Mapa do Site  |  Ajuda  | 
Cadastre-se para receber a Carta IEDI semanalmente em seu email Descadastre-se para cancelar o envio da Carta IEDI


Carta IEDI n. 431 - Produção Industrial em Julho de 2010: Avanço Moderado

 

A produção física industrial brasileira cresceu, descontados os efeitos sazonais, 0,4% em julho ante o mês anterior, interrompendo uma sequência de três resultados negativos. Houve aumento no nível de produção de dezessete dos vinte e sete ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores (3,6%), outros produtos químicos (3,0%), farmacêutica (4,6%) e outros equipamentos de transporte (6,3%).

No corte por categoria de uso, descontados os efeitos sazonais, três dos quatro segmentos da indústria registraram variação positiva na passagem de junho a julho, com destaque para os setores produtores de bens intermediários e de bens de consumo duráveis, com alta de 0,9%. Único segmento com retração no nível de produção, o setor produtor de bens de capital registrou queda de 0,2% ante ao mês anterior.

Esses resultados reforçam a hipótese de que a indústria venha a ter um bom desempenho neste segundo semestre. Certamente, tal desempenho deve ficar bem abaixo daquele registrado no primeiro trimestre deste ano – quando o setor crescia a um ritmo excessivamente forte devido a fatores tópicos. Em outras palavras, a expectativa é de que a indústria cresça neste último semestre de 2010 de modo mais homogêneo e equilibrado. Este equilíbrio ocorrerá à medida que os diferentes ramos da atividade industrial encontrem o seu novo nível de produção, ou ainda, um novo padrão de produção condizente com as condições atuais dos seus mercados, as quais não são mais caracterizadas nem pelos percalços mais severos da crise internacional econômica (embora o lado externo da economia tenha muito “chão” para se recuperar), nem pelas medidas de estímulos que o governo introduziu na economia para combater a crise.

Frente a 2009, a produção fabril brasileira avançou 8,7% em julho, a menor taxa nesta base de comparação desde novembro de 2009 (5,3%). No período janeiro a julho, a indústria acumulou acréscimo de 15,0% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com aumento do nível de produção em 77% dos produtos investigados. Em doze meses, a indústria registrou aceleração, com expansão acumulada de 8,3% (6,5% em junho) em frente a igual período do ano anterior, resultado mais elevado desde fevereiro de 2005, quando acumulou alta de 8,5%.

Os quatro segmentos da indústria por categoria de uso registraram também crescimento na comparação com julho de 2009. Com alta de 21,1%, o setor produtor de bens de capital manteve-se na liderança, seguido pelo setor produtor de bens intermediários (11,3%). Com aumento inferior ao da média global da indústria, o setor produtor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis cresceu 3,9%, enquanto o segmento de bens de consumo duráveis registrou incremento de apenas 2,2%.

No indicador acumulado do primeiro semestre do ano, todas as categorias de uso registraram igualmente taxas positivas. Com alta acumulada de 28,3%, o setor produtor de bens de capital se manteve na liderança da expansão, seguido por bens de consumo duráveis (17,6%) e bens intermediários (16,4%). Com aumento moderado de 7,0%, o setor produtor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis avançou em bem ritmo inferior ao da média global da indústria.

No que se refere à utilização da capacidade na indústria de transformação, o indicador sem ajuste sazonal, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), assinala ligeiro recuo de 0,1 ponto percentual em julho (85%) na comparação com o mês anterior (85,1%).

Na comparação do resultado da indústria de transformação brasileira com os de economias periféricas com semelhante grau de desenvolvimento, observa-se que o desempenho da produção manufatureira brasileira em julho (8,3%) frente a igual mês do ano anterior contrasta com o forte dinamismo da indústria da Tailândia, que avançou 16,3% na mesma base de comparação.

