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De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco Central, o volume total de empréstimos e financiamentos ofertado pelo sistema financeiro manteve sua trajetória ascendente em julho, quando cresceu 17,8% em relação a dezembro de 2007. Com isso, esse volume atingiu R$ 1.086 bilhões ou 37% do PIB, maior percentual da série histórica do Banco Central, superando o recorde anterior, registrado em janeiro de 1995 (36,8% do PIB). O dinamismo do crédito continuou sendo mais expressivo no segmento de pessoas jurídicas do que no de pessoas físicas, sustentando a tendência observada no primeiro semestre do ano. Ademais, nos dois segmentos, a modalidade que apresentou o maior ritmo de expansão foi o leasing.
Essas são as características importantes do mercado de crédito em julho. No entanto, o dado que mais chama atenção refere-se ao aumento das taxas de juros dos empréstimos. Considerando a média dos dois segmentos, essa taxa passou de 38% em junho para 39,4% em julho em razão, principalmente, da alta do spread (+1,1 p.p.), já que a elevação da taxa de captação foi bem menos expressiva (de somente 0,3 p.p.). A elevação do custo do crédito foi mais significativa no segmento de pessoas físicas
(+2,3 p.p., frente à alta de 0,9 p.p. no custo dos empréstimos às empresas), devido à maior elevação do spread neste segmento, já que a alta do custo
da captação foi semelhante.
Assim, ao contrário do observado em janeiro – quando a elevação do custo do crédito foi atribuída ao aumento das alíquotas dos impostos – a alta em julho decorreu da elevação da meta da taxa Selic, que contaminou o custo de captação dos bancos e, sobretudo, do aumento do spread bancário, o que constitui sintoma de uma maior aversão ao risco dos bancos, em especial no segmento de pessoa física, diante do crescimento excessivo do crédito
há vários meses.
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De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco Central, o volume total de empréstimos e financiamentos ofertado pelo sistema financeiro, com base em recursos livres e direcionados, manteve sua trajetória ascendente em julho, quando cresceu 17,8% em relação a dezembro de 2007. Com isso, esse volume atingiu R$ 1.086 bilhões ou 37% do PIB, maior percentual da série histórica do Banco Central, superando o recorde anterior, registrado em janeiro de 1995 (36,8% do PIB).
O dinamismo do crédito continuou sendo mais expressivo no segmento de pessoas jurídicas, sustentando a tendência observada no primeiro semestre do ano. Em tal segmento, a taxa de crescimento foi de 19,1%, frente à taxa de 16,2% no segmento de pessoas físicas. Ademais, nos dois segmentos, a modalidade que apresentou o maior ritmo de expansão foi o leasing: também em relação a dezembro, 37% e 62,7% nos segmentos de pessoas jurídicas e físicas, respectivamente.
Essas são as características importantes do mercado de crédito em julho. No entanto, o dado que mais chama atenção refere-se ao aumento das taxas de juros dos empréstimos. Considerando a média dos dois segmentos, essa taxa passou de 38% em junho para 39,4% em julho (+1,4 p.p.) em razão, principalmente, da alta do spread (+1,1 p.p.), já que a elevação da taxa de captação foi bem menos expressiva (de somente 0,3 p.p.). A elevação do custo do crédito foi observada nos dois segmentos, mas foi mais significativa no segmento de pessoas físicas (+2,3 p.p., frente à alta de 0,9 p.p. no custo dos empréstimos às empresas), devido à maior elevação do spread neste segmento, já que a alta do custo da captação foi semelhante (+0,3 p.p. no segmento de pessoas jurídicas e +0,4 p.p. no segmento de pessoas físicas).
Assim, ao contrário do observado em janeiro – quando a elevação do custo do crédito foi atribuída ao aumento das alíquotas dos impostos (IOF sobre operações de crédito e CSLL dos bancos) – a alta em julho decorreu da elevação da meta da taxa Selic, que contaminou o custo de captação dos bancos e, sobretudo, do aumento do spread bancário, o que constitui sintoma de uma maior aversão ao risco dos bancos, em especial no segmento de pessoa física, diante do crescimento excessivo do crédito há vários meses.
Mais duas tendências do crédito em julho merecem ser mencionadas. Em primeiro lugar, a taxa de inadimplência no segmento de pessoas físicas voltou a crescer, atingindo 7,3% frente ao percentual de 7,0% em junho, mas ainda encontra-se num patamar inferior ao registrado em maio (7,4%). Já no segmento de pessoas jurídicas, esta taxa manteve-se estável (1,7%).
Em segundo lugar, o prazo médio interrompeu sua trajetória de elevação nos dois segmentos desde junho. Se as tendências de estabilização dos prazos e de alta do custo dos empréstimos persistirem, a alta resultante no valor das prestações pode desestimular as operações de crédito nos próximos meses.
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