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                          IEDI na Imprensa - Indústria brasileira perde fôlego e despenca em ranking global

                          Publicado em: 31/10/2025

                          Valor Econômico

                          País perde 21 postos em lista e cai para a 59ª posição no 2º trimestre, em cenário de juros altos e endividamento das famílias

                          Lucianne Carneiro

                          O Brasil caiu da 38ª posição do primeiro trimestre para 59ª no segundo trimestre em ranking de desempenho da indústria de transformação, em comparação entre 79 países, segundo estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) antecipado com exclusividade ao Valor. O trabalho foi produzido a partir de dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization, agência da ONU para promover o desenvolvimento industrial).

                          O juro é, sem qualquer surpresa, a principal razão citada por economistas para a mudança do posicionamento do Brasil na classificação a curto prazo, além do maior nível de endividamento das famílias. A diferença de desempenho da atividade industrial do país e de outras nações, no entanto, também é explicada por fatores mais estruturais que tradicionalmente afetam o setor no país, como baixa produtividade, burocracia, problemas de infraestrutura e carga tributária elevada e complexa, apontam.

                          Os dados mostram o desempenho até o segundo trimestre, mas dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a trajetória de desaceleração se manteve nos últimos meses.

                          Para especialistas, o fim de 2025 e o começo de 2026 ainda são de apreensão. E, mesmo que expectativas mais otimistas sobre redução de juros nos primeiros meses de 2026 se confirmem, o efeito positivo ainda deve demorar a aparecer na atividade industrial.

                          “A indústria estava em um bom momento, favorecida pelo crescimento da renda e do emprego, que vinha mobilizando a atividade industrial. Só que foi uma puxada grande do juro, de 10,50% para 15% em alguns meses, e deu esse freio na atividade”, afirma o diretor-executivo do IEDI e responsável pelo estudo, Rafael Cagnin.

                          Pelos dados da Unido, a indústria de transformação global cresceu 1,1% no segundo trimestre, ante o primeiro, já descontados os efeitos sazonais. A variação vai na contramão do resultado do Brasil, de queda de 0,6%. Como comparação, houve aumento médio de 0,5% em América Latina e Caribe.

                          Esse contraste também aparece na comparação anual. No segundo trimestre, ante igual período de 2024, também com ajuste sazonal, a taxa foi de 4% no mundo e de 0,4% no Brasil. Na média de América Latina e Caribe, houve expansão de 2,4%. A taxa para o Brasil é diferentes daquela do IBGE porque a Unido faz ajuste sazonal também na comparação anual.

                          Foi puxada grande do juro, de 10,50% para 15%, e deu freio na atividade”

                          A partir dos dados da Unido, o IEDI organiza esse ranking internacional. Na passagem entre o primeiro e o segundo trimestres, o Brasil perdeu 21 posições (de 38ª colocação para 59ª).

                          Na comparação com segundo trimestre de 2024, a queda foi mais intensa, de 35 posições - o Brasil ocupava o 24º lugar na classificação das nações por variação da produção.

                          “Salta aos olhos claramente que o Brasil tem uma condição bem prejudicial para a indústria e o ranking mostra isso. Já se sabia que o setor ia liderar a desaceleração. As condições macroeconômicas são ruins, com juros altos e incerteza do panorama externo”, diz João Savignon, sócio-fundador e economista da Kínitro Capital.

                          No segundo trimestre, enquanto o Brasil convive com juro alto, a economia global enfrenta incertezas com conflitos geopolíticos e o aumento de tarifas nos Estados Unidos. Se pode atrapalhar por um lado, por outro tem estimulado os gastos militares, fator citado pela Unido para explicar parte do dinamismo da indústria mundial.

                          “Os gastos militares aumentaram. Essa indústria tem mais intensidade tecnológica e é beneficiada. Além disso, o avanço das novas tecnologias, como inteligência artificial e indústria 4.0, estimula a produtividade e o dinamismo da indústria”, afirma Cagnin.

                          Um reflexo negativo do juro também é a interrupção de uma expansão com composição positiva entre as categorias industriais - sustentado por bens de capital - e não só por bens de consumo.

                          “A indústria vinha com uma composição bastante benéfica no início do ano, com forte contribuição dos segmentos ligados a bens de capital, como máquinas e equipamentos, mas o quadro se alterou nos últimos meses”, diz o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Leonardo de Carvalho.

                          Numa análise de longo prazo, o desempenho “mediano” da indústria envolve questões mais estruturais, como baixa produtividade e obstáculos no âmbito do custo Brasil, como impostos, burocracia e infraestrutura, segundo ele.

                          “Há esforços do governo para lidar com algumas dessas questões, como dos impostos. A reforma tributária é um avanço e deve trazer efeitos positivos, mas de maneira geral o Brasil ainda está atrasado nesses fatores mais estruturais. As questões estruturais colocam uma espécie de trava e a indústria não consegue ter crescimento mais sustentado”, afirma Carvalho.

                          Do ponto de vista de conjuntura, não se espera mudança de cenário para a indústria nos próximos meses e a indústria deve continuar andando de lado ou até mesmo com aceleração do desempenho negativo.

                          “Estamos em um dos piores momentos do aperto monetário e as sondagens de confiança mostram estoques elevados e tendência de queda nas intenções de investimentos. É uma conjuntura muito ruim e vai demorar pelo menos um ano para melhor”, diz Savignon.

                          Um pouco mais otimista, o técnico do Ipea afirma que a desaceleração recente da inflação tem ampliado as possibilidades de um início de corte de juros no início de 2026. Caso isso se confirme, acredita que pode trazer “algum fôlego” para a indústria no próximo ano.

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