 

 

Desempenho da Indústria. Após queda de 1,1% em junho (dado revisto), desconsideradas as influências sazonais, a produção física industrial brasileira cresceu 0,4% em julho ante o mês anterior, interrompendo uma sequência de três resultados negativos. Com este resultado, inferior a média das previsões dos analistas dos bancos e consultorias econômicas, o patamar de produção do setor ficou 1,7% abaixo do nível recorde alcançado em março último. Houve aumento no nível de produção em três das quatro categorias de uso e em dezessete dos vinte e sete ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores (3,6%), outros produtos químicos (3,0%), farmacêutica (4,6%) e outros equipamentos de transporte (6,3%).

Frente a julho de 2009, completando uma sequência de nove meses de resultados positivos, a produção fabril brasileira avançou 8,1%. Todavia, esta foi a menor taxa registrada nessa base de comparação desde novembro de 2009 (5,3%), reflexo, pelo menos em parte, do menor número de dias útil (23) em julho de 2010 em relação a igual mês do ano anterior (23). O indicador de difusão apontou crescimento em 65,2% dos produtos pesquisados.

Nos indicadores acumulados, a indústria registrou acréscimo de 15,0% nos sete primeiros meses do ano (ante 16,2% registrados até junho), taxa recorde na série histórica iniciada em 1991. Nos últimos doze meses terminados em julho frente a igual período do anterior, a indústria geral acumula incremento de 8,3%, com intensificação do ritmo de crescimento frente a junho (6,5%), resultado mais elevado desde fevereiro de 2005, quando acumulou alta de 8,5%.

As demais classes da indústria também registram aumento de produção em julho frente ao mês de junho. Descontados os efeitos sazonais, a indústria de transformação registrou incremento de 0,2% enquanto a indústria extrativa mineral avançou 1,0%.

Na série mensal (julho de 2010 frente a julho de 2009), a indústria de transformação registrou variação de 8,6% enquanto o nível de produção da indústria extrativa mineral subiu 10,2%. Frente aos sete primeiros meses de 2009, a indústria de transformação acumula alta de 15,0% e a indústria extrativa, de 15,4% (aumento de 16,2% e de 16,4%, respectivamente, no acumulado no primeiro semestre). Já no indicador acumulado em doze meses, as duas classes da indústria registraram aceleração. A produção manufatureira acumula incremento de 8,3% (6,5% em doze meses terminados em junho), enquanto a indústria extrativa acumula variação de 7,4% (5,4% em junho).

Na avaliação do IEDI, os resultados da indústria em julho reforçam a hipótese de que o setor venha a ter um bom desempenho neste segundo semestre. Certamente, tal desempenho deve ficar bem abaixo daquele registrado no primeiro trimestre deste ano – quando a indústria crescia a um ritmo excessivamente forte devido a fatores tópicos. Em outras palavras, a expectativa é de que a indústria cresça de modo mais homogêneo e equilibrado neste último semestre de 2010, o que ainda não aconteceu. Este equilíbrio ocorrerá à medida que os diferentes ramos da atividade industrial encontrem o seu novo nível de produção, ou ainda, um novo padrão de produção condizente com as condições atuais dos seus mercados, as quais não são mais caracterizadas nem pelos percalços mais severos da crise internacional econômica (embora o lado externo da economia tenha muito “chão” para se recuperar), nem pelas medidas de estímulos que o governo introduziu na economia para combater a crise.

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

 

Resultado por Categoria de Uso. Em julho frente ao mês anterior, três dos quatro segmentos da indústria por categoria de uso elevaram o nível da produção na série livre das influências sazonais. Com expansão de 0,9%, os setores de bens intermediários e de bens de consumo duráveis sustentaram o maior ritmo de crescimento na passagem de junho para julho, enquanto o setor produtor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis avançou 0,3%, ligeiramente abaixo da média da indústria. Única categoria com taxa negativa nessa base de comparação, o segmento de bens de capital recuou 0,2%.

