Além de São Paulo, outros estados também contam muito na indústria nacional. A maioria deles começou 2018 com o pé esquerdo. Foi o caso do Sul do país, com Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e do Rio de Janeiro. No Nordeste, cujo quadro já não era dos melhores, dada a frequência de meses ruins, permaneceu no vermelho na entrada de 2018 sob influência da indústria cearense, como mostram as variações com ajuste abaixo.

                               •  Brasil: +0,3% em nov/17; +3,1% em dez/17 e -2,4% em jan/18

                               •  São Paulo: +1,0%; +3,7% e -3,3%, respectivamente;

                               •  Rio de Janeiro: -1,8%; +0,9% e -2,1%;

                               •  Rio Grande do Sul: +1,9%; +8,1% e -3,5%;

                               •  Paraná: -0,9%; +1,5% e -4,5%;

                               •  Nordeste: 0%; -0,3% e -1,1%, respectivamente. 

                          Se o resultado na margem de janeiro alerta sobre os sobressaltos que ainda podem marcar a reação da indústria, não invalida o fato de que o quadro atual é bastante diferente daquele de um ano atrás. Sinal disso é que, a despeito do revés de janeiro, o desempenho nos principais centros industriais do país manteve-se acima de 5% na comparação anual, isto é, um patamar que já contribui razoavelmente para compensar uma parcela das grandes perdas sofridas pela indústria no período recessivo.

                          No Sudeste, São Paulo cresceu 7,5% frente a janeiro de 2017, um nível muito satisfatório, embora indique uma desaceleração moderada em contraste com o resultado do último trimestre do ano passado (+8,1%). Já no Rio de Janeiro, os resultados foram de 5% e de 7,8% nas mesmas comparações.

                          No Sul, a tendência da entrada de 2018 supera o último trimestre de 2017. Santa Catarina, que havia crescido 7,5% em out-dez/17 avançou para 10,9% agora em janeiro. No Rio Grande do Sul, a progressão foi ainda mais notável por ter registrado -1% no último quarto do ano passado e +6,6% em janeiro de 2018. Neste caso, porém, é preciso aguardar para verificar se este resultado positivo não é apenas pontual.

                          Dois outros estados merecem destaque. Minas Gerais, que cresceu menos em janeiro de 2018 (+3,9%), mas mesmo assim obteve aceleração considerável em relação ao final do ano passado (+1,5% no 4ºT17), e Amazonas cuja alta chegou a 32,7%, puxada principalmente por bebidas e equipamentos de informática e eletrônicos. No último trimestre de 2017 a indústria amazonense registrara elevação de 9,2%.

                          Por fim, no Nordeste a produção industrial ficou estagnada no 4ºT/17 e apenas teve modesta alta (+0,4%) em janeiro de 2018, na comparação interanual. Pode não ser um resultado excepcional, mas não chega a ser desprezível, já que a indústria da região vinha se mantendo no negativo até a primeira metade do ano passado.

                          Na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, a partir de dados dessazonalizados, a produção industrial brasileira apresentou retração de 2,4%. Dentre os 14 locais pesquisados, oito registraram queda: Paraná (-4,5%), Rio Grande do Sul (-3,5%), São Paulo (-3,3%), Ceará (-2,2%), Rio de Janeiro (-2,1%), Nordeste (-1,1%), Espirito Santo (-0,9%) e Santa Catarina (-0,1%). Por outro lado, as demais localidades apresentaram variações positivas: Pará (7,3%), Amazonas (7,1%), Goiás (2,4%), Pernambuco (1,5%), Minas Gerais (1,4%), Bahia (0,9%), sendo que para o Mato Grosso não houve alteração (0,0%).

                          Frente ao mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 5,7% da indústria nacional, com 11 dos 15 locais pesquisados registrando aumento: Amazonas (32,7%), Pará (14,1%), Santa Catarina (10,9%), São Paulo (7,5%), Rio Grande do Sul (6,6%), Bahia (5,6%), Rio de Janeiro (5,1%), Ceará (4,9%), Minas Gerais (4,0%), Goiás (3,0%) e Nordeste (0,4%). Nas demais regiões observamos retrações: Espírito Santo (-7,8%), Pernambuco (-2,4%), Paraná (-1,8%) e Mato Grosso (-0,4%). 

