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                          IEDI na Imprensa - Produção industrial volta ao nível de 2008

                          Publicado em: 03/12/2016

                          O Globo

                          Setor recua 1,1% em outubro, pior resultado desde 2013. Analista vê recuperação só no 2º semestre de 2017

                          Danielle Nogueira

                          A produção industrial recuou 1,1% em outubro ante o mês anterior, voltando ao patamar de dezembro de 2008, ano em que estourou a crise econômica global, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado e empurrou para o segundo semestre de 2017 a possibilidade de recuperação do setor, segundo analistas. Na comparação com outubro de 2015, o indicador caiu 7,3%, o 32º mês seguido de retração na comparação com o ano anterior, renovando mais uma vez, o recorde da mais longa sequência de quedas da série, iniciada em 2002. Em 2008, foram dez meses consecutivos de recuo.

                          — O nível de produção da indústria hoje está 21,6% abaixo do pico alcançado em junho de 2013. Estamos em um patamar semelhante ao de dezembro de 2008, quando estávamos no auge da desaceleração industrial, reflexo da crise econômica global — afirmou André Macedo, gerente de Coordenação da Indústria do IBGE.

                          O declínio de 1,1% foi o pior resultado para outubro desde 2013, considerando a comparação com o mês imediatamente anterior. A mediana dos analistas ouvidos pela Bloomberg era de 0,8% de queda. Segundo Macedo, o desempenho elimina o avanço verificado em setembro, quando a indústria deu um soluço e cresceu 0,5% ante agosto. Nos dez primeiros meses de 2016, a produção da indústria encolheu 7,7%, e, nos últimos 12 meses, houve recuo de 8,4%. Ele ressaltou que o resultado é comparado a uma base fraca, pois, no ano passado, o setor já havia caído 8,3%, o maior tombo da série.

                          QUEDA DISSEMINADA

                          Em outubro, todas as grandes categorias — bens de capital (máquinas e equipamentos), bens de consumo duráveis (como automóveis e eletrodomésticos) e bens de consumo intermediários (aço, por exemplo) — tiveram desempenho negativo, tanto na comparação com o mês anterior como na comparação com outubro de 2015. Macedo chamou atenção ainda para o fato de a retração ter sido disseminada: 22 dos 26 setores apresentaram queda em relação ao desempenho do ano passado, o que também é explicado pelo efeito calendário — o mês teve menos um dia útil este ano.

                          — Havia um aparente arrefecimento da crise no primeiro semestre deste ano, com taxa de câmbio mais favorável para a indústria e liberação de alguns gastos represados pelos empresários. Mas os dados do segundo semestre mostram uma reversão de expectativas — afirma Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi). — É uma crise profunda, longa e disseminada. Com a política monetária conservadora e a agenda fiscal do governo, não vejo sinais de reversão a curto prazo. Vamos começar 2017 com perspectivas negativas.

                          No primeiro semestre, a produção industrial avançara cinco meses na comparação mensal. Apesar de uma queda generalizada, o que afetou mais fortemente o desempenho da indústria em outubro foram as quedas na produção de bens de capital (-2,2% ante setembro e -9,8% ante outubro de 2015) e de bens de consumo duráveis (-1,25% e -6,8%). Isso mostra que nem os empresários estão investindo nem as famílias estão consumindo. Entre os bens de consumo, a retração na produção de alimentos e de automóveis foram as que mais pesaram no resultado.

                          — Tem uma demanda doméstica com comportamento de retração, mercado de trabalho com menos pessoas ocupadas, índice de inflação ainda elevado, taxa de inadimplência alta, crédito caro e restrito. Os mesmos fatores que justificaram a queda de produção industrial em 2015 permanecem em 2016 — afirma Macedo.

                          DEVASTAÇÃO E FRUSTRAÇÃO

                          Para Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector, os dados de outubro deixam mais distante a recuperação da indústria. Ele prefere comparar o nível atual de produção com o ano de 2004, quando o Brasil ainda não havia ganhado tanto consumidores.

                          — Houve uma devastação nos últimos anos, que provocou grande frustração. Não dá para falar em recuperação industrial no primeiro semestre do ano que vem. A indústria deve dar sinais de recuperação no terceiro trimestre. A quase recessão de 2017 já está contratada — afirma Silveira, para quem a economia brasileira deve ficar estável no ano que vem.

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