Na comparação com julho de 2009, todos os quatro segmentos registraram aumento. O setor produtor de bens de capital permaneceu na liderança da expansão, com alta de 21,1%, bem superior à média global da indústria. Esse resultado foi sustentado pelos índices positivos em quase todos os seus subsetores, com bens de capital para equipamentos de transporte (36,8%) exercendo a principal influência, seguido por bens de capital para construção (95,8%), para fins industriais (18,9%), agrícolas (55,9%) e para uso misto (4,8%).

Com taxa de expansão também acima da média da indústria, a produção de bens intermediários subiu 11,3% frente a julho do ano anterior, impulsionada pelos avanços em todos os seus subsetores, com destaque para os produtos associados às atividades de metalurgia básica (19,5%), veículos automotores (32,1%), indústrias extrativas (10,3%), refino de petróleo e produção de álcool (7,0%) e alimentos (12,7%). Nesses subsetores sobressaíram, de acordo com o IBGE, os itens: ferronióbio e vergalhões de aços ao carbono; chassis com motor para caminhões e ônibus e peças e acessórios para veículos; minérios de ferro; óleo diesel e naftas para petroquímica; e açúcar cristal. Ressalte-se ainda o aumento de produção de insumos para construção civil (9,5%) e de embalagens (9,7%).

Com aumento inferior ao da média global da indústria, o setor produtor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis cresceu 3,9%. Com exceção de outros não duráveis (–1,3%), todos os seus demais subsetores registraram aumento de produção, com destaque para alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (7,7%), por conta, sobretudo, da maior fabricação dos itens cervejas, chopes, sucos concentrados de laranja e refrigerantes. Mencionem-se ainda os resultados positivos registrados por carburantes (6,8%) e semiduráveis (4,3%), impulsionados principalmente pelos itens álcool e gasolina e calçados, respectivamente.

Também abaixo da média global, o segmento de bens de consumo duráveis registrou alta de 2,2%. Essa décima expansão consecutiva foi sustentada em grande parte pelos avanços na fabricação de automóveis (5,1%), de eletrodomésticos da “linha marrom” (20,3%) e de telefones celulares (15,5%), uma vez que os subsetores de eletrodomésticos da “linha branca” (–33,7%), outros eletrodomésticos (–8,3%) e de artigos do mobiliário (–3,4%) pressionaram negativamente em julho. De acordo com o IBGE, esse resultado díspar dos subsetores de eletrodoméstico foi influenciado pelo fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da “linha branca” aliado ao "efeito Copa", o que levou os consumidores a priorizar a compra de televisores, sobretudo daqueles modelos de maior valor agregado.

No indicador acumulado nos sete primeiros meses do ano, todas as categorias de uso também registraram taxas positivas. O maior dinamismo foi verificado no setor produtor de bens de capital, que registrou novamente a taxa mais elevada (28,3%), confirmando a retomada do investimento produtivo. Na sequência, vieram os segmentos de bens de consumo duráveis (17,6%) e de bens intermediários (16,4%), todos com expansão superior ao da média global (15,0%). Já a produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis mostrou o crescimento mais moderado, registrando avanço de apenas 7,0% nesta base de comparação.
 

Por Dentro da Indústria de Transformação: Gêneros e Subsetores. Na passagem de junho a julho, descontados os efeitos sazonais, a indústria geral e a indústria de transformação registraram incremento de, respectivamente, 0,4% e 0,2%. A elevação do nível de produção foi disseminada, atingindo dezessete dos vinte e sete ramos pesquisados. As principais contribuições positivas para o resultado global foram veículos automotores (3,6%), seguido por outros produtos químicos (3,0%), farmacêutica (4,6%), outros equipamentos de transporte (6,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (2,4%). Em contraposição, entre os dez ramos em queda, as principais influências negativas originaram-se em máquinas e equipamentos (–6,0%), edição e impressão (–5,6%), produtos de metal (–3,1%) e borracha e plástico (–2,1%).

