Crescer Pouco Afetou País, diz IediPublicado em 21/10/2003
Crescer Pouco Afetou País, diz Iedi Maeli Prado A queda no emprego e renda do trabalhador na indústria atingiu especialmente o Brasil porque o país, ao contrário de algumas outras economias também marcadas por abertura comercial e privatizações, cresceu muito pouco de meados dos anos 90 para cá. A avaliação é do diretor-executivo do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ao comentar os relatórios do BID e da corretora Alliance Capital Management. Almeida lembra que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu em média 2,2% ao ano de 1995 a 2002. O aumento da produção da indústria de transformação brasileira foi ainda menor, de 1,3% nos períodos de janeiro a agosto de 1995 a 2003. "É muito pouco. No Brasil, além de fatores como abertura comercial e privatizações, o crescimento da economia foi baixo. Isso não deixou que nenhum outro fator servisse como contraponto", diz. O economista assinala que setores muito empregadores reduziram produção de meados dos anos 90 para cá. A indústria têxtil, por exemplo, diz ele, teve queda de 21% a 25% na produção de 95 até agora. A indústria de calçados teve redução de 30% no mesmo período. Almeida ressalta que, além do baixo crescimento da economia brasileira, não houve um bom planejamento para a abertura da economia brasileira. "Era necessária [a abertura comercial], mas foi malfeita. Além disso, a política cambial entre 94 e 98 foi desastrosa, com a concorrência artificial com produtos estrangeiros." |