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                          Análise IEDI

                          Serviços
                          Publicado em: 14/12/2016

                          Viés de piora

                          Outubro foi um mês de forte retração do faturamento real do setor de serviços, sugerindo que o ano de 2016 deve terminar com perdas acima daquelas de 2015. É bem provável que de fato isto ocorra porque os resultados na margem dos últimos meses mostram que há um viés de piora.

                          Se nos dois meses que restam para o final do ano, a situação for tão complicada quanto no final do ano passado, os serviços devem acumular perda da ordem de -5,0%, o que implica em um agravamento frente ao declínio de -3,6% de 2015.

                          O desempenho do faturamento real do setor nos três últimos meses, isto é, entre agosto e outubro, na série com ajuste sazonal, ilustra bem o viés que está em atuação: -1,6%, -0,3% e -2,4%, respectivamente. Essa persistência de resultados negativos, com direito em outubro a um patamar de queda que não se via desde 2012, é a pior etapa de uma trajetória que já vinha desfavorável. Em 2016 foram poucos meses de alta, nunca muito expressiva.

                          Dentre os segmentos do setor de serviços, esse viés negativo também se verifica nos serviços prestados às famílias, ainda que seu resultado em outubro seja de uma virtual estabilidade, e naquele segmento classificado como outros serviços, que reúne um conjunto bastante diversificado de atividades. Em ambos, os três últimos meses não foram nada bons.

                               •  Serviços prestados às famílias: -1,8% em agosto, -0,9% em setembro e +0,1% em outubro, frente ao mês anterior com ajuste sazonal

                               •  Serviços de informação e comunicação: +0,2%, -0,8% e -3,1%

                               •  Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,2%, +0,7% e -1,9%

                               •  Transportes, serviços auxiliares a transportes e correios: +0,2%, +0,4% e -7,0%

                               •  Outros serviços: -1,2%, -2,5% e -0,5%, respectivamente.

                          Outros segmentos chamam atenção pelo elevado patamar de declínio em outubro, como os serviços de transporte, correios e auxiliares, de informação e comunicação e os profissionais, administrativos e complementares. Mas de qualquer forma esses resultados não parecem ser pontuais.

                          No caso de transportes, correios e auxiliares, seu resultado foi produto de queda de todos os seus componentes, com destaque para o faturamento dos transportes terrestres que cai sucessivamente desde janeiro do presente ano, sendo julho a única exceção (+0,9%). Já transportes aéreo e aquaviário e serviços de armazenagem, correios e auxiliares pioraram com a entrada no segundo semestre.

                          Em serviços de informação e comunicação, as variações negativas têm prevalecido em 2016, sobretudo a partir de julho, em patamares cada vez mais elevados. Isso se deve muito a serviços de telecomunicações, com quedas persistentes, a exceção de dois meses cujas altas foram apenas momentâneas.

                          Por sua vez, os serviços profissionais, administrativos e complementares, que vinham flertando com a estabilidade nos meses anteriores, retomaram em outubro um nível de retração semelhante àqueles de 2015. O recuo mais intenso veio de seu componente de serviços técnicos administrativos (-5,2% frente a set/16 com ajuste), que reúnem atividades de maior qualificação, mas têm sido os serviços complementares, geralmente associados à terceirização, que vêm mostrando uma deterioração no segundo semestre (4 meses de queda e 1 de virtual estabilidade).

                          De acordo com dados divulgados pelo IBGE da Pesquisa Mensal de Serviços para o mês de outubro, o volume de serviços prestados recuou 2,4% sobre o mês de setembro, para dados com ajuste sazonal. Frente ao mesmo mês do ano anterior, a oscilação negativa foi de 7,6% enquanto que no acumulado do ano, de -5,0%, e na variação dos últimos 12 meses, -5,1%. 

                          Na comparação com o mês de setembro, na série com ajuste sazonal, a variação do volume de serviços prestados pelos segmentos de outros serviços (-0,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), serviços de informação e comunicação (-3,1%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-7,0%), registraram queda, enquanto serviços prestados às famílias (0,1%) registrou leve elevação. A atividade turística, na mesma comparação, teve queda de 1,3%.  

                          Em relação ao mês de outubro de 2015, todos os segmentos tiveram desempenho negativo, puxados por transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-13,5%), serviços prestados às famílias (-6,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,7%), outros serviços (-4,5%) e serviços de informação e comunicação (-4,4%). O segmento de atividades turísticas registrou queda de 5,0%. 

                          No acumulado do ano, todos os setores mantiveram desempenho negativo. A maior queda observada foi no segmento de transporte, serviços auxiliares dos transportes e correios (-7,6%), seguido por serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,7%), serviços prestados às famílias (-4,5%), outros serviços (-3,4%) e serviços de informação e comunicação (-2,8%). Os serviços relacionados a atividades turísticas tiveram retração de 2,8%.

                          Na variação de 12 meses registrada em outubro, todos os setores registraram queda. O pior desempenho alcançado foi do grupo de transportes, serviços de transportes e correio (-7,6%), seguido por serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,1%), serviços prestados às famílias (-5,0%), outros serviços (-4,4%) e serviços de informação e comunicação (-2,7%). Nesta comparação, os serviços de atividades turísticas retraíram 2,7%.

                          Na análise por unidade federativa, no acumulado do ano, frente ao mesmo período de 2015, as unidades federativas que tiveram variação positiva são Roraima (2,2%) e Distrito Federal (0,3%). As maiores variações negativas foram registradas nos estados do Amapá (-15,4%), Amazonas (-14,4%), Maranhão (-10,6%), Bahia (-9,3%), Pernambuco (-9,2%), Paraíba (-8,5%), Goiás (-8,4%) Sergipe (-8,3%) e Espírito Santo (-8,3%).


                           


                           


                           


                           


                           

                           

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