                          No acumulado de doze meses (fevereiro de 2017 a janeiro de 2018), houve crescimento de 2,8% em termos nacionais, com expansão na produção de 11 das 15 regiões pesquisadas. Os avanços ocorreram nos estados do Pará (10,1%), Santa Catarina (4,9%), Amazonas (6,1%), Rio de Janeiro (4,2%), São Paulo (3,9%), Paraná (3,7%), Goiás (3,3%), Mato Grosso (3,0%), Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,5%), Rio Grande de Sul (0,9%) e Bahia manteve-se com zero. De outra forma, as regiões que apresentaram queda foram: Pernambuco (-2,3%), Nordeste (-0,3%) e Espírito Santo (-0,1%). 

                          São Paulo. Na comparação com o mês de dezembro de 2017, a produção da indústria paulista apresentou retração de 3,3%, a partir de dados dessazonalizados. Por outro lado, frente a janeiro de 2017, houve aumento de 7,5%. Olhando para os dados de janeiro de 2018 contra janeiro de 2017, tivemos aumento nos seguintes setores: máquinas e equipamentos (27,7%), veículos automotores (19,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (14%), Metalurgia (11,7%) e produtos alimentícios (9,7%). Já os setores que apresentaram retração foram: outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-12,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,6%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-4,4%), bebidas (-2,4%) e coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-1,5%).

                          Rio Grande do Sul. Frente a dezembro de 2017, a produção industrial gaúcha retraiu 3,5%, para dados dessazonalizados. Na comparação com janeiro de 2017, houve aumento de 6,6%. Os setores com a maior variação positiva foram: veículos automotores, reboques e carrocerias (53,3%), bebidas (18,7%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (9,9%) e celulose, papel e produtos de papel (4,9%). Em sentido oposto, os seguimentos com maiores retrações foram: produtos do fumo (-22,3%), Metalurgia (-7,8%), coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-3,3%), móveis (-3,2%) e máquinas e equipamentos (-1,3%). 

                           

                           

                           

                           

                           

                          IMPRIMIR
                          BAIXAR

                          Compartilhe

                          Veja mais

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Segundo mês de alta
                          Publicado em: 02/04/2026

                          A indústria voltou a ampliar produção no segundo mês do ano, mas perdeu ímpeto em comparação com jan/26, e caiu na comparação com o ano passado.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Destaques sobre o resultado industrial de jan/26
                          Publicado em: 06/03/2026

                          O ano começou com reação da indústria brasileira, ainda que não tenha compensado os meses e adversidade do final de 2025.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - PIB - Sem crescimento
                          Publicado em: 03/03/2026

                          A economia brasileira ficou parada nos dois últimos trimestres do ano passado, registrando o semestre mais fraco desde a pandemia, enquanto o PIB da indústria voltou a se contrair.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - 2025: juros em alta, indústria em baixa
                          Publicado em: 03/02/2026

                          O ano de 2025 terminou com a indústria de volta ao vermelho, freada pelos ramos produtores de bens de capital e de consumo duráveis, mais sensíveis às elevadas taxas de juros.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Sem surpresa
                          Publicado em: 12/01/2026

                          Em nov/25, o desempenho industrial do país não trouxe novidades: manteve o quadro de estagnação e a maioria de seus ramos reduziu produção.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - PIB - Freio no consumo, desaceleração do PIB
                          Publicado em: 05/12/2025

                          No 3º trim/25, teve continuidade a desaceleração do PIB brasileiro, com o consumo das famílias ficando praticamente estagnado, assim como o setor de serviços.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Sem crescimento
                          Publicado em: 02/12/2025

                          A indústria brasileira caminha para encerrar 2025 quase sem crescimento, especialmente a indústria de transformação.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Um passo à frente, um passo atrás
                          Publicado em: 04/11/2025

                          Na conjuntura atual de elevadas taxas de juros, os avanços industriais tendem a ser pontuais, como indica o resultado de set/25, que anulou maior parte da expansão de ago/25.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Um passo à frente
                          Publicado em: 03/10/2025

                          Em ago/25, a produção industrial voltou a crescer, mas este resultado pode vir a ser pontual, como foi o de mar/25; por isso deve ser visto com cautela.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - No mesmo padrão
                          Publicado em: 03/09/2025

                          Para a indústria, o segundo semestre de 2025 começou reproduzindo o mesmo padrão de desaceleração que vínhamos verificando desde a virada do ano.

                          INSTITUCIONAL

                          Quem somos

                          Conselho

                          Missão

                          Visão

                          CONTEÚDO

                          Estudos

                          Carta IEDI

                          Análise IEDI

                          CONTATO

                          55 11 5505 4922

                          instituto@iedi.org.br

                          Av. Pedroso de Morais, nº 103
                          conj. 223 - Pinheiros
                          São Paulo, SP - Brasil
                          CEP 05419-000

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Todos os direitos reservados.

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
                          Todos os direitos reservados.