Frente a julho de 2009, os níveis de produção da indústria geral e da indústria de transformação subiram, respectivamente, 8,7% e 8,6%. A expansão teve perfil generalizado, sustentado pelo aumento de produção em vinte e dois dos ramos pesquisados e 65% dos produtos pesquisados. Os impactos positivos mais relevantes sobre a média global originaram-se em veículos automotores (26,5%), metalurgia básica (19,5%), alimentos (7,3%), máquinas e equipamentos (14,5%), indústrias extrativas (10,1%), refino de petróleo e produção de álcool (6,9%) e bebidas (15,4%), influenciados em grande parte, de acordo com o IBGE, pelo crescimento na produção de caminhão-trator, caminhões e automóveis; ferronióbio e vergalhões de aços ao carbono; açúcar cristal e sucos concentrados de laranja; carregadoras-transportadoras, empilhadeiras propulsoras e motoniveladores; minérios de ferro; óleo diesel, álcool e naftas para petroquímica; e cervejas, chope e refrigerantes. Nos ramos com redução na produção, as principais influências para a formação da taxa global foram verificadas em máquinas para escritório e equipamentos de informática (–15,4%), em razão da menor fabricação de computadores, e de edição e impressão (–6,9%), com redução da produção de CDs e livros didáticos.

Na série mais desagregada, cinquenta e sete dos 76 subsetores pesquisados elevaram a produção na comparação com igual mês de 2009. Os aumentos mais expressivos ocorreram em caminhões e ônibus (95,2%), peças fundidas de ferro (86,8%), máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (82,2%), sucos e concentrados de frutas (79,2%), carrocerias e reboques (71,6%), tratores e máquinas agrícolas (56,5%), ferro-gusa e semi-acabados de aço (28,8%), peças e acessórios para veículos (25,6%), máquinas e equipamentos para fins industriais e comerciais (22,8%), laminados e trefilados de aço (22,7%). Em contraposição, as reduções mais expressivas ocorreram na produção de eletrodomésticos da “linha branca” (–33,7%), construção de embarcações (–15,5%) e artefatos de concreto e cimento (–11,4%).

No período janeiro a julho de 2010, a indústria geral e a indústria de transformação acumulam aumento de 15,0% frente a igual período de 2009. Essa alta teve perfil generalizado, atingindo vinte e cinco das 27 atividades pesquisadas e 77% dos produtos pesquisados. As maiores influências positivas sobre a taxa global vieram, por ordem de importância, de veículos automotores (31,4%), máquinas e equipamentos (37,5%), metalurgia básica (29,8%), outros produtos químicos (15,9%), produtos de metal (32,6%), indústrias extrativas (15,4%), alimentos (5,7%) e borracha e plástico (19,8%). Em termos de produtos, de acordo com o IBGE, os destaques nessas atividades foram: automóveis, caminhão-trator e caminhões; aparelhos carregadoras-transportadoras, compressores, fornos microondas e motoniveladores; lingotes, blocos e tarugos de aços ao carbono e de aços especiais e vergalhões de aços ao carbono; herbicidas; partes e peças para bens de capital; minérios de ferro; açúcar cristal e sucos concentrados de laranja; e pneus e peças e acessórios de borracha e plástico para indústria automobilística. Em contraste, as duas únicas pressões negativas sobre a média global originaram-se nos ramos de outros equipamentos de transporte (–5,9%) e de fumo (–10,4%).

Na série mais desagregada, sessenta e oito dos 76 subsetores elevaram a produção nos sete primeiros meses de 2010 na comparação com igual período do ano anterior. Os aumentos mais expressivos foram registrados em máquinas e equipamentos para a extração mineral e construção (121,1%), caminhões e ônibus (82,2%), peças fundidas de ferro (76%), estruturas metálicas e obras de calderaria pesada (58,7%), eletrodomésticos da “linha marrom” (56,3%), tratores e máquinas agrícolas (52,4%), ferro-gusa e semi-acabados de aço (44,1%), laminados e trefilados de aço (44%), carrocerias e reboques (38,3%), sucos e concentrados (37,2%), peças e acessórios para veículos (33,3%), máquinas e equipamentos para fins industriais e comerciais (33,1%), defensivos agrícolas (31,4%). Dentre os oito ramos com queda de produção, as variações negativas mais expressivas ocorreram em construção e montagem de vagões ferroviários (–17,7%), artefatos de concreto e cimento (–13,4%), tubos de ferro e aço (–12,4%) e construção e montagem de aeronaves (–10,6%).
 
