• SOBRE O IEDI
    • ESTUDOS
      • CARTA IEDI
        • ANÁLISE IEDI
          • DESTAQUE IEDI
            • IEDI NA IMPRENSA
              55 11 5505 4922

              instituto@iedi.org.br

              • HOME
              • SOBRE O IEDI
                • ESTUDOS
                  • CARTA IEDI
                    • ANÁLISE IEDI
                      • DESTAQUE IEDI
                        • IEDI NA IMPRENSA

                          Análise IEDI

                          Indústria
                          Publicado em: 22/11/2011

                          Crescimento e Comércio Exterior da Indústria, Segundo a Intensidade Tecnológica

                           
                          O crescimento de apenas 1,0% da indústria de transformação no acumulado até setembro e o desempenho mês a mês (série dessazonalizada) asseveram a desaceleração da economia e as dificuldades do setor no enfrentamento dos bens importados e na inserção internacional em meio ou à apreciação ou à oscilação em demasia da taxa de câmbio. Mesmo com o mercador interno perdendo fôlego, a desaceleração industrial antecedia o menor dinamismo das compras domésticas brasileiras. Se o Plano Brasil Maior está tentando responder a tanto, já está sendo posto à prova.

                          Pelo prisma da tipologia por intensidade tecnológica da indústria de transformação, adotada pela OCDE, cumpre expor alguns pontos:

                          • Das quatro faixas de intensidade, alta; média-alta; média-baixa; e baixa, a mais intensiva em tecnologia foi a que mais cresceu no acumulado dos três primeiros meses, 3,8%. O segmento de média-alta intensidade cresceu menos, 1,5%, mas acima da variação lograda pela indústria de transformação como um todo.
                             
                          • Apesar de tanto, as balanças comerciais dos produtos típicos das indústrias de alta e de média-alta intensidade se deterioraram fortemente na comparação entre acumulados até setembro de 2011 e de 2010. De fato, o déficit dos produtos da indústria de alta intensidade cresceu para US$ 23,2 bilhões, enquanto o dos bens do segmento de média-alta saltou para US$ 38,3 bilhões. Ou seja, apesar do incremento na produção, este não acompanhou o dinamismo da demanda interna.
                             
                          • A produção física das atividades de média-baixa intensidade se expandiu em 1,5%. Esta faixa reflete sobremaneira os comportamentos da produção de bens metálicos (metalurgia básica e fabricação de produtos metálicos) e da fabricação de derivados do petróleo refinado, álcool e outros combustíveis. A produção de bens metálicos teve incremento de somente 1,2% no acumulado até o nono mês. Isto não impediu que a balança comercial de produtos metálicos chegasse ao superávit de US$ 6,8 bilhões. Ainda assim, tal resultado positivo não contrabalançou o déficit de produtos derivados de petróleo refinado, outros combustíveis e afins. Assim, o saldo dos bens típicos das indústrias de média-baixa intensidade ter ficado com déficit de US$ 5,6 bilhões.
                             
                          • O segmento menos intensivo em termos tecnológicos foi o único cuja produção declinou, queda de 0,7% em janeiro-setembro. As indústrias de alimentos, bebidas e fumo tiveram uma produção física praticamente estável frente a igual período de 2010: variação de -0,1%. As indústrias madeireiras, de papel e celulose, gráfica e afins lograram expansão de 2,5%. Ainda assim foram ambas, principalmente a produção de alimentos, que proporcionaram o superávit recorde, de US$ 31,8 bilhões dos produtos da indústria de baixa intensidade tecnológica.
                             
                          • Por outro lado, ainda dentro da faixa de baixa intensidade, as indústrias têxtil, do vestuário, couro e calçados sofreram forte retração no acumulado do ano, de 10,1%. Como agravante, tecidos, artigos de vestuário, calçados e afins registraram pela primeira vez déficit em janeiro-setembro pela série iniciada em 1989.

