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O índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) acelerou para 0,75% em janeiro, o dobro do resultado do mês anterior. Dois fatores isolados foram os grandes responsáveis por esta variação do indicador. A elevação dos preços dos alimentos (cujo peso representa cerca de 1/3 da taxa geral), explicada pelas fortes chuvas que vêem afetando importantes centros produtores. Outras pressões advieram dos transportes, onde os aumentos das passagens de ônibus urbano (3,9%), e o preço dos combustíveis em geral, refletindo a alta do álcool da ordem de 11,09%, contribuíram com mais de 1/3 na composição da taxa geral do indicador. São fatores pontuais, com possibilidade de reversão ao longo do ano e que, por isso, não devem servir de base para que mude a política monetária e os juros sejam majorados.
Ao longo dos últimos doze meses, o IPCA acumula alta de 4,59%, resultado inferior ao verificado no mesmo período de 2009, quando a taxa anual acumulava 5,84%. O grupo de Despesas Pessoais é o que registra a maior variação em doze meses, com taxa de 8,17%, com maior contribuição advinda do emprego doméstico.
O conjunto dos preços livres registrou aumento da taxa acumulada em doze meses, saindo de 4,13% em dezembro para 4,50% mas, inferior ao registrado em janeiro/09 que registrava 6,71%. Entre estes, os bens comercializáveis tiveram queda mais acentuada na composição anual (3,32% em jan/10 contra 6,64% no mês homólogo de 2009), enquanto os não-comercializáveis recuaram de 6,77% nos últimos doze meses terminados em janeiro do ano passado para 5,54% em janeiro último. Os preços monitorados, entretanto, registram alta de 4,82% no ano atual ante 3,83% nos doze meses terminados em janeiro/09.
O conjunto dos bens duráveis, que em setembro/09 acumulava deflação de -4,72% nos últimos doze meses, inicia o ano de 2010 com retração de -0,56% na composição anual. Os semiduráveis e não-duráveis mostram taxas anuais de variação de 5,03% e 4,39% (em janeiro/09 eram de 7,14% e 9,54%, respectivamente). Os preços dos serviços, entretanto, registram pequena queda na taxa de doze meses, ao passar de 6,63% em janeiro/09 para 6,32% em janeiro/2010.
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O IPCA registrou alta de 0,75% em janeiro, dobrando o resultado de dezembro (0,37%) e superando em 0,27 pontos percentuais o resultado de janeiro de 2009, quando a taxa foi de 0,48%. Este resultado mensal significa a maior taxa desde maio/2008 (0,79%) e é a maior taxa para o mês de janeiro desde 2003 (2,25%), mas esteve muito próximo do esperado pelo mercado: mediana de 0,70% – num intervalo entre 0,55% e 0,76%, conforme informações da Agência Estado.
Dois fatores foram os grandes responsáveis por esta variação do indicador. A elevação dos preços dos alimentos, explicada pelas fortes chuvas que vêem afetando importantes centros produtores. O grupo “Alimentação e Bebidas” registrou alta de 1,13%, contribuindo assim, com 1/3 do resultado geral. As maiores influências vieram da alta da cenoura (12,21%) e batata inglesa (10,80%). As hortaliças em geral ficaram 8,44% mais caras, enquanto o arroz e feijão subiram 1,19% e 3,26%, respectivamente. O açúcar também mostrou alta importante (6,25% o refinado e 10,27% o cristal), após terem ficado estáveis em dezembro.

A outra grande contribuição veio do grupo “Transportes” com alta de 1,45% e contribuição de 0,28 pontos percentuais na taxa global e respondendo por mais de 37% da sua composição. As principais razões desta alta foram os aumentos das passagens de ônibus urbano (3,9%), como resultado das importantes revisões tarifárias nas cidades de São Paulo (17,4% de reajuste em 04/01/2010) e Salvador (alta de 4,18% em 16 de janeiro). No mesmo grupo, o preço dos combustíveis em geral refletiu a alta do álcool da ordem de 11,09%, além de repassar alta de 1,33% ao preço da gasolina. Estes três itens do grupo transporte responderam por 0,23 p.p da taxa geral no mês. Com isto, os produtos não alimentícios mostraram alta de 0,64%, mas com forte influência dos combustíveis e transportes.
As despesas pessoais foram o terceiro grupo a mais contribuir na taxa geral, com pressões advindas do custo dos empregados domésticos (alta de 1,06%) e, ainda serviços de cabeleireiros. Houve altas, ainda de tarifas de cartórios e despachantes, porém com pouco impacto na composição da taxa geral.
Os artigos de residência que, em dezembro subiram 0,51% tiveram alta de 0,41%, além dos artigos do vestuário, cujos preços haviam mostrado forte alta em dezembro (0,76%),em janeiro reduziram o ritmo para 0,31%.
Para fevereiro pode-se esperar pressões remanescentes das revisões de tarifas ônibus e do grupo “Educação” devido aos reajustes das matrículas e mensalidades e, por outro lado, espera-se arrefecimento na alta dos produtos alimentícios.
Inflação Acumulada. Ao longo dos últimos doze meses, o IPCA acumula alta de 4,59%, resultado inferior ao verificado no mesmo período de 2009, quando a taxa anual acumulava 5,84%. O grupo Despesas Pessoais, com alta de 8,17% lidera a variação do IPCA anual, tendo contribuído com 0,81 p.p. na composição do indicador, contribuição idêntica ao grupo Alimentação e Bebidas (que mostrou alta de 3,56% nos últimos doze meses). A seguir, os grupos Vestuário e Educação com altas de 6,39% e 6,03%, respectivamente.
O grau de difusão dos aumentos indica que no conjunto dos produtos e serviços do IPCA, a quantidade de preços estáveis passou de 51% em janeiro/2009 para 54% em janeiro deste ano. Os itens com inflação tiveram sua participação estável em relação ao mesmo mês do ano anterior (passaram de 35% para 36%), enquanto os itens com deflação passaram de 14% para 10%. Excluídos os alimentos, a proporção de itens estáveis ficou em 67% ante 77% no mesmo mês do ano anterior, e os itens com deflação permaneceram em torno de 6%, lembrando que nossa hipótese de estabilidade é definida como variações entre -1% e +1%.
O conjunto dos preços livres registrou aumento da taxa acumulada em doze meses, saindo de 4,13% em dezembro para 4,50% mas, inferior ao registrado em janeiro/09 que registrava 6,71%. Entre estes, os bens comercializáveis tiveram queda mais acentuada na composição anual (3,32% em jan/10 contra 6,64% no mês homólogo de 2009), enquanto os não-comercializáveis recuaram de 6,77% nos últimos doze meses terminados em janeiro do ano passado para 5,54% em janeiro último. Os preços monitorados, entretanto registram alta de 4,82% no ano atual ante 3,83% nos doze meses terminados em janeiro/09.
O conjunto dos bens duráveis inicia o ano de 2010 com retração de -0,56% em doze meses. Em janeiro/09 estes preços acumulavam uma taxa em doze meses de -1,37%. Os semiduráveis e não-duráveis mostram taxas anuais de variação de 5,03% e 4,39% (em janeiro/09 eram de 7,14% e 9,54%, respectivamente). Os preços dos serviços, entretanto, registram pequena queda na taxa de doze meses, ao passar de 6,63% em janeiro/09 para 6,32% em janeiro/2010.
Nas 11 regiões pesquisadas pelo IBGE, a taxa mensal foi positiva, sendo que em sete delas a taxa foi inferior à média nacional. As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro mostraram as maiores taxas mensais com 1,00%.



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