Nova Política Industrial - nº 13 - Julho/Agosto de 2003
Uma Oportunidade Histórica para Mudar o Brasil Nesta edição, a NPI entrevista Eugênio Staub, presidente da Gradiente Eletrônica e conselheiro do IEDI. Segundo o empresário, há uma possibilidade histórica de mudar o país, de retomar o crescimento. Mas, para isso, será preciso o governo olhar além do seu mandato, enxergar as oportunidades que o país tem no longo prazo e conseguir desenvolver “um planejamento competente e conseqüente”. Entre as condições para isso, na opinião dele, estão tornar a taxa de juros competitiva internacionalmente, sem prejuízo do combate à inflação, e reconhecer que a política cambial é fundamental para gerar empregos. Entre outros assuntos, Staub fala também sobre as atividades do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do qual faz parte, e dá sua opinião sobre as negociações para a ALCA.
Deveríamos nos Inspirar na História dos Países Ricos Com freqüência, nações desenvolvidas como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão, França e Suécia desaconselham aos países em desenvolvimento como o Brasil políticas de desenvolvimento que elas próprias aplicam no presente e que já aplicaram no passado. É a atitude do “faça o que digo, mas não o que eu faço ou já fiz”. Entre as ações não-recomendadas estão, por exemplo, subsídios à atividade industrial e à exportação. A análise é do professor da Universidade de Cambridge Ha-Joon Chang. Em resumo, ele critica o fato de países desenvolvidos e organizações internacionais pressionarem para que as nações em desenvolvimento não façam uso de políticas estratégicas.
Publicada em: 01/09/2003
Nova Política Industrial - nº 12 - Maio/Junho de 2003
O Potencial Pouco Explorado das Aglomerações Industriais As aglomerações regionais de empresas, também chamadas de clusters, valorizadas em países como a Itália devido à sua importância para a geração de empregos e o crescimento econômico, recebem, no Brasil, apoio insuficiente e descoordenado. A conclusão é do estudo do IEDI intitulado “Clusters ou Sistemas Locais de Produção e Inovação: Indentificação, Caracterização e Medidas de Apoio”. De acordo com ele, um novo modelo de desenvolvimento brasileiro, que privilegie o crescimento, o emprego, as exportações e a inovação tecnológica, deve dar atenção especial a essas aglomerações.
Entrevista: “O Casamento do Lucro com a Ética” O entrevistado desta edição da NPI é Guilherme Peirão Leal, presidente da Natura Cosméticos, conselheiro do IEDI e presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Entre outros assuntos abordados, o empresário defende que não há contradição entre ganhar dinheiro e contribuir para a construção de uma sociedade melhor: “A gente acredita de fato que a empresa tem uma função social, não existe apenas para remunerar o capital e dar dinheiro ao acionista. Ela tem, de alguma forma, de agregar valor à sociedade, contribuir para o seu aperfeiçoamento e desenvolvimento”.
FMI Prevê Recuperação Lenta da Economia Mundial e Não Aposta em Deflação No seu estudo semestral “World Economic Outlook”, publicado em abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional prevê a recuperação da economia global, mas em ritmo lento, devido ao desemprego alto e à atividade industrial fraca nas principais economias industrializadas. O FMI avalia que o produto mundial crescerá em 2003 3,2%, sob a liderança dos Estados Unidos, e que o PIB dos países em desenvolvimento deverá aumentar 5% - sendo a estimativa de crescimento para o PIB brasileiro de 2,8%. No mesmo estudo, o FMI constata que é baixa a probabilidade de uma deflação generalizada na Europa e na Ásia.
Publicada em: 31/07/2003
Nova Política Industrial - nº 11 - Março/Abril de 2003
Gargalos da Indústria O estrangulamento da capacidade produtiva da indústria ameaça a economia com pressões sobre a inflação, risco de restrição das exportações e freio no crescimento. O IEDI realizou simulações de uso da capacidade instalada de setores industriais em situação de crescimento das exportações e/ou da demanda doméstica em 2003. Entre as conclusões, a de que há limitações nessa capacidade instalada para fazer jus ao crescimento nos dois sentidos, especialmente da indústria de base e de bens intermediários. Uma política industrial deve viabilizar investimentos para eliminar esses gargalos.