                          Vale notar que as atividades mais dinâmicas têm sido aquelas a registrarem déficits crescentes. Sua expansão, pelos segmentos de alta e média-alta intensidade, tem se dado em contexto específico, focada no mercado interno, mesmo com a taxa de câmbio adversa.

                          Porém a porosidade de suas respectivas cadeias produtivas condicionam seu poder de competir e reduzem oportunidades para a ampliação de valor adicionado em território nacional. O ingresso de importados e o baixo dinamismo das economias avançadas, reduzindo o leque de mercados importadores tendem a colocar uma pressão maior sobre os fabricantes domésticos.

                          Mais grave ainda está a situação da indústria têxtil, de vestuário e calçadista, intensiva em mão-de-obra. Embora hajam exemplos de superação via design e diferenciação de produtos, há casos concretos de migração para o exterior de bases produtivas, não como estratégia de internacionalização, mas como busca de sobrevivência.
                           

                           

                          IMPRIMIR
                          BAIXAR

                          Compartilhe

                          Veja mais

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Impulso concentrado
                          Publicado em: 03/06/2026

                          Em abr/26, a indústria cresceu, mas o impulso foi bastante concentrado em uma pequena fração do setor, indicando mais uma vez um quadro de frágil dinamismo.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - PIB - Medidas de estímulo e aceleração do consumo
                          Publicado em: 29/05/2026

                          O PIB brasileiro teve forte aceleração na entrada de 2026, alavancado por políticas econômicas anticíclicas, que deram robustez sobretudo ao consumo das famílias.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Segundo mês de alta
                          Publicado em: 02/04/2026

                          A indústria voltou a ampliar produção no segundo mês do ano, mas perdeu ímpeto em comparação com jan/26, e caiu na comparação com o ano passado.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Destaques sobre o resultado industrial de jan/26
                          Publicado em: 06/03/2026

                          O ano começou com reação da indústria brasileira, ainda que não tenha compensado os meses e adversidade do final de 2025.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - PIB - Sem crescimento
                          Publicado em: 03/03/2026

                          A economia brasileira ficou parada nos dois últimos trimestres do ano passado, registrando o semestre mais fraco desde a pandemia, enquanto o PIB da indústria voltou a se contrair.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - 2025: juros em alta, indústria em baixa
                          Publicado em: 03/02/2026

                          O ano de 2025 terminou com a indústria de volta ao vermelho, freada pelos ramos produtores de bens de capital e de consumo duráveis, mais sensíveis às elevadas taxas de juros.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Sem surpresa
                          Publicado em: 12/01/2026

                          Em nov/25, o desempenho industrial do país não trouxe novidades: manteve o quadro de estagnação e a maioria de seus ramos reduziu produção.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - PIB - Freio no consumo, desaceleração do PIB
                          Publicado em: 05/12/2025

                          No 3º trim/25, teve continuidade a desaceleração do PIB brasileiro, com o consumo das famílias ficando praticamente estagnado, assim como o setor de serviços.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Sem crescimento
                          Publicado em: 02/12/2025

                          A indústria brasileira caminha para encerrar 2025 quase sem crescimento, especialmente a indústria de transformação.

                          ANÁLISE IEDI
                          Análise IEDI - Indústria - Um passo à frente, um passo atrás
                          Publicado em: 04/11/2025

                          Na conjuntura atual de elevadas taxas de juros, os avanços industriais tendem a ser pontuais, como indica o resultado de set/25, que anulou maior parte da expansão de ago/25.

                          INSTITUCIONAL

                          Quem somos

                          Conselho

                          Missão

                          Visão

                          CONTEÚDO

                          Estudos

                          Carta IEDI

                          Análise IEDI

                          CONTATO

                          55 11 5505 4922

                          instituto@iedi.org.br

                          Av. Pedroso de Morais, nº 103
                          conj. 223 - Pinheiros
                          São Paulo, SP - Brasil
                          CEP 05419-000

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Todos os direitos reservados.

                          © Copyright 2017 Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
                          Todos os direitos reservados.