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

 
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

 
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal. Elaboração Própria.

 

 

 

 
Utilização de Capacidade. Em julho, o nível médio de utilização de capacidade instalada na indústria de transformação, sem ajuste sazonal, apurado pela FGV, permaneceu praticamente inalterado no patamar de 85%, com ligeiro recuo de 0,1 ponto percentual na comparação com o mês anterior. Em termos das categorias de uso, houve retração no grau de utilização da capacidade em apenas um dos quatro segmentos pesquisados: bens de capital (–1,2 p.p). O maior aumento foi registrado no setor produtor de material de construção (+0,3 p. p.), enquanto o setor produtor de bens de consumo registrou estabilidade na utilização da capacidade instalada.

No corte por gêneros industriais, oito registraram aumento do grau médio de utilização da capacidade. As maiores altas foram verificadas em: mobiliário (+4,9 p.p) e têxtil (+1,7 p.p). Já a maior redução ocorreu na indústria de vestuário e calçado (–1,3p.p).

Fonte: FGV/BCB. Elaboração própria.
Fonte: FGV/BCB. Elaboração própria.

 

Comparação Internacional: Brasil e Países Selecionados. A comparação do resultado da indústria brasileira com a indústria dos países membros da OCDE e de economias periféricas com grau semelhante de desenvolvimento é sempre muito ilustrativa, não obstante as diferenças metodológicas e defasagens existentes na amostra selecionada.

Frente ao mês imediatamente anterior, a indústria brasileira avançou 0,4% na passagem de junho a julho, descontados os efeitos da sazonalidade. Esse resultado foi inferior ao da maioria dos países da amostra, com destaque para a indústria dos Estados Unidos (1,0%) também em julho. Mencionem-se ainda os resultados positivos das indústrias da Índia (1,5%), Coreia (1,4%), Irlanda (1,3%) e Polônia (1,0%), todas em junho ante ao mês de maio. Entre as indústrias com queda de produção, os recuos mais acentuados foram verificados na França (–1,7%) e no Japão (–1,1%), ambos na passagem de maio a junho.

Na comparação do resultado da produção manufatureira brasileira com os de economias periféricas com semelhante grau de desenvolvimento, observa-se que a variação de 8,6% registrada pela indústria brasileira em julho frente a igual mês do ano anterior contrasta com o forte dinamismo da indústria da Tailândia, que avançou 16,3% na mesma base de comparação. Todavia, o desempenho da produção fabril brasileira superou o das congêneres sul-americanas, e, em particular o da indústria chilena (3,3% em julho).

Fonte: IBGE-PIM (Brasil) e OCDE - <EM>Main Economic Indicators</EM>. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE-PIM (Brasil) e OCDE - Main Economic Indicators. Elaboração Própria.

Fonte: IBGE e Órgãos Nacionais de Estatísticas. Elaboração Própria.
Fonte: IBGE e Órgãos Nacionais de Estatísticas. Elaboração Própria.

Publicada em: 03/09/2010 Versão para impressão:
 

   Novo Estudo do IEDI
 

A Formação de Engenheiros no Brasil: Desafio ao Crescimento e à Inovação

 


   Análise IEDI
  Breves comentários e notas sobre temas da conjuntura industrial e econômica brasileira. Leia na seção Economia e Indústria as publicações da Análise IEDI de 2005.
 

   Carta IEDI
 

Publicação eletrônica que apresenta temas relevantes da indústria em um contexto local e global. Cadastre-se e receba semanalmente a Carta IEDI em seu correio eletrônico.

 

| Nova Política Industrial | Carta IEDI da Semana | Mapa do Site