Entrevista: “É Preciso Criar A Obsessão Pelo Crescimento” A NPI reproduz entrevista de Paulo Cunha, presidente do Grupo Ultra, conselheiro e ex-presidente do IEDI, concedida ao jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o empresário, apostar no crescimento é o único caminho para o Brasil superar a sujeição ao mercado financeiro e consertar a disfunção da economia. É preciso, segundo ele, “exportar mais e produzir mais, ao invés do binômio infeliz que aqui prevaleceu por tanto tempo: importar mais e produzir menos”.
O Risco de Um País Que Muito Copia e Adapta, Mas Que Pouco Inventa A recente publicação da Pesquisa Industrial – Inovação Tecnológica (Pintec), realizada pelo IBGE, e de uma coletânea de indicadores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Ciência e Tecnologia (C&T) mostram que o Brasil está muito distante dos países desenvolvidos no que diz respeito ao gasto com P&D como proporção do PIB. Mesmo que a meta do governo de que este gasto alcance de 2% do PIB em 2006 seja cumprida, será insuficiente para tornar o Brasil competitivo. A conseqüência da baixa capacidade de inovação é a inviabilização do crescimento econômico sustentável, o que torna urgente uma política pública de investimento em P&D.
Publicada em: 12/05/2003
Nova Política Industrial - nº 10 - Janeiro/Fevereiro de 2003
O Peso das Empresas Estrangeiras no Déficit do País As empresas com controle estrangeiro provocaram a maior parte do déficit externo e do aumento da dívida do país entre 1995 e 2000. Em 2000, para um déficit total em transações correntes de US$ 24,3 bilhões, o déficit das empresas controladas pelo capital estrangeiro atingiu US$ 14,9 bilhões, o correspondente a 61,4%. Isso se deu em função da política cambial adotada entre 1994 e 1998 – desfavorável a investimentos voltados para a exportação – e da ausência de política de atração de recursos externos para setores com alta capacidade de fortalecimento do comércio exterior, conclui estudo do IEDI.
Entrevista: “Lições de um Sobrevivente” A entrevista desta edição é com o empresário Roberto Caiuby Vidigal, presidente do Conselho de Administração e diretor-presidente da Confab, além de conselheiro do IEDI. Vidigal fala sobre os problemas enfrentados pelo setor de bens de capital brasileiro, especialmente no que diz respeito ao sistema tributário. Ele defende uma redução do custo do transporte e uma política industrial que, entre outras coisas, facilite o acesso do empresário à tecnologia estrangeira e estimule a competitividade do produto brasileiro.
Alianças de Empresas, Instrumento de Reestruturação Industrial Relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em dezembro de 2002, mostra que as alianças estratégicas de empresas ocorreram em uma escala sem precedentes nos últimos anos e se tornaram um dos mais importantes mecanismos da reestruturação industrial mundial. O estudo abrange os setores automotivo, de telecomunicações, farmacêutico, siderúrgico e de transporte aéreo.
Publicada em: 15/02/2003
Nova Política Industrial - nº 9 - Novembro/Dezembro de 2002
A Globalização no Brasil Funcionou Melhor no Lado das Importações A inserção do país nos fluxos internacionais de comércio foi conduzida mais pelas empresas transnacionais do que pelas grandes empresas nacionais e se mostrou eficaz no que diz respeito ao aumento das importações, porém com efeitos desiguais nas exportações. Essas são conclusões de uma pesquisa divulgada pelo IEDI sobre a participação das grandes empresas no comércio exterior.
Entrevista: “Eu Não Tenho Mais Medo do Dólar” A publicação, que passa a ser bimestral, traz também como novidade um série de entrevistas com empresários e economistas de renome. A primeira foi feita com Abraham Kasinski, conselheiro emérito do IEDI, e um dos seus fundadores. Kasinski fala de sua experiência no comando da Cofap, de indústria automobilística, de exportações, de como vem driblando a gangorra do dólar e dos novos projetos da Kasinski Fabricadora de Veículos.
Lucros e Perdas da Expansão dos Fluxos Comerciais e de Capitais O texto reproduz duas visões distintas sobre a globalização. Para o Banco Mundial, o fenômeno promove o crescimento e reduz a pobreza, enquanto que um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) defende que a globalização causa maior fragmentação e injustiça, além de aumentar o grau de vulnerabilidade de países em desenvolvimento. Para a ONU, a redução da pobreza só ocorrerá com aprofundamento da democracia.
Breves comentários e notas sobre temas da conjuntura industrial e econômica brasileira. Leia na seção Economia e Indústria as publicações da Análise IEDI de 2005.
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