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                          Análise IEDI

                          Emprego Industrial
                          Publicado em: 11/05/2012

                          Primeiro trimestre negativo

                          11 de maio de 2012

                          Emprego Industrial
                          Primeiro trimestre negativo


                             

                           
                          Já sabemos que a evolução da produção industrial é recessiva nos últimos meses (–1,6%, –2,2%, –2,7%, –1,2%, –2,8%, –4,0%, –2,1%, respectivamente, de setembro do ano passado a março último), e que, no primeiro trimestre do ano, a atividade produtiva da indústria é 3,0% menor do que a de igual período de 2011.

                          Com os dados do emprego industrial divulgados hoje pelo IBGE, esse quadro da indústria brasileira ganhou mais uma pincelada cinza. A evolução do número de ocupados na indústria voltou a cair em março (–0,4% frente a fevereiro, com ajuste sazonal) e, na série que compara mês com o mesmo mês do ano anterior, a trajetória de queda ficou mais acentuada: –0,3%, –0,5%, –0,4%, –0,4%, –0,7%, –1,2 %, nessa ordem, de outubro de 2011 a março deste ano.

                          O resultado é que, no primeiro trimestre, o emprego industrial acumula retração de 0,8% com relação a igual período do ano passado – um dos piores resultados de sua série histórica para um primeiro trimestre.

                          Um dos pontos agravantes desse cenário da indústria nacional é o que vem ocorrendo em São Paulo. O número de ocupados na indústria paulista vinha recuando a taxas expressivas de maio do ano passado até fevereiro deste ano (–0,6%, –1,2%, –1,7%, –1,4%, –2,1%, –3,3%, –3,5%, –3,1%, –3,0%, –2,9%) e, em março último, o resultado não foi diferente: –3,5% (todas as taxas calculadas com relação ao mesmo mês do ano anterior). No primeiro trimestre, o emprego industrial em São Paulo caiu 3,1% frente ao mesmo trimestre de 2011 – e a produção, vale lembrar, recuou 6,2% nessa mesma comparação.

                          Em termos setoriais, o emprego industrial recuou, no primeiro trimestre, em dez dos dezoito setores investigados pelo IBGE. A ocupação caiu em setores mais tradicionais – como vestuário (–6,5%), têxtil (–5,1%), calçados e couro (–7,0%) e madeira (–10,2%) –, em setores produtores de commodities – papel e gráfica (–3,8%), minerais não-metálicos (–1,1%) e metalurgia básica (–2,9%) – e em outros como produtos de metal (–5,5%), borracha e plástico (–4,2%) e fumo (–5,7%).

                          Não está claro qual será o comportamento tanto da produção industrial quanto dos ocupados na indústria neste segundo trimestre. É mais provável que, no período abril-junho, ambos não apresentem resultados favoráveis que possam sinalizar uma inequívoca recuperação. Tudo indica que uma possível recuperação só virá no segundo semestre do ano – como pode ser visto pelo número de horas pagas na indústria (um indicador antecedente de desempenho do emprego), que recuou 1,2% em março frente a fevereiro, com ajuste sazonal, e que vem caindo desde setembro de 2011 na série que compara mês com mesmo mês do ano anterior.
                           

                           
                          Em março, o total dos ocupados na indústria geral recuou 0,4% em relação ao mês anterior, a partir de dados livres dos efeitos sazonais, após apontar variação positiva de 0,1% em fevereiro. No confronto entre março 2012 e março 2011, verificou-se queda dos ocupados assalariados em 1,2%, a sexta variação negativa consecutiva. No acumulado em 2012 até março, a variação foi negativa em 0,8%. Em doze meses terminados em março, frente aos 12 meses imediatamente anteriores, a ocupação na indústria total cresceu apenas 0,2%, e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

                          Regionalmente, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve decréscimo do pessoal assalariado ocupado na indústria em nove dos quatorze locais pesquisados. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (–3,2%), com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de produtos de metal (–14,3%). Acompanharam tal tendência a região Nordeste (–2,4%), Santa Catarina (–1,4%) e Ceará (–3,2%). Por outro lado, o número de ocupados no Paraná cresceu 3,2%, com destaque setor de alimentos e bebidas (8,8%). Já, no estado de Minas Gerais, o emprego industrial aumentou 1,9%.

                          No primeiro trimestre, frente o mesmo período de 2011, 8 locais apresentaram queda da ocupação industrial, com destaque São Paulo (–3,1%), região Nordeste (–1,4%), Santa Catarina (–1,4%), Ceará (–3,2%) e Bahia (–2,3%). Por outro lado, Paraná (4,0%) e Minas Gerais (1,9%) exerceram as maiores pressões positivas.

                          Em março, 11 dos 18 setores industriais pesquisados pelo IBGE, na comparação com março de 2011, observaram queda no total de ocupados. Podemos destacar as pressões negativas vinda de vestuário (–6,8%), produtos de metal (–6,2%), calçados e couro (–6,5%), têxtil (–5,7%), madeira (–9,9%), borracha e plástico (–3,8%) e papel e gráfica (–3,7%). Por outro lado, os setores de alimentos e bebidas (3,3%), máquinas e equipamentos (2,7%) e indústrias extrativas (4,5%), exerceram os principais impactos positivos sobre o total da indústria.

                           

                           
                          Número de Horas Pagas. O número de horas pagas na indústria, na passagem de fevereiro para março, apresentou resultado negativo (–1,2%), após registrar alta de 1,3% em fevereiro último. No confronto com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 1,5% em março (a sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto). No acumulado no ano, frente o mesmo período de 2011, a queda foi na ordem de 1,2%. No índice acumulado nos últimos doze meses, ao assinalar variação de –0,4% em março de 2012, apontou a queda mais intensa desde junho de 2010 (–0,9%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).

                          Folha de Pagamento Real. Na passagem entre fevereiro para março de 2012, a folha de pagamento real registrou queda de 0,7%. O indicador mensal (mês/mesmo mês do ano anterior) assinalou acréscimo de 4,2%, 27º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. O índice acumulado no ano apontou avanço de 4,6% frente a igual período do ano anterior. Já o índice acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,9% em março de 2012, prosseguindo com a redução no ritmo de crescimento iniciada em maio de 2011 (7,3%).

                           

                           

                           

                           

                           

                           

                          Leia outras edições de Análise IEDI na seção Economia e Indústria do site do IEDI


                          Leia no site do IEDI: A Inovação e os Grandes Grupos Privados: A Visão e o Alinhamento das Lideranças Empresariais Brasileiras com a Agenda da Inovação - Survey que revela um quadro da compreensão que possuem os principais líderes empresariais atuantes no país acerca da inovação. Há um crescente comprometimento destes dirigentes com esta agenda e um perfeito entendimento que ela será decisiva para a capacidade de competir de suas empresas.


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                          A economia brasileira ficou parada nos dois últimos trimestres do ano passado, registrando o semestre mais fraco desde a pandemia, enquanto o PIB da indústria voltou a se contrair.

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                          O ano de 2025 terminou com a indústria de volta ao vermelho, freada pelos ramos produtores de bens de capital e de consumo duráveis, mais sensíveis às elevadas taxas de juros.

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                          No 3º trim/25, teve continuidade a desaceleração do PIB brasileiro, com o consumo das famílias ficando praticamente estagnado, assim como o setor de serviços.

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                          Na conjuntura atual de elevadas taxas de juros, os avanços industriais tendem a ser pontuais, como indica o resultado de set/25, que anulou maior parte da expansão de ago/25.

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